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Blog do Wanfil

por Wanderley Filho

violência

Torcedor baderneiro precisa é de punição pesada

Por Wanfil em Segurança

14 de Maio de 2012

Torcedores usam pedras e rojões em briga registrada próximo ao terminal da Parangaba. Imagem: TV Jangadeiro

É sempre assim. Arruaceiros protagonizam espetáculos de baderna e violência nas ruas, assustando e até afastando pessoas de bem dos grandes jogos de futebol. O pior é que tudo se repete clássico após clássico, como bem reportagem do programa Barra Pesada, da TV Jangadeiro. Não adianta autoridades anunciarem mais policiamento. Não adianta jogadores, jornalistas e celebridades pedirem paz nos estádios. Os marginais não se sensibilizam com nada disso.

O esporte tem enorme capacidade de promover integração social, não obstante o surgimento de algumas rivalidades. Tudo saudável. No entanto, o fanatismo de alguns pode gerar um subproduto: os bandos de arruaceiros, geralmente abrigado dentro de torcidas organizadas. Como evitar que esses poucos atrapalhem a maioria?

Juventude mimada

Invariavelmente os grupos de baderneiros é composto por maioria de jovens. Não é por acaso. Temos uma juventude mimada no Brasil, que cresceu acreditando ter direitos e mais direitos, sem arcar com nenhuma obrigação. Se reprovam na escola, a culpa é dos professores; se não conseguem socializa-se, a culpa é dos pais; se roubam, a culpa é da publicidade que lhes alimenta o desejo de consumir; se não conseguem emprego, a culpa é do capitalismo; se brigam nos estádios, a culpa é falta de políticas públicas de lazer para a juventude. A responsabilidades pelos atos do jovem só nunca é imputada ao próprio indivíduo e seu livre arbítrio.

O marmanjo de 17 anos que apedreja um coletivo se sente algo entre uma vítima que reaje ao mundo que lhe parece opressor, e um herói destemido que luta em nome de uma causa sem nome e inimigos imaginários.

Impunidade

No fundo, sabem que não terão que arcar com o que fazem. Sabem que na hora de prestar contas sobre os seus atos serão tratados como coitados incapazes de compreender o que fizeram. Contam com a complacência do progressismo bacana que tudo entende. Pedir cadeia para esses jovens é ser reacionário. Quem disser que punição severa para baderneiros, com proibição de frequentar estádios e multas pesadas, é ação didática que serve de exemplo para que outros vândalos não façam o mesmo, será acusado de incitar, vejam só, a violência. E ai do policial que prender um membro dessas torcidas. Será suspenso por truculência.

A melhor forma de evitar novas cenas de violência patrocinadas por esses jovens mimados é cobrar das autoridades tolerância zero com esses sujeitos. Quantos foram presos? Onde estão agora? Poderão voltar ao estádio no próximo jogo? A resposta é a seguinte: todos estão soltos e assistem jogos quando quiserem – e como quiserem. Enquanto for assim, não adianta pedir bons modos aos violentos.

Confira o vídeo

 

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O perigo de andar de ônibus ou ir ao banco em Fortaleza: muito mais que uma sensação de insegurança

Por Wanfil em Fortaleza, Segurança

19 de Abril de 2012

Apesar dos investimentos crescentes em segurança, os números da violência aumentam ano após ano. É hora do governo debater com a sociedade.

As notícias que sobre nove saidinhas bancárias em dois dias e mais de 100 assaltos a ônibus nos primeiros 3 meses do ano em Fortaleza, publicadas pelo Jangadeiro Online, mostram que a realidade já ultrapassou muito aquilo o que alguns especialistas chamam de “sensação de insegurança”. Vivemos na pele mesmo é uma onda crescente de insegurança real. Atividades comuns como pegar um coletivo ou ir a uma agência bancária, agora causam justificado medo nas pessoas. Medo que se transforma em paranoia, na medida em que nos obriga a manter um estado de alerta constante, tal como nas cidades que correm risco de atentados terroristas.

Violência crescente
Os números, sempre os números, mostram que essa percepção tem razão de ser. De acordo com o mais recente Mapa da Violência, divulgado pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça, mostra que em 2010 a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no Ceará 2010, ultrapassou, pela primeira vez, a média nacional, que foi de 26,2. Em 1994, a taxa estadual era de 9,5. Uma alta de 16,7 no índice. Uma calamidade.

Desculpas sobram aos montes, mas resultados impactantes no combate à criminalidade simplesmente inexistem. E como se o problema não fosse grave o bastante, o mais urgente e angustiante que vivemos, a maior preocupação do governo e de seus opositores é a construção de um aquário. Parecem não saber que para se ter aquário, emprego, turismo, educação e saúde, a premissa básica é no mínimo estar vivo.  Leia mais

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O perigo de andar de ônibus ou ir ao banco em Fortaleza: muito mais que uma sensação de insegurança

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19 de Abril de 2012

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As notícias que sobre nove saidinhas bancárias em dois dias e mais de 100 assaltos a ônibus nos primeiros 3 meses do ano em Fortaleza, publicadas pelo Jangadeiro Online, mostram que a realidade já ultrapassou muito aquilo o que alguns especialistas chamam de “sensação de insegurança”. Vivemos na pele mesmo é uma onda crescente de insegurança real. Atividades comuns como pegar um coletivo ou ir a uma agência bancária, agora causam justificado medo nas pessoas. Medo que se transforma em paranoia, na medida em que nos obriga a manter um estado de alerta constante, tal como nas cidades que correm risco de atentados terroristas.

Violência crescente
Os números, sempre os números, mostram que essa percepção tem razão de ser. De acordo com o mais recente Mapa da Violência, divulgado pelo Instituto Sangari em parceria com o Ministério da Justiça, mostra que em 2010 a taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes no Ceará 2010, ultrapassou, pela primeira vez, a média nacional, que foi de 26,2. Em 1994, a taxa estadual era de 9,5. Uma alta de 16,7 no índice. Uma calamidade.

Desculpas sobram aos montes, mas resultados impactantes no combate à criminalidade simplesmente inexistem. E como se o problema não fosse grave o bastante, o mais urgente e angustiante que vivemos, a maior preocupação do governo e de seus opositores é a construção de um aquário. Parecem não saber que para se ter aquário, emprego, turismo, educação e saúde, a premissa básica é no mínimo estar vivo.  (mais…)