Documentário aborda preconceito contra imigrantes africanos em Fortaleza


Documentário aborda preconceito contra africanos em Fortaleza

O publicitário Eduardo Cunha teve seu documentário “Negro lá negro cá” selecionado para festivais em Sergipe e Rio de Janeiro

Por Juliana Teófilo em Cinema

14 de agosto de 2015 às 07:00

Há 4 anos
O "Negro lá negro cá" retrata o preconceito e a discriminação racial sofrida por quatro imigrantes africanos que vivem em Fortaleza. (FOTO: Divulgação)

O “Negro lá negro cá” retrata o preconceito e a discriminação racial sofrida por quatro imigrantes africanos que vivem em Fortaleza. (FOTO: Divulgação)

Fruto do trabalho de conclusão de curso do publicitário Eduardo Cunha, o documentário “Negro lá negro cá” foi escolhido entre 300 inscritos para concorrer no Festival Sergipe de Audiovisual, que acontece em outubro deste ano.

“Negro lá negro cá” retrata o preconceito e a discriminação racial sofridos por quatro imigrantes africanos que vivem em Fortaleza. De maneira extremamente sensível, Cunha expõe situações – por vezes sutis, por outras não – de preconceito cotidiano.

Curioso com o fenômeno de imigração em Fortaleza e tendo conhecimento da grande quantidade de estudantes africanos na UFC, Eduardo vislumbrou uma forma de abordar o preconceito por meio de discursos em primeira pessoa.

“Eu já tinha interesse e curiosidade de produzir algo voltado às culturas de matrizes africanas, mas não tinha definido o que. Conversando com alguns amigos, principalmente com o Andy Monroy, que participa do filme, encontrei o espaço para fazer um filme sobre racismo”, explica.

Segundo o diretor, a ideia do filme é confrontar quem o assiste a pensar no preconceito velado da sociedade cearense. “O racismo aqui no Brasil é bastante sutil o que leva muitas pessoas a desprezarem a importância de se debater o assunto. É comum as pessoas pensarem que aqui no Ceará não existem negros, ou que existem poucos. Isso é algo preocupante, essa negação da descendência africana”, completa Eduardo.

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15555938″]

Aplaudido pelo público cearense, o documentário alcançou público e crítica internacionais como sua participação no XV Encontro de Cinema de Viana, em Portugal. A produção também foi selecionada para o Festival “Visões Periféricas”, que acontece na cidade maravilhosa, em agosto.

O jovem diretor não pretende parar e já está em fase de finalização do seu novo documentário “Becco do Cotovelo”. O filme é um recorte observativo do que seria passar um dia andando pelo conhecido espaço no centro de Sobral.

Filmado em quatro dias, o documentário é mais uma produção do coletivo 202B. Dirigido por Eduardo Cunha e Pedro Cela, a iniciativa também engloba uma publicação impressa somente com imagens do lugar. “O filme faz parte de um projeto maior que, por enquanto, está sendo finalizado”, finaliza Eduardo.

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Documentário aborda preconceito contra africanos em Fortaleza

O publicitário Eduardo Cunha teve seu documentário “Negro lá negro cá” selecionado para festivais em Sergipe e Rio de Janeiro

Por Juliana Teófilo em Cinema

14 de agosto de 2015 às 07:00

Há 4 anos
O "Negro lá negro cá" retrata o preconceito e a discriminação racial sofrida por quatro imigrantes africanos que vivem em Fortaleza. (FOTO: Divulgação)

O “Negro lá negro cá” retrata o preconceito e a discriminação racial sofrida por quatro imigrantes africanos que vivem em Fortaleza. (FOTO: Divulgação)

Fruto do trabalho de conclusão de curso do publicitário Eduardo Cunha, o documentário “Negro lá negro cá” foi escolhido entre 300 inscritos para concorrer no Festival Sergipe de Audiovisual, que acontece em outubro deste ano.

“Negro lá negro cá” retrata o preconceito e a discriminação racial sofridos por quatro imigrantes africanos que vivem em Fortaleza. De maneira extremamente sensível, Cunha expõe situações – por vezes sutis, por outras não – de preconceito cotidiano.

Curioso com o fenômeno de imigração em Fortaleza e tendo conhecimento da grande quantidade de estudantes africanos na UFC, Eduardo vislumbrou uma forma de abordar o preconceito por meio de discursos em primeira pessoa.

“Eu já tinha interesse e curiosidade de produzir algo voltado às culturas de matrizes africanas, mas não tinha definido o que. Conversando com alguns amigos, principalmente com o Andy Monroy, que participa do filme, encontrei o espaço para fazer um filme sobre racismo”, explica.

Segundo o diretor, a ideia do filme é confrontar quem o assiste a pensar no preconceito velado da sociedade cearense. “O racismo aqui no Brasil é bastante sutil o que leva muitas pessoas a desprezarem a importância de se debater o assunto. É comum as pessoas pensarem que aqui no Ceará não existem negros, ou que existem poucos. Isso é algo preocupante, essa negação da descendência africana”, completa Eduardo.

[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15555938″]

Aplaudido pelo público cearense, o documentário alcançou público e crítica internacionais como sua participação no XV Encontro de Cinema de Viana, em Portugal. A produção também foi selecionada para o Festival “Visões Periféricas”, que acontece na cidade maravilhosa, em agosto.

O jovem diretor não pretende parar e já está em fase de finalização do seu novo documentário “Becco do Cotovelo”. O filme é um recorte observativo do que seria passar um dia andando pelo conhecido espaço no centro de Sobral.

Filmado em quatro dias, o documentário é mais uma produção do coletivo 202B. Dirigido por Eduardo Cunha e Pedro Cela, a iniciativa também engloba uma publicação impressa somente com imagens do lugar. “O filme faz parte de um projeto maior que, por enquanto, está sendo finalizado”, finaliza Eduardo.