Cearense faz mochilão de 6 meses por Ásia e África. Você sonha com o mesmo?


Cearense faz mochilão de 6 meses por Ásia e África. Você sonha com o mesmo?

O publicitário Pedro Marques pretende passar por Cingapura, Tailândia e Myanmar, por exemplo. E está contando tudo num blog

Por Juliana Teófilo em Comportamento

28 de novembro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Pedro e Martín irão mochilar, por seis meses, pela Ásia, fazendo uma breve parada na África do Sul. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

Pedro e Martín irão mochilar, por seis meses, pela Ásia, fazendo parada na África do Sul. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

Sentir-se perdido. No dicionário, o adjetivo define aquele que não encontra o caminho ou que desapareceu. O publicitário cearense Pedro Marques (29), no entanto, tem outras definições para a palavra. “Olhar novos mapas, cheiros, sabores. Descobrir os sotaques, perceber as nuances dos códigos sociais ou ficar apenas contemplando como a vida acontece em outro lugar”, enumera.

O frio na barriga e a paixão por desbravar novos destinos levaram o jovem, ano retrasado, em direção a sua primeira aventura no continente asiático, visitando Tailândia, Camboja e Vietnã. Mas havia muito para conhecer e apenas um mês com a mochila nas costas não foi o suficiente. “Vi que um mês não dá pra nada, então voltei ao Brasil, economizei e agora estou na estrada novamente”, conta Pedro, diretamente de uma de suas paradas: a Indonésia.

A ideia do cearense é mochilar, por seis meses, pela Ásia, fazendo uma breve parada na África do Sul. “Até agora o plano está sendo mantido. A ideia é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. Espero que dê tudo certo!”, conta animado.

“A Ásia sempre me chamou atenção, são locais relativamente seguros, baratos, com muita história diferente e uma cultura que, para mim, é exótica”, enumera Pedro. A parada na África, explica, foi uma jogada lógica. “Para se chegar no Sudeste Asiático normalmente o voo é com uma conexão na África, Oriente Médio ou Europa. Então pensei: por que não comprar 2 bilhetes separados, do Brasil para a África e outro da África para a Ásia – e passar alguns dias viajando pela África do Sul? Acabou que comprei com milhas para a África do Sul e depois comprei outra passagem da África do Sul para Indonésia, parando em Singapura por 2 dias”.

“Durante o processo de economizar fui vendo que realmente não se necessita de muito ou estar constantemente consumindo coisas” (Pedro Marques)

A preparação para a empreitada foi tranquila, garante o publicitário. Muita leitura antes de dormir e economia de dinheiro foram as duas grandes mudanças em seu dia-a-dia. Mas, para quem pensa que Pedro teve de fazer muitos sacrifícios para realizar a tão sonhada viagem, engana-se.

“Reduzi meus custos às necessidades básicas,  mas isso incluiu algumas farras semanais e cervejinhas com amigos também, porque não sou de ferro”, esclarece. “Pensar em economizar cinco, dez mil reais é uma meta distante, que parece inalcançável. Mas quando se divide isso em meses ou até semanas, fica mais palpável, mais fácil de chegar a ela”, garante.

Acabou que o aparente sacrifício de economizar dinheiro revelou-se uma importante lição de vida para o jovem.  “Durante o processo de economizar fui vendo que realmente não se necessita de muito ou estar constantemente consumindo coisas”, completa.

Cearense mochila pela Ásia e África
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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

Quanto ao trabalho, Pedro uniu-se a uma parcela crescente da população chamada nômades digitais – pessoas que trabalham enquanto viajam pelo mundo, realizando suas funções remotamente. “No meu caso eu não sei se considero uma pausa na carreira, uma vez que minha profissão me permite trabalhar à distancia. Trabalho com design gráfico focado em caligrafia e tipografia. Então é um trabalho que consigo fazer ‘na estrada’, utilizando apenas uma boa conexão de internet e algum planejamento para atender as demandas”, garante.

E quando se trata de mochilar, o que vem a seguir é sempre um delicioso mistério. Pedro conta que, até agora, ele e seu companheiro de viagem, o arquiteto argentino Martín Abbá, não passaram por nenhum grande perrengue nos primeiros dias de viagem. “Talvez só uma tentativa frustrada de roubo na Cidade do Cabo, mas nada que se possa chamar de perrengue”, assegura.

Ficou curioso sobre a aventura? O publicitário promete contar tudo em seu instagram e o blog Vivencie da agência de turismo Casablanca.

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O publicitário Pedro Marques pretende passar por Cingapura, Tailândia e Myanmar, por exemplo. E está contando tudo num blog

Por Juliana Teófilo em Comportamento

28 de novembro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Pedro e Martín irão mochilar, por seis meses, pela Ásia, fazendo uma breve parada na África do Sul. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

Pedro e Martín irão mochilar, por seis meses, pela Ásia, fazendo parada na África do Sul. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

Sentir-se perdido. No dicionário, o adjetivo define aquele que não encontra o caminho ou que desapareceu. O publicitário cearense Pedro Marques (29), no entanto, tem outras definições para a palavra. “Olhar novos mapas, cheiros, sabores. Descobrir os sotaques, perceber as nuances dos códigos sociais ou ficar apenas contemplando como a vida acontece em outro lugar”, enumera.

O frio na barriga e a paixão por desbravar novos destinos levaram o jovem, ano retrasado, em direção a sua primeira aventura no continente asiático, visitando Tailândia, Camboja e Vietnã. Mas havia muito para conhecer e apenas um mês com a mochila nas costas não foi o suficiente. “Vi que um mês não dá pra nada, então voltei ao Brasil, economizei e agora estou na estrada novamente”, conta Pedro, diretamente de uma de suas paradas: a Indonésia.

A ideia do cearense é mochilar, por seis meses, pela Ásia, fazendo uma breve parada na África do Sul. “Até agora o plano está sendo mantido. A ideia é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. Espero que dê tudo certo!”, conta animado.

“A Ásia sempre me chamou atenção, são locais relativamente seguros, baratos, com muita história diferente e uma cultura que, para mim, é exótica”, enumera Pedro. A parada na África, explica, foi uma jogada lógica. “Para se chegar no Sudeste Asiático normalmente o voo é com uma conexão na África, Oriente Médio ou Europa. Então pensei: por que não comprar 2 bilhetes separados, do Brasil para a África e outro da África para a Ásia – e passar alguns dias viajando pela África do Sul? Acabou que comprei com milhas para a África do Sul e depois comprei outra passagem da África do Sul para Indonésia, parando em Singapura por 2 dias”.

“Durante o processo de economizar fui vendo que realmente não se necessita de muito ou estar constantemente consumindo coisas” (Pedro Marques)

A preparação para a empreitada foi tranquila, garante o publicitário. Muita leitura antes de dormir e economia de dinheiro foram as duas grandes mudanças em seu dia-a-dia. Mas, para quem pensa que Pedro teve de fazer muitos sacrifícios para realizar a tão sonhada viagem, engana-se.

“Reduzi meus custos às necessidades básicas,  mas isso incluiu algumas farras semanais e cervejinhas com amigos também, porque não sou de ferro”, esclarece. “Pensar em economizar cinco, dez mil reais é uma meta distante, que parece inalcançável. Mas quando se divide isso em meses ou até semanas, fica mais palpável, mais fácil de chegar a ela”, garante.

Acabou que o aparente sacrifício de economizar dinheiro revelou-se uma importante lição de vida para o jovem.  “Durante o processo de economizar fui vendo que realmente não se necessita de muito ou estar constantemente consumindo coisas”, completa.

Cearense mochila pela Ásia e África
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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

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A ideia do cearense é seguir da Indonésia para a Tailândia, tirar o visto em Bangkok para o Myanmar e cruzar a fronteira por terra para este país. (FOTO: Reprodução/Instagram Pedro Marques)

Quanto ao trabalho, Pedro uniu-se a uma parcela crescente da população chamada nômades digitais – pessoas que trabalham enquanto viajam pelo mundo, realizando suas funções remotamente. “No meu caso eu não sei se considero uma pausa na carreira, uma vez que minha profissão me permite trabalhar à distancia. Trabalho com design gráfico focado em caligrafia e tipografia. Então é um trabalho que consigo fazer ‘na estrada’, utilizando apenas uma boa conexão de internet e algum planejamento para atender as demandas”, garante.

E quando se trata de mochilar, o que vem a seguir é sempre um delicioso mistério. Pedro conta que, até agora, ele e seu companheiro de viagem, o arquiteto argentino Martín Abbá, não passaram por nenhum grande perrengue nos primeiros dias de viagem. “Talvez só uma tentativa frustrada de roubo na Cidade do Cabo, mas nada que se possa chamar de perrengue”, assegura.

Ficou curioso sobre a aventura? O publicitário promete contar tudo em seu instagram e o blog Vivencie da agência de turismo Casablanca.