Podcast do "O Ceará Que Deu Certo" faz sucesso apostando no cotidiano cearense

CEARENSÊS NA MODA

Podcast do “O Ceará Que Deu Certo” faz sucesso apostando no cotidiano cearense

Programa lançado em plataforma na internet já conta com 3 mil ouvintes, relembrando memes cearenses e histórias pessoais dos apresentadores

Por William Barros em Humor

31 de maio de 2019 às 07:00

Há 2 meses

Para agradar os ouvintes, podcast lança seus episódios nas segundas-feiras, às 7 da manhã (FOTO: William Barros)

Se você já ouviu o podcast “Indo e Voltando”, dê uma “piscadinha”. Lançado em fevereiro pelos membros da página “O Ceará Que Deu Certo”, o programa tem feito sucesso ao falar do cotidiano cearense. Os criadores estimam 3 mil ouvintes por episódio. Frases ditas pelos apresentadores têm inspirado nomes de usuários do Twitter.

Nos episódios lançados a cada duas semanas, Lyara Vidal, Eduardo Porto e Camila Soares relembram memes cearenses, contam histórias pessoais e aconselham os ouvintes. O conteúdo é disponibilizado nas manhãs de segunda-feira, em plataformas como Spotify, Soundcloud, Google Podcasts e Anchor.

Eduardo Porto afirma que a repercussão tem surpreendido os apresentadores. Ele ressalta que a iniciativa de mudar os nick names do Twitter partiu dos próprios ouvintes.

“A repercussão foi muito maior do que a gente imaginava. Não pedimos para eles mudarem os nomes no Twitter. Eu gostei muito disso, achei muito engraçado. Meu favorito foi ‘Sonic sanduicheiro da Balada Austin'”, escolhe Eduardo, em referência a uma história contada no primeiro episódio.

Para ele, a participação do público é o grande motivo para o sucesso. Comentários enviados por seguidores, inclusive, têm ajudado a equipe a corrigir problemas técnicos.

“As pessoas se identificam mesmo com as nossas histórias. Agora, a gente traz os feedbacks, com o que as pessoas acharam do episódio, erros de informação que a gente cometeu e lista os melhores nomes do Twitter”, conta o gerente de marketing.

Universitários e trabalhadores formam a maior parte do público do programa. Segundo Eduardo, para agradar esses ouvintes, foi preciso agendar os lançamentos para as 7h da manhã.

As pessoas comentaram que ouvir o ‘Indo e Voltando’ é a alegria do dia delas, que vão rindo para o trabalho ou para as aulas. Muitos ouvem dentro do ônibus, do Uber ou da topique”, relata.

Outra grande parcela dos espectadores é constituída por cearenses que moram em outros estados ou países. Para estes, o programa acaba sendo uma maneira de matar as saudades da terra-natal.

Segundo Eduardo, os objetivos iniciais do podcast eram mais simples. Para explicar, ele recorre a um termo típico do linguajar cearense: “A gente queria ‘frescar’ com a cara dos outros mesmo, ‘frescar’ com o nosso cotidiano, comentar essas histórias”.

Bordões e temas recorrentes

Durante os sete episódios, vários temas foram tratados pelo trio: Carnaval, Tinder, amores distantes, transporte público, comunicação cearense, festivais de música, vida no exterior do Brasil, tribos urbanas e empregos. Tudo é abordado com bastante humor e irreverência.

De acordo com Eduardo, grande parte das tiradas cômicas repetidas pelos apresentadores surge durante as gravações. Outras, têm origem nos grupos de Whatsapp, como é o caso da expressão “Lázaro”. O próprio criador explica o surgimento do termo.

“Camila estava falando num grupo que gosta de homens mais velhos, acima dos 35 anos, que tinham um charme da meia idade. Outras meninas concordaram, até colocaram fotos de políticos cearenses, dizendo que eram lindos. Aí eu falei: ‘Diabeísso, vocês são funcionárias do Abrigo São Lázaro? Só gostam de gato velho'”, relembra.

Além da classificação criada por Eduardo, outras frases chamam atenção dos seguidores. Veja algumas abaixo:

1 – “Existe o inglês de Sobral e o inglês de Mombaça.” (Camila Soares, no ep. 1)

2 – “Aldemar é a junção de Aldeota com Lagamar.” (Eduardo Porto, no ep. 2)

3 – “Biquini Cavadão faz um show por semana em Fortaleza. Dizem que eles compraram uma casa na Parquelândia.” (Lyara Vidal, no ep. 4)

4 – “Silas Munguba ainda é Dedé Brasil, IFCE ainda é Cefet, Virgílio Távora ainda é Estados Unidos.” (Lyara Vidal e Eduardo Porto, no ep. 2)

5 – “Ir no Maloca Dragão é só para ter o celular roubado e encontrar todos os seus ex.” (Lyara Vidal, no ep. 4)

6 – “Tudo que passa da Pontes Vieira é Aldeota.” (Camila Soares, no ep. 6)

Surgimento

A iniciativa de criar o “Indo e Voltando” partiu de Lyara Vidal, que atualmente mora em São Paulo. De pronto, os demais membros acataram a sugestão da designer gráfica.

Os cearenses Lyara, Camila e Eduardo já faziam sucesso com a página “O Ceará Que Deu Certo”, criada em 2016 (FOTO: Reprodução / Arquivo Pessoal)

“A gente tem muito assunto e nosso grupo de Whatsapp rendia muitas piadas. A gente achava que uma conversa entre nós três sobre o cotidiano cearense renderia um conteúdo bacana”, relembra Eduardo.

Durante três meses, o grupo realizou a formatação do programa. Não estereotipar os cearenses e evocar a memória afetiva foram duas importantes decisões editoriais tomadas nesse período.

O nome do podcast, no entanto, foi escolhido sem muitos floreios, como recorda Porto: “Não veio de nada especial, não. Procuramos expressões corriqueiras do Ceará e percebemos que a gente era ‘fuleiragem indo e voltando'”.

Bastidores

Para a produção dos episódios, o trio conta com o trabalho do editor Felipe Lins. A equipe se refere ao profissional como “Riquelme”, em alusão ao músico que era frequentemente citado por Xand Avião e Solange Almeida nas gravações da banda Aviões do Forró.

As reuniões para a montagem do roteiro são feitas no grupo de Whatsapp dos criadores. Os produtores divulgam antecipadamente o assunto do episódio nas redes sociais, para que os seguidores possam enviar seus depoimentos.

As gravações são feitas por meio da plataforma Google Hangouts. Enquanto os apresentadores interagem ao telefone, o editor captura o áudio, com o uso de um software especializado.

“Esses bastidores são muito animados. Se as pessoas escutassem o que não vai ao ar, a gente já teria alguns processos nas costas”, reflete Eduardo.

Depois de gravado, editado e corrigido, o programa está pronto para ser publicado e lotar as redes sociais com referências a este conteúdo.

Pausa programada

A “vontade de frescar” de Lyara, Eduardo e Camila já rendeu sete episódios. Até o fim do semestre, outros três programas ainda devem ser lançados. Em seguida, a equipe pretende dar uma pausa na produção, a fim de reestruturar o podcast para a próxima temporada.

“Queremos aumentar nosso escopo de pautas e melhorar nossa qualidade de som. Mas a gente volta logo. No segundo semestre, a gente começa a nova temporada. Ela vai ser maior e melhor”, promete Eduardo.

Enquanto a próxima temporada não chega, você pode “morrer de se abrir” com o sétimo episódio do “Indo e Voltado”, lançado no último dia 20. Desta vez, eles falam sobre situações relacionados ao trabalho. “Bora ali mais eu” ouvir esse podcast? Confira abaixo.

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CEARENSÊS NA MODA

Podcast do “O Ceará Que Deu Certo” faz sucesso apostando no cotidiano cearense

Programa lançado em plataforma na internet já conta com 3 mil ouvintes, relembrando memes cearenses e histórias pessoais dos apresentadores

Por William Barros em Humor

31 de maio de 2019 às 07:00

Há 2 meses

Para agradar os ouvintes, podcast lança seus episódios nas segundas-feiras, às 7 da manhã (FOTO: William Barros)

Se você já ouviu o podcast “Indo e Voltando”, dê uma “piscadinha”. Lançado em fevereiro pelos membros da página “O Ceará Que Deu Certo”, o programa tem feito sucesso ao falar do cotidiano cearense. Os criadores estimam 3 mil ouvintes por episódio. Frases ditas pelos apresentadores têm inspirado nomes de usuários do Twitter.

Nos episódios lançados a cada duas semanas, Lyara Vidal, Eduardo Porto e Camila Soares relembram memes cearenses, contam histórias pessoais e aconselham os ouvintes. O conteúdo é disponibilizado nas manhãs de segunda-feira, em plataformas como Spotify, Soundcloud, Google Podcasts e Anchor.

Eduardo Porto afirma que a repercussão tem surpreendido os apresentadores. Ele ressalta que a iniciativa de mudar os nick names do Twitter partiu dos próprios ouvintes.

“A repercussão foi muito maior do que a gente imaginava. Não pedimos para eles mudarem os nomes no Twitter. Eu gostei muito disso, achei muito engraçado. Meu favorito foi ‘Sonic sanduicheiro da Balada Austin'”, escolhe Eduardo, em referência a uma história contada no primeiro episódio.

Para ele, a participação do público é o grande motivo para o sucesso. Comentários enviados por seguidores, inclusive, têm ajudado a equipe a corrigir problemas técnicos.

“As pessoas se identificam mesmo com as nossas histórias. Agora, a gente traz os feedbacks, com o que as pessoas acharam do episódio, erros de informação que a gente cometeu e lista os melhores nomes do Twitter”, conta o gerente de marketing.

Universitários e trabalhadores formam a maior parte do público do programa. Segundo Eduardo, para agradar esses ouvintes, foi preciso agendar os lançamentos para as 7h da manhã.

As pessoas comentaram que ouvir o ‘Indo e Voltando’ é a alegria do dia delas, que vão rindo para o trabalho ou para as aulas. Muitos ouvem dentro do ônibus, do Uber ou da topique”, relata.

Outra grande parcela dos espectadores é constituída por cearenses que moram em outros estados ou países. Para estes, o programa acaba sendo uma maneira de matar as saudades da terra-natal.

Segundo Eduardo, os objetivos iniciais do podcast eram mais simples. Para explicar, ele recorre a um termo típico do linguajar cearense: “A gente queria ‘frescar’ com a cara dos outros mesmo, ‘frescar’ com o nosso cotidiano, comentar essas histórias”.

Bordões e temas recorrentes

Durante os sete episódios, vários temas foram tratados pelo trio: Carnaval, Tinder, amores distantes, transporte público, comunicação cearense, festivais de música, vida no exterior do Brasil, tribos urbanas e empregos. Tudo é abordado com bastante humor e irreverência.

De acordo com Eduardo, grande parte das tiradas cômicas repetidas pelos apresentadores surge durante as gravações. Outras, têm origem nos grupos de Whatsapp, como é o caso da expressão “Lázaro”. O próprio criador explica o surgimento do termo.

“Camila estava falando num grupo que gosta de homens mais velhos, acima dos 35 anos, que tinham um charme da meia idade. Outras meninas concordaram, até colocaram fotos de políticos cearenses, dizendo que eram lindos. Aí eu falei: ‘Diabeísso, vocês são funcionárias do Abrigo São Lázaro? Só gostam de gato velho'”, relembra.

Além da classificação criada por Eduardo, outras frases chamam atenção dos seguidores. Veja algumas abaixo:

1 – “Existe o inglês de Sobral e o inglês de Mombaça.” (Camila Soares, no ep. 1)

2 – “Aldemar é a junção de Aldeota com Lagamar.” (Eduardo Porto, no ep. 2)

3 – “Biquini Cavadão faz um show por semana em Fortaleza. Dizem que eles compraram uma casa na Parquelândia.” (Lyara Vidal, no ep. 4)

4 – “Silas Munguba ainda é Dedé Brasil, IFCE ainda é Cefet, Virgílio Távora ainda é Estados Unidos.” (Lyara Vidal e Eduardo Porto, no ep. 2)

5 – “Ir no Maloca Dragão é só para ter o celular roubado e encontrar todos os seus ex.” (Lyara Vidal, no ep. 4)

6 – “Tudo que passa da Pontes Vieira é Aldeota.” (Camila Soares, no ep. 6)

Surgimento

A iniciativa de criar o “Indo e Voltando” partiu de Lyara Vidal, que atualmente mora em São Paulo. De pronto, os demais membros acataram a sugestão da designer gráfica.

Os cearenses Lyara, Camila e Eduardo já faziam sucesso com a página “O Ceará Que Deu Certo”, criada em 2016 (FOTO: Reprodução / Arquivo Pessoal)

“A gente tem muito assunto e nosso grupo de Whatsapp rendia muitas piadas. A gente achava que uma conversa entre nós três sobre o cotidiano cearense renderia um conteúdo bacana”, relembra Eduardo.

Durante três meses, o grupo realizou a formatação do programa. Não estereotipar os cearenses e evocar a memória afetiva foram duas importantes decisões editoriais tomadas nesse período.

O nome do podcast, no entanto, foi escolhido sem muitos floreios, como recorda Porto: “Não veio de nada especial, não. Procuramos expressões corriqueiras do Ceará e percebemos que a gente era ‘fuleiragem indo e voltando'”.

Bastidores

Para a produção dos episódios, o trio conta com o trabalho do editor Felipe Lins. A equipe se refere ao profissional como “Riquelme”, em alusão ao músico que era frequentemente citado por Xand Avião e Solange Almeida nas gravações da banda Aviões do Forró.

As reuniões para a montagem do roteiro são feitas no grupo de Whatsapp dos criadores. Os produtores divulgam antecipadamente o assunto do episódio nas redes sociais, para que os seguidores possam enviar seus depoimentos.

As gravações são feitas por meio da plataforma Google Hangouts. Enquanto os apresentadores interagem ao telefone, o editor captura o áudio, com o uso de um software especializado.

“Esses bastidores são muito animados. Se as pessoas escutassem o que não vai ao ar, a gente já teria alguns processos nas costas”, reflete Eduardo.

Depois de gravado, editado e corrigido, o programa está pronto para ser publicado e lotar as redes sociais com referências a este conteúdo.

Pausa programada

A “vontade de frescar” de Lyara, Eduardo e Camila já rendeu sete episódios. Até o fim do semestre, outros três programas ainda devem ser lançados. Em seguida, a equipe pretende dar uma pausa na produção, a fim de reestruturar o podcast para a próxima temporada.

“Queremos aumentar nosso escopo de pautas e melhorar nossa qualidade de som. Mas a gente volta logo. No segundo semestre, a gente começa a nova temporada. Ela vai ser maior e melhor”, promete Eduardo.

Enquanto a próxima temporada não chega, você pode “morrer de se abrir” com o sétimo episódio do “Indo e Voltado”, lançado no último dia 20. Desta vez, eles falam sobre situações relacionados ao trabalho. “Bora ali mais eu” ouvir esse podcast? Confira abaixo.