Casal de publicitárias lança camisetas voltadas ao público LGBTT

QUEER QUEEN

Casal de publicitárias lança camisetas voltadas ao público LGBTT

As jovens pretendem disponibilizar 10% do lucro com as camisetas da Queer Queen para ONGs ou instituições voltadas à diversidade sexual

Por Daniel Rocha em Moda

25 de junho de 2018 às 07:00

Há 1 ano
Marca cearense LGBTs

A marca cearense promete dar 10% do lucro para ONGs (Foto: Igor Cavalcante Moura)

Um incômodo que se tornou negócio. Foi assim que surgiu a marca de t-shirt Queer Queen, das publicitárias Lorena Cordeiro e Paula Lopes que decidiram investir no segmento de moda voltada para o público LGBTT.

Entretanto, ao contrário das empresas tradicionais, as duas não têm o objetivo de apenas oferecer novos estilos e estampas. Pretendem também disponibilizar 10% do lucro para Organizações Não-Governamentais (ONGs) ou instituições voltadas para a diversidade sexual.

“Tinham muitas marcas de roupas locais e nacionais, utilizando estampas com símbolos de diversas lutas só para lucrar. Nos incomodava”, ressaltou Paula. O sentimento de insatisfação as levou a pensar em criar uma marca com uma proposta diferente: oferecer roupas de qualidades com preços acessíveis e ajudar o público LGBTT.

De acordo com a empresária, os preço das t-shirts serão acessíveis. Será o suficiente para arcar com as despesas de produção, retirar o lucro e ainda contribuir financeiramente com as políticas sociais. “A ideia não é só transmitir mensagens de representatividade. Queremos dar um retorno palpável”, pontua.

Além disso, a publicitária ressalta que a marca Queer Queen deseja representar toda a comunidade e não apenas um grupo específico, como homens gays e lésbicas. “Não víamos uma marca que falasse sobre trans, bissexuais, não binários. Abraçar outras pessoas que estão dentro da comunidade LGBTT, mas que não têm representatividade”.

Estampas da marca cearense

Até o momento, a Queer Queen conta com 5 estampas (Foto: Igor Cavalcante Moura)

A cada dois meses, uma ONG ou Instituição será escolhida. Por enquanto, as duas ainda não puderam concretizar a iniciativa solidária. Estão no primeiro mês de vendas e encontram desafios no segmento de moda autoral no Ceará por ser um “mundo” novo para quem é da área da Publicidade.

“Estamos nos desdobrando e desbravando o mundo da moda. Como a gente lançou há pouco tempo, estamos pedindo um feedback do público”, comenta.

Até o momento, a loja Queer Queen só possui cinco estampas, mas a perspectiva é desenvolver coleções para nichos específicos do grupo LGBTT. Por enquanto, as duas se dividem no atual emprego e no novo projeto com vendas apenas pelo site da marca.

“A gente quer muito aprender serigrafia e montar um mini ateliê”, vislumbra. O casal planeja no futuro disponibilizar um espaço no site para que ONGs e Instituições possam apresentar seus projetos e conseguir mais doações. “Queremos ser uma marca da comunidade para a comunidade. Abraçar o público LGBTT por inteiro”, conclui.

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QUEER QUEEN

Casal de publicitárias lança camisetas voltadas ao público LGBTT

As jovens pretendem disponibilizar 10% do lucro com as camisetas da Queer Queen para ONGs ou instituições voltadas à diversidade sexual

Por Daniel Rocha em Moda

25 de junho de 2018 às 07:00

Há 1 ano
Marca cearense LGBTs

A marca cearense promete dar 10% do lucro para ONGs (Foto: Igor Cavalcante Moura)

Um incômodo que se tornou negócio. Foi assim que surgiu a marca de t-shirt Queer Queen, das publicitárias Lorena Cordeiro e Paula Lopes que decidiram investir no segmento de moda voltada para o público LGBTT.

Entretanto, ao contrário das empresas tradicionais, as duas não têm o objetivo de apenas oferecer novos estilos e estampas. Pretendem também disponibilizar 10% do lucro para Organizações Não-Governamentais (ONGs) ou instituições voltadas para a diversidade sexual.

“Tinham muitas marcas de roupas locais e nacionais, utilizando estampas com símbolos de diversas lutas só para lucrar. Nos incomodava”, ressaltou Paula. O sentimento de insatisfação as levou a pensar em criar uma marca com uma proposta diferente: oferecer roupas de qualidades com preços acessíveis e ajudar o público LGBTT.

De acordo com a empresária, os preço das t-shirts serão acessíveis. Será o suficiente para arcar com as despesas de produção, retirar o lucro e ainda contribuir financeiramente com as políticas sociais. “A ideia não é só transmitir mensagens de representatividade. Queremos dar um retorno palpável”, pontua.

Além disso, a publicitária ressalta que a marca Queer Queen deseja representar toda a comunidade e não apenas um grupo específico, como homens gays e lésbicas. “Não víamos uma marca que falasse sobre trans, bissexuais, não binários. Abraçar outras pessoas que estão dentro da comunidade LGBTT, mas que não têm representatividade”.

Estampas da marca cearense

Até o momento, a Queer Queen conta com 5 estampas (Foto: Igor Cavalcante Moura)

A cada dois meses, uma ONG ou Instituição será escolhida. Por enquanto, as duas ainda não puderam concretizar a iniciativa solidária. Estão no primeiro mês de vendas e encontram desafios no segmento de moda autoral no Ceará por ser um “mundo” novo para quem é da área da Publicidade.

“Estamos nos desdobrando e desbravando o mundo da moda. Como a gente lançou há pouco tempo, estamos pedindo um feedback do público”, comenta.

Até o momento, a loja Queer Queen só possui cinco estampas, mas a perspectiva é desenvolver coleções para nichos específicos do grupo LGBTT. Por enquanto, as duas se dividem no atual emprego e no novo projeto com vendas apenas pelo site da marca.

“A gente quer muito aprender serigrafia e montar um mini ateliê”, vislumbra. O casal planeja no futuro disponibilizar um espaço no site para que ONGs e Instituições possam apresentar seus projetos e conseguir mais doações. “Queremos ser uma marca da comunidade para a comunidade. Abraçar o público LGBTT por inteiro”, conclui.