Forró faz sucesso entre gringos na Europa


Grupos de forró criados por brasileiros espalham o ritmo nordestino por países da Europa

Alemanha e França contam com grupos articulados que ensinam a dançar forró

Por Hayanne Narlla em Música

9 de janeiro de 2015 às 09:00

Há 4 anos
Forró de Colônia faz sucesso entre os alemães (FOTO: Arquivo pessoal)

Forró de Colônia faz sucesso entre os alemães (FOTO: Arquivo pessoal)

Pé de serra, universitário e até eletrônico. O “arrasta pé” nasceu no Nordeste, conquistou o Brasil e, agora, faz sucesso mundo a fora. É que o forró tem se alastrado pela Europa, através de grupos específicos do ritmo musical, fazendo os gringos mostrarem que são bons (ou não) de dança.

Alemanha, França e até na Rússia, o nicho dos forrozeiros se propagou, chegando a realizar apresentações públicas. Na cabeça desses grupos, desconfia-se que há sempre um brasileiro. É o caso do Forró de Colônia, cidade germânica. O pernambucano Rudolfo Batista da Silva foi o responsável por disseminar o ritmo por lá há cerca de 4 anos. No Facebook, a comunidade já conta com mais de 1.500 membros.

Em 2010, Rudolfo resolveu montar uma associação oficial que abrangesse o mundo dos interessados em forró. Deu certo. O projeto atraiu brasileiros e alemães e, atualmente, é bem diversificado. “E eu comecei o projeto com uma brasileira que morava aqui. A maioria das pessoas não se conhecia. Eles achavam estranho o fato de ser tão colado, mas os alemães adoram”, detalha.

Confira a galeria

1/9

Na Alemanha, a cidade de Colônia tem um grupo que dança forró (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA2
2/9

FORRO DA COLONIA2

As músicas do Forró de Colônia são todas do Brasil (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA3
3/9

FORRO DA COLONIA3

Na Alemanha, a cidade de Colônia tem um grupo que dança forró (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA4
4/9

FORRO DA COLONIA4

As músicas do Forró de Colônia são todas do Brasil (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA6
5/9

FORRO DA COLONIA6

Os alemães adoram forró (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA7
6/9

FORRO DA COLONIA7

Os alemães adoram forró (FOTO: Arquivo pessoal)

forro paris 2
7/9

forro paris 2

Paris conta com uma escola com sete aulas por semana (FOTO: Arquivo pessoal)

forro paris 3
8/9

forro paris 3

Há pelo menos um grande evento por mês em Paris (FOTO: Arquivo pessoal)

forro paris 4
9/9

forro paris 4

Há pelo menos um grande evento por mês em Paris (FOTO: Arquivo pessoal)

Rudolfo acrescenta que as músicas são todas brasileiras, o que desperta ainda mais a curiosidade de conhecer o país. “O negócio está se espalhando bastante aqui. Inclusive, estou agora a caminho de uma festa que não foi organizada por mim, mas por um alemão”, avisa.

Forró parisiense

E a cidade da luz não foge a regra. Em Paris, a mania começou faz tempo, nos meados da década de 1970 e 1980. Atualmente, o paranaense Thiago Lima, que reside na França há 10 anos, está à frente do grupo Le P’tit Bal Perdu, que conta com pouco mais de mil curtidas no Facebook.

Em Paris, o forró é mania desde as décadas de 1970 e 1980 (FOTO: Arquivo pessoal)

Em Paris, o forró é mania desde as décadas de 1970 e 1980 (FOTO: Arquivo pessoal)

“O forró aqui começou há muitos anos, com Célinho Barros e Nazaré Pereira. Inclusive eles recepcionaram Luiz Gonzaga, em 1982. Agora mais recentemente começaram os bailes, antes eram concertos em teatros. Um amigo meu chamado Jota começou um baile semanal em 2002. A gente entrou na onda em 2006, e de maneira profissional e exclusiva desde 2009”, relata.

Hoje, a empresa movimenta vários projetos, com festivais em Paris, Bruxelas e Barcelona, além de um coral. São sete aulas semanais para 200 alunos, com direito a dois bailes semanais e um evento grande mensal, para 300 a 400 pessoas. No festival há três tipos de participantes: músicos, professores e público em geral.

“90% do nosso público vem de outros países. Cerca de 10% são brasileiros. Nas aulas esse percentual é ainda menor, a cada 100 pessoas, cinco são do Brasil. Eu acredito que o europeu, além de não pensar que sabe dançar forró de nascença, gosta mais de aulas. O brasileiro gosta mais de aprender nas festas”.

História

O forró foi criado por volta do século 19, mas se popularizou com Luiz Gonzaga, já na metade do século 20. O Nordeste foi o berço do ritmo, que se espalhou somente depois pelo Brasil, com uma ajudinha dos imigrantes. Por volta da década de 1970 e 1980, surgiram as casas de forró e os artistas nordestinos que faziam sucesso se consagraram.

Nos anos 1990, o Ceará foi um dos protagonistas no gênero, com o surgimento da banda Mastruz com Leite, que tinha uma batida eletrônica. A partir daí, foram criados grupos como Limão com Mel, Calcinha Preto, Magníficos e Cavalo de Pau. Atualmente, o forró é moda entre os jovens, com grandes festas durante o ano, com bandas como Aviões do Forró e Garota Safada.

Confira os vídeos:

Moscou
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319134″]

 

Colônia
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319136″]

 

Paris I
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319128″]

 

Paris II
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319125″]

 

Stuttgart
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319119″]

Publicidade

Dê sua opinião

Grupos de forró criados por brasileiros espalham o ritmo nordestino por países da Europa

Alemanha e França contam com grupos articulados que ensinam a dançar forró

Por Hayanne Narlla em Música

9 de janeiro de 2015 às 09:00

Há 4 anos
Forró de Colônia faz sucesso entre os alemães (FOTO: Arquivo pessoal)

Forró de Colônia faz sucesso entre os alemães (FOTO: Arquivo pessoal)

Pé de serra, universitário e até eletrônico. O “arrasta pé” nasceu no Nordeste, conquistou o Brasil e, agora, faz sucesso mundo a fora. É que o forró tem se alastrado pela Europa, através de grupos específicos do ritmo musical, fazendo os gringos mostrarem que são bons (ou não) de dança.

Alemanha, França e até na Rússia, o nicho dos forrozeiros se propagou, chegando a realizar apresentações públicas. Na cabeça desses grupos, desconfia-se que há sempre um brasileiro. É o caso do Forró de Colônia, cidade germânica. O pernambucano Rudolfo Batista da Silva foi o responsável por disseminar o ritmo por lá há cerca de 4 anos. No Facebook, a comunidade já conta com mais de 1.500 membros.

Em 2010, Rudolfo resolveu montar uma associação oficial que abrangesse o mundo dos interessados em forró. Deu certo. O projeto atraiu brasileiros e alemães e, atualmente, é bem diversificado. “E eu comecei o projeto com uma brasileira que morava aqui. A maioria das pessoas não se conhecia. Eles achavam estranho o fato de ser tão colado, mas os alemães adoram”, detalha.

Confira a galeria

1/9

Na Alemanha, a cidade de Colônia tem um grupo que dança forró (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA2
2/9

FORRO DA COLONIA2

As músicas do Forró de Colônia são todas do Brasil (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA3
3/9

FORRO DA COLONIA3

Na Alemanha, a cidade de Colônia tem um grupo que dança forró (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA4
4/9

FORRO DA COLONIA4

As músicas do Forró de Colônia são todas do Brasil (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA6
5/9

FORRO DA COLONIA6

Os alemães adoram forró (FOTO: Arquivo pessoal)

FORRO DA COLONIA7
6/9

FORRO DA COLONIA7

Os alemães adoram forró (FOTO: Arquivo pessoal)

forro paris 2
7/9

forro paris 2

Paris conta com uma escola com sete aulas por semana (FOTO: Arquivo pessoal)

forro paris 3
8/9

forro paris 3

Há pelo menos um grande evento por mês em Paris (FOTO: Arquivo pessoal)

forro paris 4
9/9

forro paris 4

Há pelo menos um grande evento por mês em Paris (FOTO: Arquivo pessoal)

Rudolfo acrescenta que as músicas são todas brasileiras, o que desperta ainda mais a curiosidade de conhecer o país. “O negócio está se espalhando bastante aqui. Inclusive, estou agora a caminho de uma festa que não foi organizada por mim, mas por um alemão”, avisa.

Forró parisiense

E a cidade da luz não foge a regra. Em Paris, a mania começou faz tempo, nos meados da década de 1970 e 1980. Atualmente, o paranaense Thiago Lima, que reside na França há 10 anos, está à frente do grupo Le P’tit Bal Perdu, que conta com pouco mais de mil curtidas no Facebook.

Em Paris, o forró é mania desde as décadas de 1970 e 1980 (FOTO: Arquivo pessoal)

Em Paris, o forró é mania desde as décadas de 1970 e 1980 (FOTO: Arquivo pessoal)

“O forró aqui começou há muitos anos, com Célinho Barros e Nazaré Pereira. Inclusive eles recepcionaram Luiz Gonzaga, em 1982. Agora mais recentemente começaram os bailes, antes eram concertos em teatros. Um amigo meu chamado Jota começou um baile semanal em 2002. A gente entrou na onda em 2006, e de maneira profissional e exclusiva desde 2009”, relata.

Hoje, a empresa movimenta vários projetos, com festivais em Paris, Bruxelas e Barcelona, além de um coral. São sete aulas semanais para 200 alunos, com direito a dois bailes semanais e um evento grande mensal, para 300 a 400 pessoas. No festival há três tipos de participantes: músicos, professores e público em geral.

“90% do nosso público vem de outros países. Cerca de 10% são brasileiros. Nas aulas esse percentual é ainda menor, a cada 100 pessoas, cinco são do Brasil. Eu acredito que o europeu, além de não pensar que sabe dançar forró de nascença, gosta mais de aulas. O brasileiro gosta mais de aprender nas festas”.

História

O forró foi criado por volta do século 19, mas se popularizou com Luiz Gonzaga, já na metade do século 20. O Nordeste foi o berço do ritmo, que se espalhou somente depois pelo Brasil, com uma ajudinha dos imigrantes. Por volta da década de 1970 e 1980, surgiram as casas de forró e os artistas nordestinos que faziam sucesso se consagraram.

Nos anos 1990, o Ceará foi um dos protagonistas no gênero, com o surgimento da banda Mastruz com Leite, que tinha uma batida eletrônica. A partir daí, foram criados grupos como Limão com Mel, Calcinha Preto, Magníficos e Cavalo de Pau. Atualmente, o forró é moda entre os jovens, com grandes festas durante o ano, com bandas como Aviões do Forró e Garota Safada.

Confira os vídeos:

Moscou
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319134″]

 

Colônia
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319136″]

 

Paris I
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319128″]

 

Paris II
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319125″]

 

Stuttgart
[uol video=”http://mais.uol.com.br/view/15319119″]