Relembre 10 clássicos cearenses no Dia Nacional do Forró


Relembre 10 clássicos cearenses no Dia Nacional do Forró

O dia escolhido para celebrar o ritmo nordestino foi a data de nascimento de Luiz Gonzaga; confira a lista de hits

Por Tribuna do Ceará em Música

13 de dezembro de 2015 às 06:00

Há 4 anos
/home/tribu/public html/wp content/uploads/sites/5/2015/12/capa cd carlos rilmar

Carlos Rilmar foi o Príncipe do Forró nos anos 90 (Foto: divulgação)

Neste domingo, 13 de dezembro, é comemorado o Dia Nacional do Forró. O dia escolhido para celebrar o ritmo nordestino foi a data de nascimento do maior sanfoneiro do Brasil, Luiz Gonzaga. Antes do boom do forró eletrônico dos anos 90, as bandas utilizavam basicamente a sanfona (também conhecido como acordeão), a zabumba e o triângulo.

Para comemorar a data em ritmo de clássicos, o Tribuna do Ceará lista 10 dos maiores sucessos cearenses do forró.

1. “Meu Vaqueiro, meu peão” – Mastruz com Leite
2. “Brilho da Lua” – Eliane
3. “Preta” – Beto Barbosa
4. “Tô Bebendo, Tô Pagando” – Sirano & Sirino
5. “Princesinha” – Carlos Rilmar
6. “Meu Vício” – Noda de Caju
7. “Doido por Forró” – Mel com Terra
8. “Timidez” – Cavalo de Pau
9. “Todo tempo é pouco pra te amar” – Brasas do Forró
10. “Palavras” – Banda Líbanos
11. “Bicicleta” – Aviões do Forró

História

Diante da imprecisão do termo, é geralmente associado o nome como uma generalização de vários ritmos musicais do Nordeste, como baião, a quadrilha, o xaxado, que têm influências holandesas e o xote, que tem influência portuguesa. O forró possui semelhanças com o toré e o arrastar dos pés dos índios, com os ritmos binários portugueses e holandeses, porque são ritmos de origem europeia a chula, denominada pelos nordestinos simplesmente “forró”, xote e variedades de polcas europeias que são chamadas pelos nordestinos de arrasta-pé e ou quadrilhas. A dança do forró tem influência direta das danças de salão europeias, como evidencia nossa história de colonização e invasões europeias.

Alguns estudiosos atribuem a etimologia do forró à pronúncia abrasileirada dos bailes “for all” (para todos), puxando pelo fato que no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western, promoviam bailes abertos ao público, ou seja for all. Assim, o termo passaria a ser pronunciado “forró” pelos nordestinos. Outra versão da mesma história substitui os ingleses pelos estadunidenses e Pernambuco por Natal (Rio Grande do Norte) do período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar dos Estados Unidos foi instalada nessa cidade.

Já segundo o filósofo pernambucano Evanildo Bechara, o forró é uma redução de forrobodó, que por sua vez é uma variante do antigo vocábulo galego-português forbodó, corruptela do francês faux-bourdon. O elo semântico entre forbodó e forrobodó tem origem, segundo Fermín Bouza-Brey, na região noroeste da Península Ibérica (Galiza e norte de Portugal), onde “a gente dança a golpe de bumbo, com pontos monorrítmicos monótonos desse baile que se chama forbodó”.

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Relembre 10 clássicos cearenses no Dia Nacional do Forró

O dia escolhido para celebrar o ritmo nordestino foi a data de nascimento de Luiz Gonzaga; confira a lista de hits

Por Tribuna do Ceará em Música

13 de dezembro de 2015 às 06:00

Há 4 anos
/home/tribu/public html/wp content/uploads/sites/5/2015/12/capa cd carlos rilmar

Carlos Rilmar foi o Príncipe do Forró nos anos 90 (Foto: divulgação)

Neste domingo, 13 de dezembro, é comemorado o Dia Nacional do Forró. O dia escolhido para celebrar o ritmo nordestino foi a data de nascimento do maior sanfoneiro do Brasil, Luiz Gonzaga. Antes do boom do forró eletrônico dos anos 90, as bandas utilizavam basicamente a sanfona (também conhecido como acordeão), a zabumba e o triângulo.

Para comemorar a data em ritmo de clássicos, o Tribuna do Ceará lista 10 dos maiores sucessos cearenses do forró.

1. “Meu Vaqueiro, meu peão” – Mastruz com Leite
2. “Brilho da Lua” – Eliane
3. “Preta” – Beto Barbosa
4. “Tô Bebendo, Tô Pagando” – Sirano & Sirino
5. “Princesinha” – Carlos Rilmar
6. “Meu Vício” – Noda de Caju
7. “Doido por Forró” – Mel com Terra
8. “Timidez” – Cavalo de Pau
9. “Todo tempo é pouco pra te amar” – Brasas do Forró
10. “Palavras” – Banda Líbanos
11. “Bicicleta” – Aviões do Forró

História

Diante da imprecisão do termo, é geralmente associado o nome como uma generalização de vários ritmos musicais do Nordeste, como baião, a quadrilha, o xaxado, que têm influências holandesas e o xote, que tem influência portuguesa. O forró possui semelhanças com o toré e o arrastar dos pés dos índios, com os ritmos binários portugueses e holandeses, porque são ritmos de origem europeia a chula, denominada pelos nordestinos simplesmente “forró”, xote e variedades de polcas europeias que são chamadas pelos nordestinos de arrasta-pé e ou quadrilhas. A dança do forró tem influência direta das danças de salão europeias, como evidencia nossa história de colonização e invasões europeias.

Alguns estudiosos atribuem a etimologia do forró à pronúncia abrasileirada dos bailes “for all” (para todos), puxando pelo fato que no início do século XX, os engenheiros britânicos, instalados em Pernambuco para construir a ferrovia Great Western, promoviam bailes abertos ao público, ou seja for all. Assim, o termo passaria a ser pronunciado “forró” pelos nordestinos. Outra versão da mesma história substitui os ingleses pelos estadunidenses e Pernambuco por Natal (Rio Grande do Norte) do período da Segunda Guerra Mundial, quando uma base militar dos Estados Unidos foi instalada nessa cidade.

Já segundo o filósofo pernambucano Evanildo Bechara, o forró é uma redução de forrobodó, que por sua vez é uma variante do antigo vocábulo galego-português forbodó, corruptela do francês faux-bourdon. O elo semântico entre forbodó e forrobodó tem origem, segundo Fermín Bouza-Brey, na região noroeste da Península Ibérica (Galiza e norte de Portugal), onde “a gente dança a golpe de bumbo, com pontos monorrítmicos monótonos desse baile que se chama forbodó”.