Veja dicas de como evitar a Síndrome de Burnout por excesso de trabalho

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Veja dicas de como evitar a Síndrome de Burnout por excesso de trabalho

Augusto Jimenez, psicólogo e especialista em carreiras, aponta os melhores caminhos para evitar o esgotamento profissional

Por Tribuna do Ceará em Empregos

11 de maio de 2019 às 07:00

Há 2 meses
Tendinite teve uma diminuição da década de 90 para cá, porém as síndromes mentais aumentaram (FOTO: Reprodução)

Tendinite teve uma diminuição da década de 90 para cá, porém as síndromes mentais aumentaram (FOTO: Reprodução)

Tendinite, síndrome do Túnel do Carpo, Dedo em gatilho: doenças comuns causadas pela repetição dos movimentos. Quem nunca escutou falar de alguém que tinha essas moléstias, geralmente ocasionadas nos locais de trabalho, em meados dos anos 90/2000. Com o advento das máquinas, entre elas o computador, o trabalho repetitivo veio acompanhado com esses sintomas físicos em muitos trabalhadores. Em contraponto, de 2010 para 2019, o “boom” das doenças no trabalho são relacionadas a mente dos indivíduos.

Isso aconteceu porque as máquinas e materiais que as pessoas utilizam para exercer as suas atividades laborais evoluíram dos anos 90 para essa década. Os computadores ficaram mais “leves”, trabalhos repetitivos manuais foram substituídos por outras formas de montagem, entre outros, e por isso houve uma queda do registro das lesões por esforços repetitivos, conhecido como LER.

Entretanto, com a evolução da tecnologia, as pessoas, em um geral, estão mais expostas a uma quantidade robusta de informações. E isso também acontece no ambiente de trabalho em que ficamos de 8 a 10 horas por dia. Acompanhada dessa evolução tecnológica e melhoria nos equipamentos de trabalho veio o excesso de responsabilidade para a maioria dos profissionais. Ainda, agravando esse quadro, muitas empresas estimulam uma competitividade não saudável.

Seguindo nesse contexto, a síndrome de Burnout, descrita pelo médico americano Freudenberger, vem crescendo nos brasileiros. “A problemática dessa síndrome é que ela pode ser confundida com outros problemas psíquicos. E no começo, ela parece ser algo ‘leve e temporário’, porém em poucos dias pode agravar o quadro do funcionário com uma depressão profunda”, explica o psicólogo Augusto Jimenez.

A Síndrome de Burnout é um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema e acontece pelo excesso de trabalho e ambientes insalubres. Traduzindo do inglês – Burn (queima) e Out (exterior). Alguns sintomas dela são: Insônia, sentimento de incompetência (de quem não cumpre com os afazeres diários), tonturas, problemas gástricos, entre outros. O tratamento envolve psicólogo e alguns casos psiquiatra para receitar remédios como antidepressivos e ansiolíticos.

Para ajudar você a manter uma qualidade de vida no trabalho e evitar a síndrome de Burnot, Augusto Jimenez, psicólogo da Minds Idiomas, rede de escolas que aconselha mais de 10 mil pessoas sobre carreira e mercado de trabalho, separou 5 dicas para aplicar hoje mesmo na sua rotina:

1) Faça atividades físicas regulares

De acordo com o cardiologista Carlos Alberto Pastore, o excesso de informações que temos, no trabalho e fora dele, pode causar danos à memória e também na tomada de decisões. A nossa mente tem um limite para tomar decisões, e com o excesso de atividades e responsabilidades pode-se tomar decisões ruins, e o pior, não priorizar as mais importantes. A prática de atividades físicas alivia a tensão cerebral e faz com que o indivíduo se “desligue” no momento do exercício das responsabilidades. Conclusão: a mente fica em um estado mais relaxado e por isso consegue tomar decisões melhores e lidar melhor com a pressão no trabalho. Afastando a Síndrome de Burnout.

2) Defina objetivos a curto prazo

Aqui vale escrever mesmo! Escreva as suas metas mensais, tanto profissionais quanto pessoais, aliviará a sua tensão diária no trabalho. Afinal, trabalhamos para viver e não o contrário. Perceber que se está trabalhando para um objetivo de vida faz com que a tensão seja mais dissipada. Equilibre as suas metas/objetivos entre lazer e responsabilidade. A chave é o equilíbrio.

3) Faça atividades que fujam da rotina

É importante incluir na sua semana pelo menos duas atividades que não tenham a ver com a sua carreira. Aprender um novo idioma para viajar e planejar a viagem são metas que sempre incentivamos na Minds idiomas em nossos estudantes e também colaboradores. Outras atividades podem ser: ler, ir ao cinema, joga videogame, enfim! Aprenda algo novo e divertido.

4) Converse com o seu gestor

Adquira esse hábito mensalmente para definir as suas metas profissionais. Independentemente de você já estar sobrecarregado de trabalho ou não adquira esse hábito. Ao planejar antes com o seu superior quais são as suas atribuições e o que ele espera de você nesse período mensal, fica mais fácil se organizar e perceber se as ações que estão lhe exigindo são realmente compatíveis com o tempo que você tem para executá-las.

5) Diminua o uso da tecnologia

Chegamos em casa e temos a televisão, no trabalho temos o computador, e 24 horas temos os alertas no celular sobre o tempo, acidentes, clima, trânsito, notícias do brasil e do mundo. É claro que é importante saber do que acontece ao nosso redor, mas mais importante é saber o que acontece dentro de você e como você lida com isso. O uso excessivo do smartphone e outros aparatos tecnológicos tem causado doenças e dependência. Limite a quantidade de tempo que irá ficar exposto a eles. Caminhe um pouco, tenha contato com a natureza, e fique próximo de pessoas positivas.

Importante: Caso você apresenta os sintomas descritos nesse material procure o SUS. Há atendimento gratuito e com qualidade pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Desde o diagnóstico até a parte medicamentosa.

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Augusto Jimenez, psicólogo e especialista em carreiras, aponta os melhores caminhos para evitar o esgotamento profissional

Por Tribuna do Ceará em Empregos

11 de maio de 2019 às 07:00

Há 2 meses
Tendinite teve uma diminuição da década de 90 para cá, porém as síndromes mentais aumentaram (FOTO: Reprodução)

Tendinite teve uma diminuição da década de 90 para cá, porém as síndromes mentais aumentaram (FOTO: Reprodução)

Tendinite, síndrome do Túnel do Carpo, Dedo em gatilho: doenças comuns causadas pela repetição dos movimentos. Quem nunca escutou falar de alguém que tinha essas moléstias, geralmente ocasionadas nos locais de trabalho, em meados dos anos 90/2000. Com o advento das máquinas, entre elas o computador, o trabalho repetitivo veio acompanhado com esses sintomas físicos em muitos trabalhadores. Em contraponto, de 2010 para 2019, o “boom” das doenças no trabalho são relacionadas a mente dos indivíduos.

Isso aconteceu porque as máquinas e materiais que as pessoas utilizam para exercer as suas atividades laborais evoluíram dos anos 90 para essa década. Os computadores ficaram mais “leves”, trabalhos repetitivos manuais foram substituídos por outras formas de montagem, entre outros, e por isso houve uma queda do registro das lesões por esforços repetitivos, conhecido como LER.

Entretanto, com a evolução da tecnologia, as pessoas, em um geral, estão mais expostas a uma quantidade robusta de informações. E isso também acontece no ambiente de trabalho em que ficamos de 8 a 10 horas por dia. Acompanhada dessa evolução tecnológica e melhoria nos equipamentos de trabalho veio o excesso de responsabilidade para a maioria dos profissionais. Ainda, agravando esse quadro, muitas empresas estimulam uma competitividade não saudável.

Seguindo nesse contexto, a síndrome de Burnout, descrita pelo médico americano Freudenberger, vem crescendo nos brasileiros. “A problemática dessa síndrome é que ela pode ser confundida com outros problemas psíquicos. E no começo, ela parece ser algo ‘leve e temporário’, porém em poucos dias pode agravar o quadro do funcionário com uma depressão profunda”, explica o psicólogo Augusto Jimenez.

A Síndrome de Burnout é um estado físico, emocional e mental de exaustão extrema e acontece pelo excesso de trabalho e ambientes insalubres. Traduzindo do inglês – Burn (queima) e Out (exterior). Alguns sintomas dela são: Insônia, sentimento de incompetência (de quem não cumpre com os afazeres diários), tonturas, problemas gástricos, entre outros. O tratamento envolve psicólogo e alguns casos psiquiatra para receitar remédios como antidepressivos e ansiolíticos.

Para ajudar você a manter uma qualidade de vida no trabalho e evitar a síndrome de Burnot, Augusto Jimenez, psicólogo da Minds Idiomas, rede de escolas que aconselha mais de 10 mil pessoas sobre carreira e mercado de trabalho, separou 5 dicas para aplicar hoje mesmo na sua rotina:

1) Faça atividades físicas regulares

De acordo com o cardiologista Carlos Alberto Pastore, o excesso de informações que temos, no trabalho e fora dele, pode causar danos à memória e também na tomada de decisões. A nossa mente tem um limite para tomar decisões, e com o excesso de atividades e responsabilidades pode-se tomar decisões ruins, e o pior, não priorizar as mais importantes. A prática de atividades físicas alivia a tensão cerebral e faz com que o indivíduo se “desligue” no momento do exercício das responsabilidades. Conclusão: a mente fica em um estado mais relaxado e por isso consegue tomar decisões melhores e lidar melhor com a pressão no trabalho. Afastando a Síndrome de Burnout.

2) Defina objetivos a curto prazo

Aqui vale escrever mesmo! Escreva as suas metas mensais, tanto profissionais quanto pessoais, aliviará a sua tensão diária no trabalho. Afinal, trabalhamos para viver e não o contrário. Perceber que se está trabalhando para um objetivo de vida faz com que a tensão seja mais dissipada. Equilibre as suas metas/objetivos entre lazer e responsabilidade. A chave é o equilíbrio.

3) Faça atividades que fujam da rotina

É importante incluir na sua semana pelo menos duas atividades que não tenham a ver com a sua carreira. Aprender um novo idioma para viajar e planejar a viagem são metas que sempre incentivamos na Minds idiomas em nossos estudantes e também colaboradores. Outras atividades podem ser: ler, ir ao cinema, joga videogame, enfim! Aprenda algo novo e divertido.

4) Converse com o seu gestor

Adquira esse hábito mensalmente para definir as suas metas profissionais. Independentemente de você já estar sobrecarregado de trabalho ou não adquira esse hábito. Ao planejar antes com o seu superior quais são as suas atribuições e o que ele espera de você nesse período mensal, fica mais fácil se organizar e perceber se as ações que estão lhe exigindo são realmente compatíveis com o tempo que você tem para executá-las.

5) Diminua o uso da tecnologia

Chegamos em casa e temos a televisão, no trabalho temos o computador, e 24 horas temos os alertas no celular sobre o tempo, acidentes, clima, trânsito, notícias do brasil e do mundo. É claro que é importante saber do que acontece ao nosso redor, mas mais importante é saber o que acontece dentro de você e como você lida com isso. O uso excessivo do smartphone e outros aparatos tecnológicos tem causado doenças e dependência. Limite a quantidade de tempo que irá ficar exposto a eles. Caminhe um pouco, tenha contato com a natureza, e fique próximo de pessoas positivas.

Importante: Caso você apresenta os sintomas descritos nesse material procure o SUS. Há atendimento gratuito e com qualidade pela Rede de Atenção Psicossocial (Raps). Desde o diagnóstico até a parte medicamentosa.