Bial mais velho, há 1 ano e meio Alberto curte a vida no Ceará


Bial mais velho, há 1 ano e meio Alberto curte a vida como técnico de basquete no Ceará

Pai da “criança” Basquete Cearense, o técnico se orgulha do crescimento de um projeto vanguardista na região que não tinha nenhum time de alto nível

Por Lucas Catrib em Basquete

19 de dezembro de 2013 às 15:56

Há 6 anos

 

 

Alberto Bial é paulista de nascimento, cresceu no Rio de Janeiro e já ganhou título de cidadão fortalezense (FOTO: Lucas Catrib)

Alberto Bial é paulista de nascimento, cresceu no Rio de Janeiro e já ganhou título de cidadão fortalezense (FOTO: Lucas Catrib)

Na década de 1960, o basquete do Estado do Ceará alcançou o vice-campeonato brasileiro de seleções, perdendo a final para o time paulista. O rival era base do Brasil, duas vezes campeão mundial e com Wlamir Marques e Amaury Pasos. Há tempos esquecido, o esporte adormecido na região ganha novamente projeção. Alberto Bial foi o patrono da formação e continua dando as cartas no Basquete Cearense, clube que foi montado em junho de 2012 para disputar o Novo Basquete Brasil (NBB). Com a vivência, o técnico crê que é possível dinamizar um novo polo nacional da modalidade, assim como fez em Joinville.

“Tudo que está sendo realizado, está tendo uma resposta positiva.  Conseguimos estimular e trazer milhares (aos ginásios e as escolinhas). E o mais importante, o basquete socializa de uma forma. Ter um resgate de um esporte que andou meio adormecido, mas que tem vida, tem cultura, tem raiz. Eu acho que a gente mexeu com um vespeiro bacana. Está se multiplicando e está contaminando positivamente o Estado do Ceará”, explica o técnico.

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O time profissional tem contrato de dois anos com os principais patrocinadores. O treinador indica que ainda não foi consolidada uma continuidade, embora seja quase certeira. Com o viés de levar o esporte aos mais carentes, com um trabalho voluntário, foi instituído o projeto “Sesc Três Pontos”. As outras escolinhas da cidade também já registram aumento no número de inscrições. 

“A gente quer continuar formando atletas, atraindo, detectando talentos. Estamos mapeando todo o Estado do Ceará. Aonde eu chego, perguntam por basquete“, confidenciou Bial

 

Alberto Bial é o técnico e principal mentor do Basquete Cearense (FOTO: Divulgação)

Alberto Bial é o técnico e principal mentor do Basquete Cearense (FOTO: Divulgação)

 

Na temporada passada, também de estreia no NBB, o time levou 1.852 torcedores por jogo na primeira fase da competição. Foi o terceiro melhor desempenho no ranking das torcidas dentro da Liga. No maior ginásio de Fortaleza, o Paulo Sarasate, o Basquete Cearense chegou a colocar 9 mil pessoas, no jogo diante do Flamengo.

“A minha escolha pelo Ceará tem dois motivos. O primeiro é o meu lado explorador. Gosto de buscar o novo. Percebi que aqui tinha um campo muito bom. O segundo é que eu precisava de algo verdadeiro, autêntico. E aqui eu senti uma energia que me chamou”, indica o técnico.

Relação com a cidade

É possível em um simples andar à Beira Mar, local famoso da capital cearense, encontrar um gigante admirado com as belezas naturais. Bial e seus atletas costumam aproveitar os momentos de folgas nos principais pontos turísticos e gastronômicos da cidade. “Como lagosta a R$ 20. Eu sou uma boca nervosa”, se diverte Bial.

Intensamente vivido, Alberto é religioso e também gosta de manter corpo e alma em sintonia.  A desgastante sentença de viagens o faz buscar mais contato com a natureza da região.

“A minha rotina de vida não pode ser mais saudável. Cinco horas da amanhã acordar, ir para a praia, caminhar oito quilômetros, nadar no mar 800 metros, ir para a Yoga e às 8 horas da manhã estar pronto para o trabalho”, conta o técnico.

O Bial do basquete 

Definido como irmão do Bial, mesmo sendo sete anos mais velho, Alberto é abordado diariamente por admiradores do basquete. O sucesso do trabalho como líder, comandante (Bial já foi também técnico da Marinha do Brasil) ou simplesmente professor de basquete, o faz ter mais fãs.

“Eu tenho uma referência com o basquete dos anos 60. Eu era o Bial do basquete, aí meu irmão surgiu e eu o inseri no basquete. Ele era o Bialzinho. O Pedro foi esse sucesso estrondoso em televisão e eu virei irmão do Bial. Muitas vezes as pessoas me procuram por ser irmão dele. ”Manda um beijo para o seu irmão’. É legal para uma família de imigrantes ter dois, três filhos com sucesso”, explica Alberto Bial. 

 

Alberto Bial
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Alberto Bial

“Viva a vida” é uma das frase preferidas de Alberto Bial (FOTO: Arquivo pessoal)

Alberto Bial
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Alberto Bial

Em uma de suas andanças pelo Ceará, Alberto Bial visitou colégio católico em Aracati (FOTO: Arquivo pessoal)

Alberto Bial
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Alberto Bial

Alberto Bial tem uma relação intensa com a Escola de Aprendizes Marinheiros (FOTO: Arquivo pessoal)

Alberto Bial
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Alberto Bial

Bial braveja após tempo técnico (FOTO: Divulgação)

Alberto Bial
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Alberto Bial

Bial aproveita o visual de uma das praias do Ceará (FOTO: Arquivo pessoal)

Bial
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Bial

Bial jantou com Felipe Ribeiro (ala-pivô), Davi Rossetto (armador), Pedro Bial e sua neta em uma das últimas idas ao Rio de Janeiro (FOTO: Arquivo pessoal)

 

 

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Bial mais velho, há 1 ano e meio Alberto curte a vida como técnico de basquete no Ceará

Pai da “criança” Basquete Cearense, o técnico se orgulha do crescimento de um projeto vanguardista na região que não tinha nenhum time de alto nível

Por Lucas Catrib em Basquete

19 de dezembro de 2013 às 15:56

Há 6 anos

 

 

Alberto Bial é paulista de nascimento, cresceu no Rio de Janeiro e já ganhou título de cidadão fortalezense (FOTO: Lucas Catrib)

Alberto Bial é paulista de nascimento, cresceu no Rio de Janeiro e já ganhou título de cidadão fortalezense (FOTO: Lucas Catrib)

Na década de 1960, o basquete do Estado do Ceará alcançou o vice-campeonato brasileiro de seleções, perdendo a final para o time paulista. O rival era base do Brasil, duas vezes campeão mundial e com Wlamir Marques e Amaury Pasos. Há tempos esquecido, o esporte adormecido na região ganha novamente projeção. Alberto Bial foi o patrono da formação e continua dando as cartas no Basquete Cearense, clube que foi montado em junho de 2012 para disputar o Novo Basquete Brasil (NBB). Com a vivência, o técnico crê que é possível dinamizar um novo polo nacional da modalidade, assim como fez em Joinville.

“Tudo que está sendo realizado, está tendo uma resposta positiva.  Conseguimos estimular e trazer milhares (aos ginásios e as escolinhas). E o mais importante, o basquete socializa de uma forma. Ter um resgate de um esporte que andou meio adormecido, mas que tem vida, tem cultura, tem raiz. Eu acho que a gente mexeu com um vespeiro bacana. Está se multiplicando e está contaminando positivamente o Estado do Ceará”, explica o técnico.

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O time profissional tem contrato de dois anos com os principais patrocinadores. O treinador indica que ainda não foi consolidada uma continuidade, embora seja quase certeira. Com o viés de levar o esporte aos mais carentes, com um trabalho voluntário, foi instituído o projeto “Sesc Três Pontos”. As outras escolinhas da cidade também já registram aumento no número de inscrições. 

“A gente quer continuar formando atletas, atraindo, detectando talentos. Estamos mapeando todo o Estado do Ceará. Aonde eu chego, perguntam por basquete“, confidenciou Bial

 

Alberto Bial é o técnico e principal mentor do Basquete Cearense (FOTO: Divulgação)

Alberto Bial é o técnico e principal mentor do Basquete Cearense (FOTO: Divulgação)

 

Na temporada passada, também de estreia no NBB, o time levou 1.852 torcedores por jogo na primeira fase da competição. Foi o terceiro melhor desempenho no ranking das torcidas dentro da Liga. No maior ginásio de Fortaleza, o Paulo Sarasate, o Basquete Cearense chegou a colocar 9 mil pessoas, no jogo diante do Flamengo.

“A minha escolha pelo Ceará tem dois motivos. O primeiro é o meu lado explorador. Gosto de buscar o novo. Percebi que aqui tinha um campo muito bom. O segundo é que eu precisava de algo verdadeiro, autêntico. E aqui eu senti uma energia que me chamou”, indica o técnico.

Relação com a cidade

É possível em um simples andar à Beira Mar, local famoso da capital cearense, encontrar um gigante admirado com as belezas naturais. Bial e seus atletas costumam aproveitar os momentos de folgas nos principais pontos turísticos e gastronômicos da cidade. “Como lagosta a R$ 20. Eu sou uma boca nervosa”, se diverte Bial.

Intensamente vivido, Alberto é religioso e também gosta de manter corpo e alma em sintonia.  A desgastante sentença de viagens o faz buscar mais contato com a natureza da região.

“A minha rotina de vida não pode ser mais saudável. Cinco horas da amanhã acordar, ir para a praia, caminhar oito quilômetros, nadar no mar 800 metros, ir para a Yoga e às 8 horas da manhã estar pronto para o trabalho”, conta o técnico.

O Bial do basquete 

Definido como irmão do Bial, mesmo sendo sete anos mais velho, Alberto é abordado diariamente por admiradores do basquete. O sucesso do trabalho como líder, comandante (Bial já foi também técnico da Marinha do Brasil) ou simplesmente professor de basquete, o faz ter mais fãs.

“Eu tenho uma referência com o basquete dos anos 60. Eu era o Bial do basquete, aí meu irmão surgiu e eu o inseri no basquete. Ele era o Bialzinho. O Pedro foi esse sucesso estrondoso em televisão e eu virei irmão do Bial. Muitas vezes as pessoas me procuram por ser irmão dele. ”Manda um beijo para o seu irmão’. É legal para uma família de imigrantes ter dois, três filhos com sucesso”, explica Alberto Bial. 

 

Alberto Bial
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Alberto Bial

“Viva a vida” é uma das frase preferidas de Alberto Bial (FOTO: Arquivo pessoal)

Alberto Bial
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Alberto Bial

Em uma de suas andanças pelo Ceará, Alberto Bial visitou colégio católico em Aracati (FOTO: Arquivo pessoal)

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Alberto Bial

Alberto Bial tem uma relação intensa com a Escola de Aprendizes Marinheiros (FOTO: Arquivo pessoal)

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Alberto Bial

Bial braveja após tempo técnico (FOTO: Divulgação)

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Alberto Bial

Bial aproveita o visual de uma das praias do Ceará (FOTO: Arquivo pessoal)

Bial
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Bial jantou com Felipe Ribeiro (ala-pivô), Davi Rossetto (armador), Pedro Bial e sua neta em uma das últimas idas ao Rio de Janeiro (FOTO: Arquivo pessoal)