Retrospecto dos finalistas do Cearense indica equilíbrio para jogo decisivo


Retrospecto dos finalistas do Cearense indica equilíbrio para jogo decisivo

Ceará e Fortaleza decidem o Campeonato Cearense na próxima quarta-feira (23). O Tribuna do Ceará traçou um perfil dos finalistas

Por Caio Costa em Campeonato Cearense

22 de abril de 2014 às 16:54

Há 5 anos
Robert e Sandro são dois dos destaques da final do Campeonato Cearense Foto: Divulgação/CearaSC.com

Robert e Sandro são dois dos destaques da final do Campeonato Cearense Foto: Divulgação/CearaSC.com

 

Chegou a hora da verdade no Campeonato Cearense. Na próxima quarta-feira (23), às 22h, Ceará e Fortaleza vão entrar no gramado da Arena Castelão para fazer a segunda e definitiva partida da decisão do Estadual 2014. Após o 0 a 0 da semana passada, o Alvinegro precisa de um empate para conseguir o tetra, que não conquista desde 1999. Ao Tricolor, só interessa uma vitória para quebrar a atual hegemonia do rival.

Equilíbrio

A julgar pelos números das duas equipes ao longo da competição, o duelo decisivo deve ser bastante equilibrado. Disputando o certame desde a sua primeira fase, o Fortaleza venceu 19 das 29 partidas que atuou e foi derrotado apenas duas vezes, totalizando um aproveitamento de 74,7 % dos pontos.

Por sua vez, o Ceará só entrou na luta pelo título no hexagonal, uma vez que estava envolvido na Copa do Nordeste. Desta forma, disputou apenas treze jogos, onde venceu sete – um deles, 3 a 1 sobre o próprio Leão, quebrando a invencibilidade do time na temporada – e perdeu apenas um. O aproveitamento até a final, levemente inferior ao do rival, é de 66,6%.

Ataques fortes

Tanto Ceará, quanto o Fortaleza, apostam na força dos seus ataques. Em 13 jogos, o Alvinegro marcou 26 gols, um média de dois por partida.

Já o Tricolor de Aço, que teve de disputar a primeira fase do campeonato, balançou as redes adversárias em 73 oportunidades, um dos mais efetivos do país na temporada, em 29 partidas, 2,5 por rodada.

Numeros-Ceara-e-Fortaleza

Experientes e goleadores

Os veteranos Magno Alves e Robert são as principais armas de Ceará e Fortaleza para a decisão. O primeiro, que desperdiçou um pênalti na partida de ida, marcou sete gols em oito jogos no Estadual, uma média próxima de um tento por rodada.

Do lado leonino, Robert é o principal goleador do país em 2014. O atacante leonino deixou a sua marca 21 vezes na competição em 24 exibições, o que significa uma média de 0,87.

>LEIA MAIS

Camisas 10

Ceará e Fortaleza escolheram no início da temporada dois jogadores com grande prestígio no futebol brasileiro para serem os donos de suas camisas 10: Souza, em Porangabuçu e Marcelinho Paraíba, no Pici.

Paraíba desembarcou no estádio Alcides Santos cercado de expectativas e não demorou a cair nas graças da torcida tricolor. Com 12 gols em 24 partidas, o veterano de 38 anos é o vice-artilheiro leonino na competição e sua ausência na primeira partida foi muito sentida no setor de criação da equipe.

Por sua vez, Souza chegou a Porangabuçu para ser o grande mastro da equipe dentro de campo. Entretanto, o meia que acumulou títulos na sua passagem pelo São Paulo, ainda não conseguiu uma regularidade com a camisa alvinegra, o que gerou muita reclamação por parte da torcida. Apesar disso, o jogador de 35 anos pode ser decisivo na final.

Discretos e fundamentais

Quando o Ceará anunciou a contratação de Sandro, pouco alarde foi feito. Afinal, o clube já tinha contratado Anderson, que retornava para ser o dono da defesa alvinegra. Mas foi o zagueiro ex-Joinville e revelado pelo Fluminense que virou o porto seguro da equipe.

Com atuações seguras e boa presença ofensiva, Sandro é um dos destaques do campeonato e um dos pilares do Alvinegro que busca o tetracampeonato.

Depois de fazer uma Série A regular com a camisa da Portuguesa, Corrêa foi contratado pelo Fortaleza com o Estadual já em andamento. Sem fazer barulho, o volante ex-Palmeiras e Flamengo virou a referência e ponto de equilíbrio do meio de campo tricolor, que já contava com o jovem Walfrido em grande fase.

Na primeira partida da final, o jogador de 33 anos usou a sua experiência para controlar o ritmo do Leão em campo e determinados momentos foi o principal articulador das jogadas ofensivas.

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Retrospecto dos finalistas do Cearense indica equilíbrio para jogo decisivo

Ceará e Fortaleza decidem o Campeonato Cearense na próxima quarta-feira (23). O Tribuna do Ceará traçou um perfil dos finalistas

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22 de abril de 2014 às 16:54

Há 5 anos
Robert e Sandro são dois dos destaques da final do Campeonato Cearense Foto: Divulgação/CearaSC.com

Robert e Sandro são dois dos destaques da final do Campeonato Cearense Foto: Divulgação/CearaSC.com

 

Chegou a hora da verdade no Campeonato Cearense. Na próxima quarta-feira (23), às 22h, Ceará e Fortaleza vão entrar no gramado da Arena Castelão para fazer a segunda e definitiva partida da decisão do Estadual 2014. Após o 0 a 0 da semana passada, o Alvinegro precisa de um empate para conseguir o tetra, que não conquista desde 1999. Ao Tricolor, só interessa uma vitória para quebrar a atual hegemonia do rival.

Equilíbrio

A julgar pelos números das duas equipes ao longo da competição, o duelo decisivo deve ser bastante equilibrado. Disputando o certame desde a sua primeira fase, o Fortaleza venceu 19 das 29 partidas que atuou e foi derrotado apenas duas vezes, totalizando um aproveitamento de 74,7 % dos pontos.

Por sua vez, o Ceará só entrou na luta pelo título no hexagonal, uma vez que estava envolvido na Copa do Nordeste. Desta forma, disputou apenas treze jogos, onde venceu sete – um deles, 3 a 1 sobre o próprio Leão, quebrando a invencibilidade do time na temporada – e perdeu apenas um. O aproveitamento até a final, levemente inferior ao do rival, é de 66,6%.

Ataques fortes

Tanto Ceará, quanto o Fortaleza, apostam na força dos seus ataques. Em 13 jogos, o Alvinegro marcou 26 gols, um média de dois por partida.

Já o Tricolor de Aço, que teve de disputar a primeira fase do campeonato, balançou as redes adversárias em 73 oportunidades, um dos mais efetivos do país na temporada, em 29 partidas, 2,5 por rodada.

Numeros-Ceara-e-Fortaleza

Experientes e goleadores

Os veteranos Magno Alves e Robert são as principais armas de Ceará e Fortaleza para a decisão. O primeiro, que desperdiçou um pênalti na partida de ida, marcou sete gols em oito jogos no Estadual, uma média próxima de um tento por rodada.

Do lado leonino, Robert é o principal goleador do país em 2014. O atacante leonino deixou a sua marca 21 vezes na competição em 24 exibições, o que significa uma média de 0,87.

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Camisas 10

Ceará e Fortaleza escolheram no início da temporada dois jogadores com grande prestígio no futebol brasileiro para serem os donos de suas camisas 10: Souza, em Porangabuçu e Marcelinho Paraíba, no Pici.

Paraíba desembarcou no estádio Alcides Santos cercado de expectativas e não demorou a cair nas graças da torcida tricolor. Com 12 gols em 24 partidas, o veterano de 38 anos é o vice-artilheiro leonino na competição e sua ausência na primeira partida foi muito sentida no setor de criação da equipe.

Por sua vez, Souza chegou a Porangabuçu para ser o grande mastro da equipe dentro de campo. Entretanto, o meia que acumulou títulos na sua passagem pelo São Paulo, ainda não conseguiu uma regularidade com a camisa alvinegra, o que gerou muita reclamação por parte da torcida. Apesar disso, o jogador de 35 anos pode ser decisivo na final.

Discretos e fundamentais

Quando o Ceará anunciou a contratação de Sandro, pouco alarde foi feito. Afinal, o clube já tinha contratado Anderson, que retornava para ser o dono da defesa alvinegra. Mas foi o zagueiro ex-Joinville e revelado pelo Fluminense que virou o porto seguro da equipe.

Com atuações seguras e boa presença ofensiva, Sandro é um dos destaques do campeonato e um dos pilares do Alvinegro que busca o tetracampeonato.

Depois de fazer uma Série A regular com a camisa da Portuguesa, Corrêa foi contratado pelo Fortaleza com o Estadual já em andamento. Sem fazer barulho, o volante ex-Palmeiras e Flamengo virou a referência e ponto de equilíbrio do meio de campo tricolor, que já contava com o jovem Walfrido em grande fase.

Na primeira partida da final, o jogador de 33 anos usou a sua experiência para controlar o ritmo do Leão em campo e determinados momentos foi o principal articulador das jogadas ofensivas.