Atacante chamado de ex- jogador fala da superação após 7 meses sem clube


Atacante chamado de ex- jogador fala da superação após 7 meses sem clube

Hoje destaque do Ceará na Série B. Júlio Cesar revela que teve propostas de vários clubes, dentre eles o Fortaleza, principal rival do Alvinegro

Por Lyvia Rocha em Ceará

3 de setembro de 2015 às 00:05

Há 4 anos
Júlio César é o capitão da equipe (Foto: Christian Alekson/Cearasc.com)

Júlio César é o capitão da equipe (Foto: Christian Alekson/Cearasc.com)

O nome é do famoso imperador da Roma Antiga: Júlio César. Assim, como o homônimo conhecido nos livros de história geral, que foi responsável pela grande transformação do Império, o atacante do Ceará também quer fazer grandes realizações com a camisa do Alvinegro. Carioca, Júlio César se tornou capitão e camisa 10 da equipe comandada pelo treinador Marcelo Cabo.

Mesmo chegando com a desconfiança de parte da torcida, após ter ficado 7 meses sem clube, o atacante revelou que estava pronto por não ter deixado de treinar por conta própria. “Fiquei treinado no Rio com a ajuda de um amigo para não ficar fora de forma. Foi um período difícil, triste, algumas pessoas me chamaram de ex-jogador, mas por tudo que passei na vida sabia que isso seria apenas um período”, revelou.

Depois da turbulência, Júlio viu no Ceará uma chance de voltar a mostrar seu futebol. Mesmo com a difícil situação do clube, que está na zona de rebaixamento da Série B, ele aceitou pela estrutura e organização do time. Antes, ele teve propostas de vários clubes, inclusive do rival Fortaleza. “Eu recebi muitas propostas, mas nada se concretizava. Tive uma proposta do Fortaleza, as coisas até se encaminharam, mas achei que não era o momento certo. O projeto do Ceará me despertou maior interesse”, revelou.

Relação com os filhos

(FO atacante tem 5 tatuagens, duas são os rostos dos filhos (Foto: Christian Alekson/Cearasc.com)

(O atacante tem 5 tatuagens, duas delas são os rostos dos filhos (Foto: Christian Alekson/Cearasc.com)

Durante o tempo sem atuar no futebol, Júlio tinha a presença da família (que ele tem tatuado no corpo), sua esposa Carolina e dos filhos Júlio César e João Felipe, 11 e 7 anos respectivamente. Os meninos lhe proporcionavam bons momentos, mas queriam ver o pai novamente dentro das quatro linhas e isso mexia com o jogador. “Tive a oportunidade nesse período de fazer coisas legais com eles, deixar e ir buscá-los na escola, mas por outro lado eles queriam me ver jogando. Então, era bem complicado”, contou emocionado o jogador.

Agora, os meninos que moram na Capital entram ao lado do jogador na hora das partidas e são o maior incentivo para o atacante. “Quando vejo os dois no vestiário recebo um estímulo a mais. Tenho que trabalhar para eles e mostrar que sou capaz de mostrar meu futebol”, reiterou.

Início tardio

Júlio foi revelado pelo Fluminense quando tinha uma “idade avançada” para o futebol com 17 anos. Antes de conseguir se estabelecer no time das Laranjeiras, ele recebeu duas respostas negativas do Vasco e de um time belga. Então, ele resolveu ir trabalhar para ajudar a família. Mas o destino já tinha projetado o futuro do morador do subúrbio do Rio de Janeiro.

No dia do aniversário da cidade, o atacante recebeu o convite para enfrentar o time júnior do Vasco, equipe que o tinha dispensado. Na partida, ele marcou dois dos 5 gols que declaram a vitória do time do subúrbio contra a equipe cruz maltina. O convite para um teste no Fluminense foi questão de tempo. Júlio aceitou e conseguiu em pouco tempo estrear pela equipe e marcar logo no seu primeiro jogo um gol contra o Flamengo. O primeiro salário de R$ 500 foi dividido entre e a mãe, sua grande parceira e incentivadora.

Hoje, o valor salarial que recebe é bem maior e objetivo bem mais complexo. Junto com os outros da equipe alvinegra ele tem a missão de salvar o Ceará da Série C. Sem titubear, o atacante afirmou que já viveu isso no Coritiba e o fundamental lá foi a união da equipe, algo comum também no time cearense. “Eu tenho certeza que nós temos condições de sair dessa situação. Os jogadores sabem da responsabilidade de não deixar um time de uma grande torcida como o Ceará para a Série C. O grupo está unido e ciente do grande objetivo”, finalizou.

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Atacante chamado de ex- jogador fala da superação após 7 meses sem clube

Hoje destaque do Ceará na Série B. Júlio Cesar revela que teve propostas de vários clubes, dentre eles o Fortaleza, principal rival do Alvinegro

Por Lyvia Rocha em Ceará

3 de setembro de 2015 às 00:05

Há 4 anos
Júlio César é o capitão da equipe (Foto: Christian Alekson/Cearasc.com)

Júlio César é o capitão da equipe (Foto: Christian Alekson/Cearasc.com)

O nome é do famoso imperador da Roma Antiga: Júlio César. Assim, como o homônimo conhecido nos livros de história geral, que foi responsável pela grande transformação do Império, o atacante do Ceará também quer fazer grandes realizações com a camisa do Alvinegro. Carioca, Júlio César se tornou capitão e camisa 10 da equipe comandada pelo treinador Marcelo Cabo.

Mesmo chegando com a desconfiança de parte da torcida, após ter ficado 7 meses sem clube, o atacante revelou que estava pronto por não ter deixado de treinar por conta própria. “Fiquei treinado no Rio com a ajuda de um amigo para não ficar fora de forma. Foi um período difícil, triste, algumas pessoas me chamaram de ex-jogador, mas por tudo que passei na vida sabia que isso seria apenas um período”, revelou.

Depois da turbulência, Júlio viu no Ceará uma chance de voltar a mostrar seu futebol. Mesmo com a difícil situação do clube, que está na zona de rebaixamento da Série B, ele aceitou pela estrutura e organização do time. Antes, ele teve propostas de vários clubes, inclusive do rival Fortaleza. “Eu recebi muitas propostas, mas nada se concretizava. Tive uma proposta do Fortaleza, as coisas até se encaminharam, mas achei que não era o momento certo. O projeto do Ceará me despertou maior interesse”, revelou.

Relação com os filhos

(FO atacante tem 5 tatuagens, duas são os rostos dos filhos (Foto: Christian Alekson/Cearasc.com)

(O atacante tem 5 tatuagens, duas delas são os rostos dos filhos (Foto: Christian Alekson/Cearasc.com)

Durante o tempo sem atuar no futebol, Júlio tinha a presença da família (que ele tem tatuado no corpo), sua esposa Carolina e dos filhos Júlio César e João Felipe, 11 e 7 anos respectivamente. Os meninos lhe proporcionavam bons momentos, mas queriam ver o pai novamente dentro das quatro linhas e isso mexia com o jogador. “Tive a oportunidade nesse período de fazer coisas legais com eles, deixar e ir buscá-los na escola, mas por outro lado eles queriam me ver jogando. Então, era bem complicado”, contou emocionado o jogador.

Agora, os meninos que moram na Capital entram ao lado do jogador na hora das partidas e são o maior incentivo para o atacante. “Quando vejo os dois no vestiário recebo um estímulo a mais. Tenho que trabalhar para eles e mostrar que sou capaz de mostrar meu futebol”, reiterou.

Início tardio

Júlio foi revelado pelo Fluminense quando tinha uma “idade avançada” para o futebol com 17 anos. Antes de conseguir se estabelecer no time das Laranjeiras, ele recebeu duas respostas negativas do Vasco e de um time belga. Então, ele resolveu ir trabalhar para ajudar a família. Mas o destino já tinha projetado o futuro do morador do subúrbio do Rio de Janeiro.

No dia do aniversário da cidade, o atacante recebeu o convite para enfrentar o time júnior do Vasco, equipe que o tinha dispensado. Na partida, ele marcou dois dos 5 gols que declaram a vitória do time do subúrbio contra a equipe cruz maltina. O convite para um teste no Fluminense foi questão de tempo. Júlio aceitou e conseguiu em pouco tempo estrear pela equipe e marcar logo no seu primeiro jogo um gol contra o Flamengo. O primeiro salário de R$ 500 foi dividido entre e a mãe, sua grande parceira e incentivadora.

Hoje, o valor salarial que recebe é bem maior e objetivo bem mais complexo. Junto com os outros da equipe alvinegra ele tem a missão de salvar o Ceará da Série C. Sem titubear, o atacante afirmou que já viveu isso no Coritiba e o fundamental lá foi a união da equipe, algo comum também no time cearense. “Eu tenho certeza que nós temos condições de sair dessa situação. Os jogadores sabem da responsabilidade de não deixar um time de uma grande torcida como o Ceará para a Série C. O grupo está unido e ciente do grande objetivo”, finalizou.