Copa do Mundo: Relembre os jogadores mais folclóricos da história dos mundiais


Copa do Mundo: Relembre os jogadores mais folclóricos da história dos mundiais

Alguns jogadores entraram para a história das Copas do Mundo, mais por sua personalidade ou pelo folclore em torno dos seus nome do que pelo talento

Por Caio Costa em Copa do Mundo 2014

30 de maio de 2014 às 10:15

Há 5 anos

Muitos craques entram para a história do futebol por terem brilhado em Copas do Mundo. Outros jogadores ficaram marcados mais pelo folclore do que pelo talento demonstrado dentro da quartos linhas.

Afinal, quem não recorda de Alexis Lalas, o ex-zagueiro norte-americano com pinta de cantor de rock? Ou do goleiro Higuita e suas aventuras, que muitas vezes deram prejuízo à Seleção Colombiana.

E assim, o Tribuna do Ceará resolveu listar os jogadores mais folclóricos do mundiais. Alguns deles eram geniais, outros apenas esforçados, mas todos sempre são lembrados pelos fãs de futebol a cada quatro anos.

Confira abaixo

Loco Abreu justificou o apelido em 2010 Foto: LastSticker

Loco Abreu justificou o apelido em 2010 Foto: LastSticker

Abreu (Uruguai) – Copas de 2002 e 2010

Abreu possui o apelido de “Loco” desde dos tempos que defendia o San Lorenzo, da Argentina, e já tinha disputado a Copa do Mundo de 2002 usando a alcunha, mas somente no Mundial de 2010 ele fez valer o título.

Após um jogo emocionante, que terminou empatado por 1 a 1 no tempo normal, Uruguai e Gana foram para a prorrogação, que também terminou empatada, após penalidade máxima perdida por Gian para os africanos.

Desta forma, a vaga na semifinal foi para a decisão por pênaltis, onde na última cobrança, Abreu converteu usado uma cavadinha, fazendo com que o lance se tornasse um dos segundos mais longos da história e levando à Celeste à fase seguinte depois de 40 anos.

Blanco inventou o "drible do canguru" Foto: LastSticker

Blanco inventou o “drible do canguru” Foto: LastSticker

Blanco (México) – 1998, 2002 e 2010

Blanco é um verdadeiro ídolo em seu país. Artilheiro e campeão por vários clubes, era o principal jogador na maior conquista da seleção mexicana profissional – a Copa das Confederações de 1999. Mas o meia, que se tornaria atacante, entra na lista por um motivo inusitado: ele inventou o “drible do canguru”.

Durante o duelo contra a Coreia do Sul, na Copa de 1998, cercado por dois coreanos, Blanco prendeu a bola nas suas pernas e deu um pulo, passando entre os marcadores. O inusitado lance causou reclamões do asiáticos, que o consideraram ilegal, e até hoje é recordado pelos fãs de futebol ao redor do globo.

Blanco ainda jogaria as Copas de 2002 e 2010, sempre repetindo o drible que o tornou famoso e deve encerrar a carreira no final desta temporada, vestindo a camisa do Puebla. Além disso, ele acumula no currículo uma insólita participação na novela El Triunfo del amor (O Triunfo do amor) com o personagem Juanjo.

O baixinho Jorge Campos é mais lembrado pelas roupas do que pelas defesas Foto: LastSticker

O baixinho Jorge Campos é mais lembrado pelas roupas do que pelas defesas Foto: LastSticker

Jorge Campos (México) – 1994, 98 e 2002

Jorge Campos se destacava logo de cara por dois motivos: a altura – tem apenas 1,73, muito baixo para um goleiro e as roupas – que de tão extravagantes, pareceriam terem saído de um galpão de circo. Apesar desses atributos, El Chapulín disputou três Copas do Mundo, duas como titular,  é ídolo na terra de Pancho Villa e acumulou 130 partidas pela seleção local.

Além disso, Campos chegou a atuar como atacante em alguns clubes, chegando a marcar exatos 32 gols como profissional. Mas sempre será lembrado pela estatura e pelo vestuário, que poderia ter sido criado por uma criança de cinco anos com uma caneta marca texto em suas mãos.

Em 2005 fez o seu jogo de despedida dos gramados em um amistoso entre veteranos do México e do Brasil, que teve a participação de Romário, também homenageado na partida que aconteceu em Los Angeles.

Higuita era um louco de pedra Foto: LastStocker

Higuita era um louco de pedra Foto: LastStocker

Renê Higuita (Colômbia) – 1990

O goleiro colombiano foi um verdadeiro pioneiro na posição. Com possuía algum talento com o pés – algo raro em goleiros nos anos 80 e 90 – o arqueiro costumava iniciar as jogadas de ataque das suas equipes. Entretanto, foi assim que ele entregou o ouro nas oitavas de final do mundial de 1990. Ao tentar driblar o veterano Roger Milla, foi desarmado e viu o veterano marcar o gol que decretou a classificação de Camarões.

Não esteve na Copa de 1994 – onde os cafeteiros entraram como favoritos e saíram como a grande decepção –  porque estava suspenso e em 1995 fez a histórica “defesa do Escorpião”, em um amistoso contra a Inglaterra em Wembley

Um verdadeiro louco de pedra, até hoje amado pelos seus compatriotas por ter sido um ícone de uma geração, que colocou a Seleção Colombiana no mapa do futebol mundial.

Pinta de roqueiro, mas zagueiro de muita raça. Assim era Lalas Foto: Last Stocker

Pinta de roqueiro, mas zagueiro de muita raça. Assim era Lalas Foto: Last Stocker

Alexis Lalas (Estados Unidos) – 1994 e 1998

Alto, ruivo, com um cavanhaque e norte-americano. Poderíamos estar falando de um cantor de rock ou até mesmo de astro de Hollywood, mas trata-se de Alexi Lalas, ex-zagueiro da seleção ianque nas Copas de 1994 e 1998. Aguerrido, conquistou a torcida do seu país e é um dos expoentes do esporte bretão por lá.

Chegou a ser contratado pelo pequeno Pádova, que na época atuava na Série A italiana e desta forma se tornou o primeiro jogador dos EUA a atuar na Velha Bota, mas logo retornou para defender o New England Revolution, na primeira temporada da MLS.

Atualmente, depois de ser dirigente, é comentarista na ESPN, onde segue mostrando a mesma personalidade e mostra ter um língua afiada. Ah, e ele lançou até CD como cantor de folk.

Chilavert foi um dos melhores goleiro da Copa de 98

Chilavert foi um dos melhores goleiro da Copa de 98

Chilavert (Paraguai) – 1994, 1998 e 2002

Até Rogério Ceni o superar em 2006, José Luiz Chilavert era maior goleiro artilheiro do futebol mundial, mas o paraguaio era muito mais que isso. Temperamental, dono de personalidade forte, foi um dos melhores da sua posição na Copa de 1998 e marcou uma geração que tinha nomes como Arce, Gamarra, Acuña e Rivarola.

Entretanto, Chilavert também será lembrado pelas confusões, com a cusparada em Roberto Carlos após um jogo de eliminatórias para o Mundial de 2002, o que custou uma suspensão dura.

Desbocado, o goleiro guarani, que sempre se considerou o melhor do mundo na sua posição –  mesmo quando já exibia alguns quilinhos a mais – costuma dar  boas declarações até hoje, sem o discurso oficial dos atletas atuais.

Em 94, Echtverry foi expulso com menos de um minutos em campo

Em 94, Echtverry foi expulso com menos de um minutos em campo

Marco ‘El Diablo’ Echtverry (Bolívia) – 1994

Echtverry entrou para o hall dos carrascos do Brasil, quando comandou a vitória boliviana nas eliminatórias para o Mundial de 1994, em que a sua seleção conseguiu uma histórica classificação, algo que não aconteceria há 44 anos.

Na Copa, a Bolívia estreou justamente no jogo de abertura, contra a Alemanha e ‘El Diablo’, conseguiu um feito histórico: entrou em campo no decorrer da partida e foi expulso com menos de um minuto, em uma das cenas que marcou a decepção que foi a Bolívia na competição.

Por mais ídolo que tenha sido em seu país – liderando a geração mais talentosa que o país sul-americano já produziu -, e até mesmo nos Estados Unidos – atuou por muitos anos no DC United nos primórdios da Major League Soccer (MLS)- Echtverry ficou marcado por aquele cartão vermelho recebido em Chicago.

Milla será lembrado pelos gols e pela lambada

Milla será lembrado pelos gols e pela lambada

Roger Milla (Camarões) – 1982, 1990 e 94

Roger Milla é o jogador mais velho a marcar em um mundial, quando aos 41 anos fez o de honra para Camarões na goleada por 6 a 1 diante da Rússia. Só isso já o garantia na lista, afinal a marca é praticamente impossível de ser igualada um dia.

Mas o camaronês foi o líder – mesmo sempre entrando no segundo tempo das partidas – de uma das seleções mais carismáticas das Copas. Afinal, quem não recorda com carinho do que fizeram os Leões Indomáveis na Itália, em 1990, que só foram eliminados nas quartas de final após um duelo eletrizante contra a Inglaterra.

Para completar, a lambada desajeitada que dançava ao comemorar os seus tentos foi a pioneira em dancinhas toscas como comemorações, embora isso não seja lá algo para virar motivo de orgulho.

Melhor goleiro da Copa de 94, Preud'homme quase jogou pelo Fluminense

Melhor goleiro da Copa de 94, Preud’homme quase jogou pelo Fluminense

Preud’homme (Bélgica) – 1990 e 1994

Michel Preud’homme teve de esperar o espetacular Jean-Marie Pfaff se aposentar para finalmente virar o dono da camisa 1 da Bélgica em Mundiais, o que o ocorreu em 1994. E ele correspondeu com defesas incríveis e plásticas, como resultado foi eleito o melhor de sua posição na competição realizada nos Estados Unidos.

Além disso, o estilão com cabelos cumpridos desgrenhados, o belga foi protagonista de uma das cenas mais incríveis da história do torneio. Durante o duelo de quartas de final contra a Alemanha, quando a partida estava 3 a 2 para o germânicos, ele foi até a área adversária tentar o cabeceio, mas não obteve sucesso.

Fechando o folclore acerca de Preud’homme, em 1999 ele esteve envolvido em uma negociação desastrosa, quando foi anunciado como contratado do Fluminense, que disputaria a Série C. O Benfica, dono dos direitos do atleta, não liberou e o goleiro acabou se aposentando.

Raul Quiroga deu uma forcinha aos argentinos em 1978

Raul Quiroga deu uma forcinha aos argentinos em 1978

Raul Quiroga (Peru) – 1978 e 82

Argentino naturalizado peruano, Raul Quiroga foi titular do Peru nas sua últimas participações da equipe em Mundiais – 1978 e 1983. Entretanto, não é por isso que o arqueiro entra na lista de jogadores mais folclóricos da Copa do Mundo.

Em 1978, as semifinais eram disputadas em dos grupos de quatro times. O Peru estava na mesma chaves de Brasil, Argentina e Polônia. Na última rodada pegou a albiceleste, que precisava vencer por quatro gols de diferença para chegar à final, uma vez que a Canarinha tinha batido os poloneses por 3 a 1.

Pois bem, com uma atuação suspeita do goleiro, a Argentina goleou por 6 a 0 se classificando para a final, onde seria campeão. Já Raul Quiroga ganhou o apelido de Raul Que Droga e é persona non grata no Brasil até hoje.

 

valderrama

Valderrama é um ícone do futebol dos anos 90

Carlos Valderrama (Colômbia) – 1990,94 e 98

Valderrama virou sinônimo de “grande cabeleira” devido ao vasto cabelo loiro que o camisa 10 da seleção colombiana ostentou durante sua longa carreira, que teve momentos de grandes brilhos em seu país, na França e nos Estados Unidos, onde participou do início da Major League Soccer (MLS).

El Pibe era o grande maestro da melhor geração da história da equipe cafeteira, quando, pela primeira vez, a Colômbia chegou a ameaçar o status de Brasil e Argentina, além de superar o Uruguai como terceira força do continente.

Apesar disso, o estilo cadenciado demais que Valderrama imprimia em seus times, o deixou com fama de preguiçoso e lento, criando o esteriótipo do que o jogador colombiano não consegue render em alto nível. Mas quem viu o futebol dos anos 90 sempre vai lembrar daquele camisa 10 loiro dando passes precisos.

Hernandez sempre deixava a sua marca contra o Brasil

Hernandez sempre deixava a sua marca contra o Brasil

Luiz Hernandez (México) – 1998

Mais um mexicano na lista, o que prova como a terra que nos deu Chaves e Chapolim é fértil em criar grandes personagens. Luiz Hernandez talvez tenha sido o primeiro mexicano a ganhar ares de carrasco para o torcedor brasileiro, onde vez que sempre deixava a sua marca contra o Brasil.

Para piorar, EL matador’ era muito parecido fisicamente com o argentino Claudio Caniggia, que marcou pela Argentina o gol que eliminou a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1990, na Itália.

A semelhança, somada aos gols pelo México e Necaxa, renderam uma transferência para o Boca Junior, mas Hernandez não foi sombra do goleador que sempre atormentou a defesa brasileira.

Taribo West teria adulterado a sua idade em 12 anos

Taribo West teria adulterado a sua idade em 12 anos

Taribo West (Nigéria) – 1998 e 2002

Taribo West é um mistério do futebol. Zagueiro limitado e de poucos recursos técnicos, o nigeriano foi campeão olímpico – 1996 – disputou duas Copas do Mundo – 1998 e 2002 – com sua seleção. E mais,  ainda vestiu as camisas de dois do principais clubes da Europa, Milan e Internazionale, ambos da Itália.

Senão já bastasse isso para entrar na lista, ele apelava no visual. Mesmo com pouco cabelo, o africano abusava das trancinhas coloridas, cortes ousados e dentes com adereços, que até hoje viraram moda nos gramados pelo mundo, vide Fábio Ferreira (ex-Botafogo) e Vagner Love (ex-Flamengo).

Além disso, West teria adulterado a sua idade em 12 anos, o que seria o “maior caso de gato da história”. No ano passado, o ex-presidente do Partizan da Sérvia, onde o zagueiro atuou, deu a seguinte declaração. “Nós contratamos ele quando tinha 28 anos. Depois nós descobrimos que na verdade a sua idade era de 40 anos, mas ele ainda estava jogando bem e não desistimos de tê-lo em nosso time”. Ou seja, West é um folclore ambulante.

Ivanov ganhou uma competição com o seu nome

Ivanov ganhou uma competição com o seu nome

Trifon Ivanov (Bulgária) 1994 e 1998

O zagueiro Ivanov fez parte da maior geração do futebol búlgaro, que foi semifinalista e 4ª colocada da Copa do Mundo de 1994, e ainda disputou a Eurocopa de 1996 e o Mundial de 1998. Entretanto, o defensor entra na lista pelo fator extracampo.

Ivanov, que ostentava um corte de cabelo digno de um sertanejo dos anos 90, é até hoje considerado um dos jogadores mais feios da história do esporte. Seu nome sempre é lembrado em eleições do tipo, que deu a ele um carisma e uma fama toda especial.

No Brasil, o zagueiro – que batia muito, diga-se de passagem – foi homenageado com a criação da Copa Trifon Ivanov, cujo o objetivo é premiar os jogadores esforçados, que nunca são devidamente reconhecidos, assim com o zagueiro búlgaro nunca foi em sua longa carreira.

Tshabalala marcou o primeiro gol da Copa do Mundo de 2010

<strong>Tshabalala marcou o primeiro gol da Copa do Mundo de 2010</strong>

Siphiwe Tshabalala (África do Sul ) – 2010

Somente pela sonoridade do seu nome, Tshabalala já era um candidato para a lista. Some isso a vasta cabeleira cheia de dreadlocks e a ‘discreta’ camisa amarela da seleção Sul-Africana, você tem um personagem com grandes chances de chamar a atenção durante uma Copa do Mundo.

Para completar, o meia-esquerda teve a honra de marcar o primeiro gol do Mundial de 2010, realizado em seu país. O tento ainda foi premiado pela Fifa com o mais importantes daquela temporada, deixando o jogador eternizado.

Além disso, Tshabalala passou a ser imitado por vários lugares. No Brasil, vários atletas adotaram o estilo do cabelo, que antes do africano era pouco visto dentro das quatro linhas.

Atualmente, o meia-esquerda segue atuando pela seleção do seu país e ainda defende o time do Kaizer Chiefs, nome mais lembrado pela banda inglesa (que se chama Kaiser Chiefs, com S), do que pelo clube sul-africano.

Materazzi poderia ser sul-americano de tão violento que era

Materazzi poderia ser sul-americano de tão violento que era

Materazzi (Itália) – 2002 e 2006

Materazzi ficou conhecido em seu país por dois motivos: fazer muitos gols – é o zagueiro mais goleador em todos os tempos da Série A – e por ser muito violento. O popular “bate até na mãe em noite de Natal”. O arsenal de pancadaria do zagueiro pode ser visto em coletâneas no YouTube. Mas foi isso o credenciou para vestir por tanto tempo a camisa da Squadra Azzura.

O irônico é o fato dele ter entrado de vez na história do futebol por ter sido agredido. Durante a final da Copa do Mundo de 2006, entre Itália e França, o craque Zinedine Zidane não suportou mais as provocações do defensor e acertou uma cabeçada no peito de Materazzi.

Depois do incidente, a equipe italiana ficou com o título, mas a agressão do francês é a imagem mais reprisada quando se fala daquele mundial do que até mesmo o pênalti decisivo cobrado por Fabio Grosso.

 

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Copa do Mundo: Relembre os jogadores mais folclóricos da história dos mundiais

Alguns jogadores entraram para a história das Copas do Mundo, mais por sua personalidade ou pelo folclore em torno dos seus nome do que pelo talento

Por Caio Costa em Copa do Mundo 2014

30 de maio de 2014 às 10:15

Há 5 anos

Muitos craques entram para a história do futebol por terem brilhado em Copas do Mundo. Outros jogadores ficaram marcados mais pelo folclore do que pelo talento demonstrado dentro da quartos linhas.

Afinal, quem não recorda de Alexis Lalas, o ex-zagueiro norte-americano com pinta de cantor de rock? Ou do goleiro Higuita e suas aventuras, que muitas vezes deram prejuízo à Seleção Colombiana.

E assim, o Tribuna do Ceará resolveu listar os jogadores mais folclóricos do mundiais. Alguns deles eram geniais, outros apenas esforçados, mas todos sempre são lembrados pelos fãs de futebol a cada quatro anos.

Confira abaixo

Loco Abreu justificou o apelido em 2010 Foto: LastSticker

Loco Abreu justificou o apelido em 2010 Foto: LastSticker

Abreu (Uruguai) – Copas de 2002 e 2010

Abreu possui o apelido de “Loco” desde dos tempos que defendia o San Lorenzo, da Argentina, e já tinha disputado a Copa do Mundo de 2002 usando a alcunha, mas somente no Mundial de 2010 ele fez valer o título.

Após um jogo emocionante, que terminou empatado por 1 a 1 no tempo normal, Uruguai e Gana foram para a prorrogação, que também terminou empatada, após penalidade máxima perdida por Gian para os africanos.

Desta forma, a vaga na semifinal foi para a decisão por pênaltis, onde na última cobrança, Abreu converteu usado uma cavadinha, fazendo com que o lance se tornasse um dos segundos mais longos da história e levando à Celeste à fase seguinte depois de 40 anos.

Blanco inventou o "drible do canguru" Foto: LastSticker

Blanco inventou o “drible do canguru” Foto: LastSticker

Blanco (México) – 1998, 2002 e 2010

Blanco é um verdadeiro ídolo em seu país. Artilheiro e campeão por vários clubes, era o principal jogador na maior conquista da seleção mexicana profissional – a Copa das Confederações de 1999. Mas o meia, que se tornaria atacante, entra na lista por um motivo inusitado: ele inventou o “drible do canguru”.

Durante o duelo contra a Coreia do Sul, na Copa de 1998, cercado por dois coreanos, Blanco prendeu a bola nas suas pernas e deu um pulo, passando entre os marcadores. O inusitado lance causou reclamões do asiáticos, que o consideraram ilegal, e até hoje é recordado pelos fãs de futebol ao redor do globo.

Blanco ainda jogaria as Copas de 2002 e 2010, sempre repetindo o drible que o tornou famoso e deve encerrar a carreira no final desta temporada, vestindo a camisa do Puebla. Além disso, ele acumula no currículo uma insólita participação na novela El Triunfo del amor (O Triunfo do amor) com o personagem Juanjo.

O baixinho Jorge Campos é mais lembrado pelas roupas do que pelas defesas Foto: LastSticker

O baixinho Jorge Campos é mais lembrado pelas roupas do que pelas defesas Foto: LastSticker

Jorge Campos (México) – 1994, 98 e 2002

Jorge Campos se destacava logo de cara por dois motivos: a altura – tem apenas 1,73, muito baixo para um goleiro e as roupas – que de tão extravagantes, pareceriam terem saído de um galpão de circo. Apesar desses atributos, El Chapulín disputou três Copas do Mundo, duas como titular,  é ídolo na terra de Pancho Villa e acumulou 130 partidas pela seleção local.

Além disso, Campos chegou a atuar como atacante em alguns clubes, chegando a marcar exatos 32 gols como profissional. Mas sempre será lembrado pela estatura e pelo vestuário, que poderia ter sido criado por uma criança de cinco anos com uma caneta marca texto em suas mãos.

Em 2005 fez o seu jogo de despedida dos gramados em um amistoso entre veteranos do México e do Brasil, que teve a participação de Romário, também homenageado na partida que aconteceu em Los Angeles.

Higuita era um louco de pedra Foto: LastStocker

Higuita era um louco de pedra Foto: LastStocker

Renê Higuita (Colômbia) – 1990

O goleiro colombiano foi um verdadeiro pioneiro na posição. Com possuía algum talento com o pés – algo raro em goleiros nos anos 80 e 90 – o arqueiro costumava iniciar as jogadas de ataque das suas equipes. Entretanto, foi assim que ele entregou o ouro nas oitavas de final do mundial de 1990. Ao tentar driblar o veterano Roger Milla, foi desarmado e viu o veterano marcar o gol que decretou a classificação de Camarões.

Não esteve na Copa de 1994 – onde os cafeteiros entraram como favoritos e saíram como a grande decepção –  porque estava suspenso e em 1995 fez a histórica “defesa do Escorpião”, em um amistoso contra a Inglaterra em Wembley

Um verdadeiro louco de pedra, até hoje amado pelos seus compatriotas por ter sido um ícone de uma geração, que colocou a Seleção Colombiana no mapa do futebol mundial.

Pinta de roqueiro, mas zagueiro de muita raça. Assim era Lalas Foto: Last Stocker

Pinta de roqueiro, mas zagueiro de muita raça. Assim era Lalas Foto: Last Stocker

Alexis Lalas (Estados Unidos) – 1994 e 1998

Alto, ruivo, com um cavanhaque e norte-americano. Poderíamos estar falando de um cantor de rock ou até mesmo de astro de Hollywood, mas trata-se de Alexi Lalas, ex-zagueiro da seleção ianque nas Copas de 1994 e 1998. Aguerrido, conquistou a torcida do seu país e é um dos expoentes do esporte bretão por lá.

Chegou a ser contratado pelo pequeno Pádova, que na época atuava na Série A italiana e desta forma se tornou o primeiro jogador dos EUA a atuar na Velha Bota, mas logo retornou para defender o New England Revolution, na primeira temporada da MLS.

Atualmente, depois de ser dirigente, é comentarista na ESPN, onde segue mostrando a mesma personalidade e mostra ter um língua afiada. Ah, e ele lançou até CD como cantor de folk.

Chilavert foi um dos melhores goleiro da Copa de 98

Chilavert foi um dos melhores goleiro da Copa de 98

Chilavert (Paraguai) – 1994, 1998 e 2002

Até Rogério Ceni o superar em 2006, José Luiz Chilavert era maior goleiro artilheiro do futebol mundial, mas o paraguaio era muito mais que isso. Temperamental, dono de personalidade forte, foi um dos melhores da sua posição na Copa de 1998 e marcou uma geração que tinha nomes como Arce, Gamarra, Acuña e Rivarola.

Entretanto, Chilavert também será lembrado pelas confusões, com a cusparada em Roberto Carlos após um jogo de eliminatórias para o Mundial de 2002, o que custou uma suspensão dura.

Desbocado, o goleiro guarani, que sempre se considerou o melhor do mundo na sua posição –  mesmo quando já exibia alguns quilinhos a mais – costuma dar  boas declarações até hoje, sem o discurso oficial dos atletas atuais.

Em 94, Echtverry foi expulso com menos de um minutos em campo

Em 94, Echtverry foi expulso com menos de um minutos em campo

Marco ‘El Diablo’ Echtverry (Bolívia) – 1994

Echtverry entrou para o hall dos carrascos do Brasil, quando comandou a vitória boliviana nas eliminatórias para o Mundial de 1994, em que a sua seleção conseguiu uma histórica classificação, algo que não aconteceria há 44 anos.

Na Copa, a Bolívia estreou justamente no jogo de abertura, contra a Alemanha e ‘El Diablo’, conseguiu um feito histórico: entrou em campo no decorrer da partida e foi expulso com menos de um minuto, em uma das cenas que marcou a decepção que foi a Bolívia na competição.

Por mais ídolo que tenha sido em seu país – liderando a geração mais talentosa que o país sul-americano já produziu -, e até mesmo nos Estados Unidos – atuou por muitos anos no DC United nos primórdios da Major League Soccer (MLS)- Echtverry ficou marcado por aquele cartão vermelho recebido em Chicago.

Milla será lembrado pelos gols e pela lambada

Milla será lembrado pelos gols e pela lambada

Roger Milla (Camarões) – 1982, 1990 e 94

Roger Milla é o jogador mais velho a marcar em um mundial, quando aos 41 anos fez o de honra para Camarões na goleada por 6 a 1 diante da Rússia. Só isso já o garantia na lista, afinal a marca é praticamente impossível de ser igualada um dia.

Mas o camaronês foi o líder – mesmo sempre entrando no segundo tempo das partidas – de uma das seleções mais carismáticas das Copas. Afinal, quem não recorda com carinho do que fizeram os Leões Indomáveis na Itália, em 1990, que só foram eliminados nas quartas de final após um duelo eletrizante contra a Inglaterra.

Para completar, a lambada desajeitada que dançava ao comemorar os seus tentos foi a pioneira em dancinhas toscas como comemorações, embora isso não seja lá algo para virar motivo de orgulho.

Melhor goleiro da Copa de 94, Preud'homme quase jogou pelo Fluminense

Melhor goleiro da Copa de 94, Preud’homme quase jogou pelo Fluminense

Preud’homme (Bélgica) – 1990 e 1994

Michel Preud’homme teve de esperar o espetacular Jean-Marie Pfaff se aposentar para finalmente virar o dono da camisa 1 da Bélgica em Mundiais, o que o ocorreu em 1994. E ele correspondeu com defesas incríveis e plásticas, como resultado foi eleito o melhor de sua posição na competição realizada nos Estados Unidos.

Além disso, o estilão com cabelos cumpridos desgrenhados, o belga foi protagonista de uma das cenas mais incríveis da história do torneio. Durante o duelo de quartas de final contra a Alemanha, quando a partida estava 3 a 2 para o germânicos, ele foi até a área adversária tentar o cabeceio, mas não obteve sucesso.

Fechando o folclore acerca de Preud’homme, em 1999 ele esteve envolvido em uma negociação desastrosa, quando foi anunciado como contratado do Fluminense, que disputaria a Série C. O Benfica, dono dos direitos do atleta, não liberou e o goleiro acabou se aposentando.

Raul Quiroga deu uma forcinha aos argentinos em 1978

Raul Quiroga deu uma forcinha aos argentinos em 1978

Raul Quiroga (Peru) – 1978 e 82

Argentino naturalizado peruano, Raul Quiroga foi titular do Peru nas sua últimas participações da equipe em Mundiais – 1978 e 1983. Entretanto, não é por isso que o arqueiro entra na lista de jogadores mais folclóricos da Copa do Mundo.

Em 1978, as semifinais eram disputadas em dos grupos de quatro times. O Peru estava na mesma chaves de Brasil, Argentina e Polônia. Na última rodada pegou a albiceleste, que precisava vencer por quatro gols de diferença para chegar à final, uma vez que a Canarinha tinha batido os poloneses por 3 a 1.

Pois bem, com uma atuação suspeita do goleiro, a Argentina goleou por 6 a 0 se classificando para a final, onde seria campeão. Já Raul Quiroga ganhou o apelido de Raul Que Droga e é persona non grata no Brasil até hoje.

 

valderrama

Valderrama é um ícone do futebol dos anos 90

Carlos Valderrama (Colômbia) – 1990,94 e 98

Valderrama virou sinônimo de “grande cabeleira” devido ao vasto cabelo loiro que o camisa 10 da seleção colombiana ostentou durante sua longa carreira, que teve momentos de grandes brilhos em seu país, na França e nos Estados Unidos, onde participou do início da Major League Soccer (MLS).

El Pibe era o grande maestro da melhor geração da história da equipe cafeteira, quando, pela primeira vez, a Colômbia chegou a ameaçar o status de Brasil e Argentina, além de superar o Uruguai como terceira força do continente.

Apesar disso, o estilo cadenciado demais que Valderrama imprimia em seus times, o deixou com fama de preguiçoso e lento, criando o esteriótipo do que o jogador colombiano não consegue render em alto nível. Mas quem viu o futebol dos anos 90 sempre vai lembrar daquele camisa 10 loiro dando passes precisos.

Hernandez sempre deixava a sua marca contra o Brasil

Hernandez sempre deixava a sua marca contra o Brasil

Luiz Hernandez (México) – 1998

Mais um mexicano na lista, o que prova como a terra que nos deu Chaves e Chapolim é fértil em criar grandes personagens. Luiz Hernandez talvez tenha sido o primeiro mexicano a ganhar ares de carrasco para o torcedor brasileiro, onde vez que sempre deixava a sua marca contra o Brasil.

Para piorar, EL matador’ era muito parecido fisicamente com o argentino Claudio Caniggia, que marcou pela Argentina o gol que eliminou a Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1990, na Itália.

A semelhança, somada aos gols pelo México e Necaxa, renderam uma transferência para o Boca Junior, mas Hernandez não foi sombra do goleador que sempre atormentou a defesa brasileira.

Taribo West teria adulterado a sua idade em 12 anos

Taribo West teria adulterado a sua idade em 12 anos

Taribo West (Nigéria) – 1998 e 2002

Taribo West é um mistério do futebol. Zagueiro limitado e de poucos recursos técnicos, o nigeriano foi campeão olímpico – 1996 – disputou duas Copas do Mundo – 1998 e 2002 – com sua seleção. E mais,  ainda vestiu as camisas de dois do principais clubes da Europa, Milan e Internazionale, ambos da Itália.

Senão já bastasse isso para entrar na lista, ele apelava no visual. Mesmo com pouco cabelo, o africano abusava das trancinhas coloridas, cortes ousados e dentes com adereços, que até hoje viraram moda nos gramados pelo mundo, vide Fábio Ferreira (ex-Botafogo) e Vagner Love (ex-Flamengo).

Além disso, West teria adulterado a sua idade em 12 anos, o que seria o “maior caso de gato da história”. No ano passado, o ex-presidente do Partizan da Sérvia, onde o zagueiro atuou, deu a seguinte declaração. “Nós contratamos ele quando tinha 28 anos. Depois nós descobrimos que na verdade a sua idade era de 40 anos, mas ele ainda estava jogando bem e não desistimos de tê-lo em nosso time”. Ou seja, West é um folclore ambulante.

Ivanov ganhou uma competição com o seu nome

Ivanov ganhou uma competição com o seu nome

Trifon Ivanov (Bulgária) 1994 e 1998

O zagueiro Ivanov fez parte da maior geração do futebol búlgaro, que foi semifinalista e 4ª colocada da Copa do Mundo de 1994, e ainda disputou a Eurocopa de 1996 e o Mundial de 1998. Entretanto, o defensor entra na lista pelo fator extracampo.

Ivanov, que ostentava um corte de cabelo digno de um sertanejo dos anos 90, é até hoje considerado um dos jogadores mais feios da história do esporte. Seu nome sempre é lembrado em eleições do tipo, que deu a ele um carisma e uma fama toda especial.

No Brasil, o zagueiro – que batia muito, diga-se de passagem – foi homenageado com a criação da Copa Trifon Ivanov, cujo o objetivo é premiar os jogadores esforçados, que nunca são devidamente reconhecidos, assim com o zagueiro búlgaro nunca foi em sua longa carreira.

Tshabalala marcou o primeiro gol da Copa do Mundo de 2010

<strong>Tshabalala marcou o primeiro gol da Copa do Mundo de 2010</strong>

Siphiwe Tshabalala (África do Sul ) – 2010

Somente pela sonoridade do seu nome, Tshabalala já era um candidato para a lista. Some isso a vasta cabeleira cheia de dreadlocks e a ‘discreta’ camisa amarela da seleção Sul-Africana, você tem um personagem com grandes chances de chamar a atenção durante uma Copa do Mundo.

Para completar, o meia-esquerda teve a honra de marcar o primeiro gol do Mundial de 2010, realizado em seu país. O tento ainda foi premiado pela Fifa com o mais importantes daquela temporada, deixando o jogador eternizado.

Além disso, Tshabalala passou a ser imitado por vários lugares. No Brasil, vários atletas adotaram o estilo do cabelo, que antes do africano era pouco visto dentro das quatro linhas.

Atualmente, o meia-esquerda segue atuando pela seleção do seu país e ainda defende o time do Kaizer Chiefs, nome mais lembrado pela banda inglesa (que se chama Kaiser Chiefs, com S), do que pelo clube sul-africano.

Materazzi poderia ser sul-americano de tão violento que era

Materazzi poderia ser sul-americano de tão violento que era

Materazzi (Itália) – 2002 e 2006

Materazzi ficou conhecido em seu país por dois motivos: fazer muitos gols – é o zagueiro mais goleador em todos os tempos da Série A – e por ser muito violento. O popular “bate até na mãe em noite de Natal”. O arsenal de pancadaria do zagueiro pode ser visto em coletâneas no YouTube. Mas foi isso o credenciou para vestir por tanto tempo a camisa da Squadra Azzura.

O irônico é o fato dele ter entrado de vez na história do futebol por ter sido agredido. Durante a final da Copa do Mundo de 2006, entre Itália e França, o craque Zinedine Zidane não suportou mais as provocações do defensor e acertou uma cabeçada no peito de Materazzi.

Depois do incidente, a equipe italiana ficou com o título, mas a agressão do francês é a imagem mais reprisada quando se fala daquele mundial do que até mesmo o pênalti decisivo cobrado por Fabio Grosso.