Cearense tem coleção de camisas usadas por jogadores avaliada em R$ 60 mil


Cearense tem coleção de camisas usadas por jogadores avaliada em R$ 60 mil

O aficionado Guto Loureiro é estudante e possui 134 camisas de futebol, todas oficiais e utilizadas em jogos, algumas até autografadas pelos atletas

Por Lucas Matos em Perfil

21 de fevereiro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Guto espera cinco camisas para chegar a 139 em sua coleção (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

Guto espera cinco camisas para chegar a 139 em sua coleção (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

Pode um estudante ser viciado em colecionar camisas de times de futebol? Sim, pode. Mas e se as peças custarem de R$ 500 a R$ 2 mil? Pois é. Guto Loureiro, 22, é um aficionado pelo esporte. Estudioso, decidiu investir dinheiro em peças que são muito difíceis de encontrar. A grande particularidade que deixa seu hobby ainda mais caro é: apenas peças utilizadas em jogos oficiais.

Loureiro deu o pontapé inicial em 2009, pesquisando na internet, com um olhar em especial na coleção de algumas pessoas, que já participavam desse ramo há muito tempo. “Acabei criando gosto, justamente porque eu queria ter algo dos jogadores na minha própria casa e mostrar para os amigos e curiosos. É sempre divertido quando eles vêm aqui. Vejo que ficam pasmos”, afirmou. E ficam mesmo. Até o repórter da TV Jangadeiro e também verminoso por futebol, Caio Costa, ficou maravilhado com a diversidade de clubes em um único espaço.

“A coleção dele é espetacular, de dar inveja. Também coleciono, faço questão de camisas oficiais, nada de réplicas”, explicou o jornalista.

A respeito das camisas, ele optou por ampliar seu leque, ou seja, não ficar somente nas vestimentas brasileiras, pelo fato da desvalorização, encarecimento e pouca procura das peças nacionais. Em seu quarto há exatas 134 camisas expostas, tendo mais cinco a receber.

“Como sempre gostei do futebol, então quero blusas de vários times diferentes, não somente do time que torço, Vasco da Gama, mas de outros clubes, sendo europeus, asiáticos… É o carimbo da instituição”, afirmou. Apesar de obviamente não gostar do Flamengo, ele faz questão de dizer que as camisas do rubro-negro já passaram por suas mãos, contudo, preferiu repassá-las à outros compradores.

Outro detalhe importante é que a questão não é apenas a peça física, a camisa em si. Guto também pensa e analisa o valor histórico de cada peça. Antes de negociar, o colecionador faz questão de estudar cada detalhe, em qual competição ela foi usada, a partida, se possui os patches (emblemas) da competição, ou seja, a história da blusa.

Uma curiosidade é que, por serem de times estrangeiros, a maioria de suas camisas são de manga longa. O motivo específico, segundo o mesmo, as de frio conseguem ser mais difíceis de encontrar no mercado.

Histórias curiosas

Para conseguir todo o material, o estudante sempre faz uma intensa pesquisa na internet, utilizando sites especializados e grupos de redes sociais. Mesmo com tanta informação na rede, por ser um apaixonado, ele já fez algumas loucuras para conseguir produtos raros. Uma camisa deixada no vestiário por Sérgio Ramos, após a final da Champions League (Real Madrid x Atlético de Madrid), em que o Real venceu seu 10º titulo europeu custou R$ 2 mil, em um leilão no eBay.

“Eu estava no terminal de ônibus, quando vi aquela camisa do Spartak Moscou, da Rússia, então, foi uma reação espontânea. Desci do coletivo feito um doido, corri atrás do cara, e quando fui falar com o senhor, ele tomou um susto, pensando que eu iria tomar a camisa dele, mas eu expliquei que eu era colecionador e tudo mais, aí ficou mais calmo. Meses depois, descobri que a pessoa abordada é irmão do Ari, que jogou no Fortaleza”, afirmou.

Além disso, alerta que, para ter a vestimenta há um risco das compras feitas pela internet. O comprador paga antes, depois recebe o produto.

coleção-de-camisas

São 134 camisas (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

“Consigo via eBay, Facebook, faço negócio com diversos colecionadores pelo mundo afora e gente ligada ao futebol. Participo, também, de muitos leilões, não só do Brasil, mas de outros países e, inclusive, já deixei de lanchar no colégio somente para juntar dinheiro e gastar com a minha coleção”, afirmou.

Raridade

Há camisas que sempre serão as mais procuradas, portanto, além de serem poucas, são bem complicadas de encontrar no mercado.

O estudante possui até uma camisa de Copa do Mundo, do goleiro Schwarzer (da Austrália, Copa de 2006), mas que a mais rara que possui é uma peça usada em uma ação da Nike contra o racismo, onde as seleções da Rússia, Portugal e Holanda usaram uniformes preto e branco.

“Tenho uma da Rússia, rara, modelo único. A seleção russa só usou uma única vez, em um amistoso contra a Itália, no ano de 2005, e perderam por 2 a 0. Hoje, no mundo, eu conheço somente duas pessoas que tenham o mesmíssimo modelo que a minha, porém, com a numeração diferente. Um italiano tem a número 3, um francês tem a 13, enquanto eu tenho a 11”, afirmou.

Entretanto, mesmo sendo a da equipe russa a mais rara, há outra camisa que Guto tem um carinho especial. Uma do jogador David Beckham, quando defendia o Milan. “Veio até cheirosa”, ri da situação o colecionador.

Coleção
1/9

Coleção

Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

Coleção
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Coleção

Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

Coleção
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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

Coleção
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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

Seleção russa
8/9

Seleção russa

Uma das camisas mais valiosas em sua coleção (Foto: Guto Loureiro)

Estilo Beckham
9/9

Estilo Beckham

Conhecido por ter um aroma peculiar, a camisa veio cheirosa (Foto: Guto Loureiro)

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Cearense tem coleção de camisas usadas por jogadores avaliada em R$ 60 mil

O aficionado Guto Loureiro é estudante e possui 134 camisas de futebol, todas oficiais e utilizadas em jogos, algumas até autografadas pelos atletas

Por Lucas Matos em Perfil

21 de fevereiro de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Guto espera cinco camisas para chegar a 139 em sua coleção (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

Guto espera cinco camisas para chegar a 139 em sua coleção (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

Pode um estudante ser viciado em colecionar camisas de times de futebol? Sim, pode. Mas e se as peças custarem de R$ 500 a R$ 2 mil? Pois é. Guto Loureiro, 22, é um aficionado pelo esporte. Estudioso, decidiu investir dinheiro em peças que são muito difíceis de encontrar. A grande particularidade que deixa seu hobby ainda mais caro é: apenas peças utilizadas em jogos oficiais.

Loureiro deu o pontapé inicial em 2009, pesquisando na internet, com um olhar em especial na coleção de algumas pessoas, que já participavam desse ramo há muito tempo. “Acabei criando gosto, justamente porque eu queria ter algo dos jogadores na minha própria casa e mostrar para os amigos e curiosos. É sempre divertido quando eles vêm aqui. Vejo que ficam pasmos”, afirmou. E ficam mesmo. Até o repórter da TV Jangadeiro e também verminoso por futebol, Caio Costa, ficou maravilhado com a diversidade de clubes em um único espaço.

“A coleção dele é espetacular, de dar inveja. Também coleciono, faço questão de camisas oficiais, nada de réplicas”, explicou o jornalista.

A respeito das camisas, ele optou por ampliar seu leque, ou seja, não ficar somente nas vestimentas brasileiras, pelo fato da desvalorização, encarecimento e pouca procura das peças nacionais. Em seu quarto há exatas 134 camisas expostas, tendo mais cinco a receber.

“Como sempre gostei do futebol, então quero blusas de vários times diferentes, não somente do time que torço, Vasco da Gama, mas de outros clubes, sendo europeus, asiáticos… É o carimbo da instituição”, afirmou. Apesar de obviamente não gostar do Flamengo, ele faz questão de dizer que as camisas do rubro-negro já passaram por suas mãos, contudo, preferiu repassá-las à outros compradores.

Outro detalhe importante é que a questão não é apenas a peça física, a camisa em si. Guto também pensa e analisa o valor histórico de cada peça. Antes de negociar, o colecionador faz questão de estudar cada detalhe, em qual competição ela foi usada, a partida, se possui os patches (emblemas) da competição, ou seja, a história da blusa.

Uma curiosidade é que, por serem de times estrangeiros, a maioria de suas camisas são de manga longa. O motivo específico, segundo o mesmo, as de frio conseguem ser mais difíceis de encontrar no mercado.

Histórias curiosas

Para conseguir todo o material, o estudante sempre faz uma intensa pesquisa na internet, utilizando sites especializados e grupos de redes sociais. Mesmo com tanta informação na rede, por ser um apaixonado, ele já fez algumas loucuras para conseguir produtos raros. Uma camisa deixada no vestiário por Sérgio Ramos, após a final da Champions League (Real Madrid x Atlético de Madrid), em que o Real venceu seu 10º titulo europeu custou R$ 2 mil, em um leilão no eBay.

“Eu estava no terminal de ônibus, quando vi aquela camisa do Spartak Moscou, da Rússia, então, foi uma reação espontânea. Desci do coletivo feito um doido, corri atrás do cara, e quando fui falar com o senhor, ele tomou um susto, pensando que eu iria tomar a camisa dele, mas eu expliquei que eu era colecionador e tudo mais, aí ficou mais calmo. Meses depois, descobri que a pessoa abordada é irmão do Ari, que jogou no Fortaleza”, afirmou.

Além disso, alerta que, para ter a vestimenta há um risco das compras feitas pela internet. O comprador paga antes, depois recebe o produto.

coleção-de-camisas

São 134 camisas (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

“Consigo via eBay, Facebook, faço negócio com diversos colecionadores pelo mundo afora e gente ligada ao futebol. Participo, também, de muitos leilões, não só do Brasil, mas de outros países e, inclusive, já deixei de lanchar no colégio somente para juntar dinheiro e gastar com a minha coleção”, afirmou.

Raridade

Há camisas que sempre serão as mais procuradas, portanto, além de serem poucas, são bem complicadas de encontrar no mercado.

O estudante possui até uma camisa de Copa do Mundo, do goleiro Schwarzer (da Austrália, Copa de 2006), mas que a mais rara que possui é uma peça usada em uma ação da Nike contra o racismo, onde as seleções da Rússia, Portugal e Holanda usaram uniformes preto e branco.

“Tenho uma da Rússia, rara, modelo único. A seleção russa só usou uma única vez, em um amistoso contra a Itália, no ano de 2005, e perderam por 2 a 0. Hoje, no mundo, eu conheço somente duas pessoas que tenham o mesmíssimo modelo que a minha, porém, com a numeração diferente. Um italiano tem a número 3, um francês tem a 13, enquanto eu tenho a 11”, afirmou.

Entretanto, mesmo sendo a da equipe russa a mais rara, há outra camisa que Guto tem um carinho especial. Uma do jogador David Beckham, quando defendia o Milan. “Veio até cheirosa”, ri da situação o colecionador.

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

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Segundo Loureiro, sua coleção está avaliada em R$ 60 mil (Foto: Lucas Matos/Tribuna do Ceará)

Seleção russa
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Seleção russa

Uma das camisas mais valiosas em sua coleção (Foto: Guto Loureiro)

Estilo Beckham
9/9

Estilo Beckham

Conhecido por ter um aroma peculiar, a camisa veio cheirosa (Foto: Guto Loureiro)