Cearense se destaca no futsal espanhol - Esportes


Cearense se destaca no futsal espanhol

Um amistoso da Seleção de Futsal do Crateús nunca rendeu tanto para o ala Bruno Rocha, 22, mais conhecido como “Chaguinha” nas quadras. Tudo por conta de um jogador de futebol de salão do Barcelona que estava na capital cearense, passando férias. Ele bateu os olhos em Bruno e informou imediatamente um treinador espanhol que […]

Por helton em Sem categoria

2 de abril de 2010 às 08:08

Há 9 anos
O cearense "Chaguinha" hoje é ala no Punctum Milenium Pinto, da Espanha

O cearense "Chaguinha" hoje é ala do Punctum Milenium Pinto, da 1ª divisão da liga espanhola

Um amistoso da Seleção de Futsal do Crateús nunca rendeu tanto para o ala Bruno Rocha, 22, mais conhecido como “Chaguinha” nas quadras. Tudo por conta de um jogador de futebol de salão do Barcelona que estava na capital cearense, passando férias. Ele bateu os olhos em Bruno e informou imediatamente um treinador espanhol que estava indo assumir um time na capital da Romênia, na Europa Oriental.

As negociações começaram e foram feitas por telefone. Bruno tinha 21 anos na época. Já havia passado pelo time do BNB Clube – quando foi bicampeão cearense juvenil e bicampeão da Copa Metropolitana – e depois foi para o Sumov, onde começou a jogar adulto aos 17 anos e foi vice-campeão da Copa Metropolitana. Também jogou no sul do país, em Caxias do Sul (RS) e, por fim no Ceará, defendendo a camisa da seleção do time onde foi encontrado para o estrangeiro. É claro que, como todo garoto apaixonado por futebol, fez escolinhas de futsal no colégio e se destacou como pode. Passou pelas seleções do Farias Brito, Nossa Senhora das Graças e Lourenço Filho. “Na época tinha uns 9 anos de idade”, lembra.

Como bom sonhador que sempre foi, Bruno tinha consciência das dificuldades de ser reconhecido, mas sempre tentou superá-las. “Quem joga sabe desde o começo que o futsal não é tão reconhecido como o futebol no Brasil e no Ceará as coisas também são assim”, lamenta. “Pra você ter uma carreira reconhecida aqui no nosso país tem que jogar em algum time do sul ou então ir para fora do país e ser reconhecido por lá”. E foi o que aconteceu.

Ele saiu do Brasil ganhando cinco vezes mais do que ganhava no país do futebol e do melhor jogador de futsal do mundo

Para Bruno ter o que merecia como jogador precisou se distanciar dos amigos, da família e da namorada. Ano passado, quando fechou contrato para jogar fora do país pela primeira vez, acertou com um time da Romênia. “Eu já fui com contrato assinado e todos os gastos foram pagos pelo time”, conta. “Tive direito a passagem de ida e volta, moradia, alimentação, tudo”. Agora, “acertei com o Punctum Millenium Pinto, da primeira divisão da liga espanhola, e também fui com contrato assinado e tudo pago”. Indagado sobre quanto ganha, ele mostra graça e pergunta: “é preciso mesmo eu dizer?”. Sabe-se, pelo menos, que saiu do Brasil ganhando cinco vezes mais do que ganhava no país do futebol e do melhor jogador de futsal do mundo, Falcão, ídolo de Bruno.

Nada é suficiente, porém, para pagar a saudade que sente da família, que sempre o apoiou e continua apoiando. “São oportunidades únicas e de extrema importância para o meu crescimento profissional como jogador. Por isso a gente tenta aguentar a saudade. Por saberem que estou muito feliz onde estou, fazendo o que eu sempre quis, eles acham bom e também ficam muito felizes”.

Se é feliz longe de tudo que gosta – além do futebol de salão, perto estaria completo e com quase todos os sonhos realizados. Quase porque suas pretensões ainda não acabaram. “Quero voltar para o Brasil, mais precisamente para o Sul do país, para jogar em algum time de lá e, assim, poder jogar uma Liga Nacional”.

Veja alguns gols e lances de “Chaguinha”:

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Cearense se destaca no futsal espanhol

Um amistoso da Seleção de Futsal do Crateús nunca rendeu tanto para o ala Bruno Rocha, 22, mais conhecido como “Chaguinha” nas quadras. Tudo por conta de um jogador de futebol de salão do Barcelona que estava na capital cearense, passando férias. Ele bateu os olhos em Bruno e informou imediatamente um treinador espanhol que […]

Por helton em Sem categoria

2 de abril de 2010 às 08:08

Há 9 anos
O cearense "Chaguinha" hoje é ala no Punctum Milenium Pinto, da Espanha

O cearense "Chaguinha" hoje é ala do Punctum Milenium Pinto, da 1ª divisão da liga espanhola

Um amistoso da Seleção de Futsal do Crateús nunca rendeu tanto para o ala Bruno Rocha, 22, mais conhecido como “Chaguinha” nas quadras. Tudo por conta de um jogador de futebol de salão do Barcelona que estava na capital cearense, passando férias. Ele bateu os olhos em Bruno e informou imediatamente um treinador espanhol que estava indo assumir um time na capital da Romênia, na Europa Oriental.

As negociações começaram e foram feitas por telefone. Bruno tinha 21 anos na época. Já havia passado pelo time do BNB Clube – quando foi bicampeão cearense juvenil e bicampeão da Copa Metropolitana – e depois foi para o Sumov, onde começou a jogar adulto aos 17 anos e foi vice-campeão da Copa Metropolitana. Também jogou no sul do país, em Caxias do Sul (RS) e, por fim no Ceará, defendendo a camisa da seleção do time onde foi encontrado para o estrangeiro. É claro que, como todo garoto apaixonado por futebol, fez escolinhas de futsal no colégio e se destacou como pode. Passou pelas seleções do Farias Brito, Nossa Senhora das Graças e Lourenço Filho. “Na época tinha uns 9 anos de idade”, lembra.

Como bom sonhador que sempre foi, Bruno tinha consciência das dificuldades de ser reconhecido, mas sempre tentou superá-las. “Quem joga sabe desde o começo que o futsal não é tão reconhecido como o futebol no Brasil e no Ceará as coisas também são assim”, lamenta. “Pra você ter uma carreira reconhecida aqui no nosso país tem que jogar em algum time do sul ou então ir para fora do país e ser reconhecido por lá”. E foi o que aconteceu.

Ele saiu do Brasil ganhando cinco vezes mais do que ganhava no país do futebol e do melhor jogador de futsal do mundo

Para Bruno ter o que merecia como jogador precisou se distanciar dos amigos, da família e da namorada. Ano passado, quando fechou contrato para jogar fora do país pela primeira vez, acertou com um time da Romênia. “Eu já fui com contrato assinado e todos os gastos foram pagos pelo time”, conta. “Tive direito a passagem de ida e volta, moradia, alimentação, tudo”. Agora, “acertei com o Punctum Millenium Pinto, da primeira divisão da liga espanhola, e também fui com contrato assinado e tudo pago”. Indagado sobre quanto ganha, ele mostra graça e pergunta: “é preciso mesmo eu dizer?”. Sabe-se, pelo menos, que saiu do Brasil ganhando cinco vezes mais do que ganhava no país do futebol e do melhor jogador de futsal do mundo, Falcão, ídolo de Bruno.

Nada é suficiente, porém, para pagar a saudade que sente da família, que sempre o apoiou e continua apoiando. “São oportunidades únicas e de extrema importância para o meu crescimento profissional como jogador. Por isso a gente tenta aguentar a saudade. Por saberem que estou muito feliz onde estou, fazendo o que eu sempre quis, eles acham bom e também ficam muito felizes”.

Se é feliz longe de tudo que gosta – além do futebol de salão, perto estaria completo e com quase todos os sonhos realizados. Quase porque suas pretensões ainda não acabaram. “Quero voltar para o Brasil, mais precisamente para o Sul do país, para jogar em algum time de lá e, assim, poder jogar uma Liga Nacional”.

Veja alguns gols e lances de “Chaguinha”: