Ceará já arrecadou mais de R$ 9 bilhões em impostos em 2013


Ceará já arrecadou mais de R$ 9 bilhões em impostos em 2013

Com toda essa quantia, 711.602 ambulâncias equipadas, 7.486.636 notebooks ou 332.742 carros populares poderiam ser comprados

Por Hayanne Narlla em Ceará

16 de dezembro de 2013 às 16:33

Há 6 anos
O imposto é visto como um vilão para muitas pessoas (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Giovanna Faustini)

O imposto é visto como um vilão para muitas pessoas (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Giovanna Faustini)

Em apenas um ano, o estado do Ceará já arrecadou mais de R$ 9 bilhões em impostos. Esse dado é apontado pelo Impostômetro, site criado por um conjunto de profissionais que realizou um somatório das arrecadações dos tributos estaduais (por meio de ICMS, IPVA, ITCMD, taxas, previdências estaduais).

Com toda essa quantia, 711.602 ambulâncias equipadas, 7.486.636 notebooks ou 332.742 carros populares poderiam ser comprados. Além disso, 97.652 quilômetros de redes de esgoto poderiam ser construídas e 7.812 quilômetros de estradas asfaltadas.

>LEIA MAIS:

Mesmo com o dinheiro de impostos específicos, um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que 50% do total arrecado se deve aos tributos sobre consumo. Isso significa, que a metade do valor recolhido pelo Estado está injetado nos produtos consumidos pela população, como os alimentos, afetando no preço.

O imposto sempre deixará o preço final dos produtos mais caros. O que complica o entendimento desse efeito é que não temos a prática de destacar o valor do imposto incluso no preço final do produto, como ocorre em vários outros países, dando mais transparência para o contribuinte sobre o que ele está pagando”, explica o economista Alex Araújo.

Além desse imposto sobre o produto, existem outros tributos que reduzem a capacidade de consumo, como o Imposto de Renda e outros que incidem sobre as transações comerciais, elevando ainda mais o preço. “Por exemplo, para cada R$ 100 gastos com o consumo de energia elétrica no Brasil, R$ 35 são apenas de impostos”, revela.

Em apenas um ano, o estado do Ceará já arrecadou mais de R$ 9 bilhões em impostos. Esse dado é apontado pelo Impostômetro (ARTE: Tiago Leite)

Em apenas um ano, o estado do Ceará já arrecadou mais de R$ 9 bilhões em impostos. Esse dado é apontado pelo Impostômetro (ARTE: Tiago Leite)

Sobre o imposto

O imposto é visto como um vilão para muitas pessoas. Porém, sem este tipo de arrecadação, a máquina pública não roda, já que os tributos financiam a ação do setor público, possibilitando a oferta de serviços como saúde, educação e segurança. “Teoricamente, deveria ser um elemento de equalização do nível de acesso aos bens e serviços sociais, através do pagamento por parte dos mais ricos em favor dos mais pobres, tendo o Estado como arrecadador, intermediário e executor”, analisa.

Além disso, o Estado também utiliza as taxas dos tributos como papel social, estimulando o desenvolvimento econômico. Um exemplo dessa ação foi a redução do IPI para veículos, incentivando a compra de carros, em um momento que corria riscos de desaquecer.

Porém, a crítica local é sobre a ineficiência do gasto realizado pelo governo, com muitos pontos de vazamento por erros nos desenhos das políticas públicas, má execução e desvios. “Além disso, com um sistema tributário complexo, o custo de administração é muito elevado e há poder excessivo no Governo Federal, em detrimento da autonomia dos Estados e Municípios”, reforça.

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Ceará já arrecadou mais de R$ 9 bilhões em impostos em 2013

Com toda essa quantia, 711.602 ambulâncias equipadas, 7.486.636 notebooks ou 332.742 carros populares poderiam ser comprados

Por Hayanne Narlla em Ceará

16 de dezembro de 2013 às 16:33

Há 6 anos
O imposto é visto como um vilão para muitas pessoas (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Giovanna Faustini)

O imposto é visto como um vilão para muitas pessoas (FOTO: Flickr/ Creative Commons/ Giovanna Faustini)

Em apenas um ano, o estado do Ceará já arrecadou mais de R$ 9 bilhões em impostos. Esse dado é apontado pelo Impostômetro, site criado por um conjunto de profissionais que realizou um somatório das arrecadações dos tributos estaduais (por meio de ICMS, IPVA, ITCMD, taxas, previdências estaduais).

Com toda essa quantia, 711.602 ambulâncias equipadas, 7.486.636 notebooks ou 332.742 carros populares poderiam ser comprados. Além disso, 97.652 quilômetros de redes de esgoto poderiam ser construídas e 7.812 quilômetros de estradas asfaltadas.

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Mesmo com o dinheiro de impostos específicos, um estudo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) aponta que 50% do total arrecado se deve aos tributos sobre consumo. Isso significa, que a metade do valor recolhido pelo Estado está injetado nos produtos consumidos pela população, como os alimentos, afetando no preço.

O imposto sempre deixará o preço final dos produtos mais caros. O que complica o entendimento desse efeito é que não temos a prática de destacar o valor do imposto incluso no preço final do produto, como ocorre em vários outros países, dando mais transparência para o contribuinte sobre o que ele está pagando”, explica o economista Alex Araújo.

Além desse imposto sobre o produto, existem outros tributos que reduzem a capacidade de consumo, como o Imposto de Renda e outros que incidem sobre as transações comerciais, elevando ainda mais o preço. “Por exemplo, para cada R$ 100 gastos com o consumo de energia elétrica no Brasil, R$ 35 são apenas de impostos”, revela.

Em apenas um ano, o estado do Ceará já arrecadou mais de R$ 9 bilhões em impostos. Esse dado é apontado pelo Impostômetro (ARTE: Tiago Leite)

Em apenas um ano, o estado do Ceará já arrecadou mais de R$ 9 bilhões em impostos. Esse dado é apontado pelo Impostômetro (ARTE: Tiago Leite)

Sobre o imposto

O imposto é visto como um vilão para muitas pessoas. Porém, sem este tipo de arrecadação, a máquina pública não roda, já que os tributos financiam a ação do setor público, possibilitando a oferta de serviços como saúde, educação e segurança. “Teoricamente, deveria ser um elemento de equalização do nível de acesso aos bens e serviços sociais, através do pagamento por parte dos mais ricos em favor dos mais pobres, tendo o Estado como arrecadador, intermediário e executor”, analisa.

Além disso, o Estado também utiliza as taxas dos tributos como papel social, estimulando o desenvolvimento econômico. Um exemplo dessa ação foi a redução do IPI para veículos, incentivando a compra de carros, em um momento que corria riscos de desaquecer.

Porém, a crítica local é sobre a ineficiência do gasto realizado pelo governo, com muitos pontos de vazamento por erros nos desenhos das políticas públicas, má execução e desvios. “Além disso, com um sistema tributário complexo, o custo de administração é muito elevado e há poder excessivo no Governo Federal, em detrimento da autonomia dos Estados e Municípios”, reforça.