Ceará é terceiro estado com maior inclusão de deficientes no mercado de trabalho


Ceará é terceiro estado com maior inclusão de deficientes no mercado de trabalho

Apesar dessa realidade, o estudo aponta que algo em torno de 24 mil postos de trabalho deveriam ser ocupados pelas pessoas com deficiência no Ceará

Por Thalyta Martins em Ceará

12 de setembro de 2013 às 18:16

Há 6 anos

Ceará é o terceiro estado com maior presença relativa de pessoas deficientes, ocupando cerca de 963 mil postos de trabalho, assalariados ou não, segundo informações do último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda de acordo com a pesquisa “As pessoas com deficiência e o mercado de trabalho no Ceará” divulgada nesta quinta-feira (12), quase 28% da população cearense possui alguma deficiência, aproximadamente 2,3 milhões, seja ela física, auditiva, visual, mental ou múltipla.

O Estado ficou atrás apenas do Rio Grande do Norte e de São Paulo, considerando o estoque total de empregos, que inclui os vínculos celetistas e estatutários. Já em termos absolutos, o estado ocupa a oitava colocação, com 11,6 mil empregos, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Entre as ocupações com maior presença dessa população estão àquelas ligadas principalmente ao setor industrial e de serviços, entre elas: o trabalhador polivalente de calçados e alimentador de linha de produção, bem como o auxiliar de escritório e assistente administrativos.

Apesar dessa realidade, o estudo aponta que algo em torno de 24 mil postos de trabalho deveriam ser ocupados pelas pessoas com deficiência no Ceará, se levada em consideração a política de cotas que destina entre 2% e 5% dos empregos na iniciativa privada, entre os estabelecimentos com cem empregados ou mais, e entre 5% e 20% das vagas, nos concursos públicos, dependendo dos editais.

“Os dados da pesquisa apontam que há diferentes desigualdades no mercado de trabalho, entre elas, de gênero, idade e escolarização, que também são repercutidas nas pessoas com deficiência, uma vez que as mulheres representam pouco mais de 1/3 das pessoas formalmente empregadas”, destaca o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, De Assis Diniz.

Perfil do trabalhador com deficiência

Mais da metade das pessoas com deficiência que possui carteira assinada ou posto de trabalho equivalente no setor público é do sexo masculino (64,6%), possui deficiência física (65,5%), entre 30 e 49 anos (55,6%) e, no mínimo, possuem o ensino médio completo (53,6%).

Sobre o estudo

A pesquisa “As pessoas com deficiência e o mercado de trabalho no Ceará” divulgada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT),  trata da inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho local. A iniciativa faz parte de uma série de ações que serão desenvolvidas pelo poder público estadual, em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.

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Ceará é terceiro estado com maior inclusão de deficientes no mercado de trabalho

Apesar dessa realidade, o estudo aponta que algo em torno de 24 mil postos de trabalho deveriam ser ocupados pelas pessoas com deficiência no Ceará

Por Thalyta Martins em Ceará

12 de setembro de 2013 às 18:16

Há 6 anos

Ceará é o terceiro estado com maior presença relativa de pessoas deficientes, ocupando cerca de 963 mil postos de trabalho, assalariados ou não, segundo informações do último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ainda de acordo com a pesquisa “As pessoas com deficiência e o mercado de trabalho no Ceará” divulgada nesta quinta-feira (12), quase 28% da população cearense possui alguma deficiência, aproximadamente 2,3 milhões, seja ela física, auditiva, visual, mental ou múltipla.

O Estado ficou atrás apenas do Rio Grande do Norte e de São Paulo, considerando o estoque total de empregos, que inclui os vínculos celetistas e estatutários. Já em termos absolutos, o estado ocupa a oitava colocação, com 11,6 mil empregos, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Entre as ocupações com maior presença dessa população estão àquelas ligadas principalmente ao setor industrial e de serviços, entre elas: o trabalhador polivalente de calçados e alimentador de linha de produção, bem como o auxiliar de escritório e assistente administrativos.

Apesar dessa realidade, o estudo aponta que algo em torno de 24 mil postos de trabalho deveriam ser ocupados pelas pessoas com deficiência no Ceará, se levada em consideração a política de cotas que destina entre 2% e 5% dos empregos na iniciativa privada, entre os estabelecimentos com cem empregados ou mais, e entre 5% e 20% das vagas, nos concursos públicos, dependendo dos editais.

“Os dados da pesquisa apontam que há diferentes desigualdades no mercado de trabalho, entre elas, de gênero, idade e escolarização, que também são repercutidas nas pessoas com deficiência, uma vez que as mulheres representam pouco mais de 1/3 das pessoas formalmente empregadas”, destaca o presidente do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho, De Assis Diniz.

Perfil do trabalhador com deficiência

Mais da metade das pessoas com deficiência que possui carteira assinada ou posto de trabalho equivalente no setor público é do sexo masculino (64,6%), possui deficiência física (65,5%), entre 30 e 49 anos (55,6%) e, no mínimo, possuem o ensino médio completo (53,6%).

Sobre o estudo

A pesquisa “As pessoas com deficiência e o mercado de trabalho no Ceará” divulgada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT),  trata da inserção das pessoas com deficiência no mercado de trabalho local. A iniciativa faz parte de uma série de ações que serão desenvolvidas pelo poder público estadual, em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro.