Contato de pipas com a rede elétrica já prejudicou 215 mil famílias em todo o Ceará em 2013


Contato de pipas com a rede elétrica já prejudicou 215 mil famílias em todo o Ceará em 2013

Em Fortaleza, entre 2010 e 2012, os registros de ocorrências de pipas duplicaram

Por Tribuna do Ceará em Ceará

9 de julho de 2013 às 15:50

Há 6 anos

Com a chegada das férias escolares de julho, o céu ganha um colorido especial: as arraias. Porém, esse passatempo pode se tornar perigoso se alguns cuidados não forem tomados. Além de provocar o desligamento da rede elétrica, com prejuízo à população, essa ação pode causar graves acidentes.

Somente de janeiro a maio deste ano, essa brincadeira foi responsável por 579 ocorrências na rede elétrica, provocando a interrupção do fornecimento de energia para cerca de 215 mil consumidores em todo o Ceará. Em igual período de 2012, a Coelce registrou 1.002 incidências na rede.

Pico de ocorrências

Apesar da redução, ainda existe uma grande preocupação, especialmente nos meses de junho, julho e agosto, quando há um aumento na quantidade de ocorrências em todo o estado, conforme gráfico abaixo. Nos últimos 3 anos (2010, 2011 e 2012), os meses concentraram picos de ocorrências sobre o tema. O mês de junho apresentou um crescimento de cerca de 40%; julho, 62%; e o mês de agosto, aproximadamente 50% dos registros.

Incidências causadas por pipas (ARTE: Coelce/Divulgação)

Incidências causadas por pipas (ARTE: Coelce/Divulgação)

Em Fortaleza, entre 2010 e 2012, os registros de ocorrências de pipas duplicaram. Os bairros que registram maior incidência em Fortaleza foram: Bom Jardim, Canindezinho, Parque Genibaú, Granja Portugal, Jangurussu, Itaperi, Mondubim, Conjunto Ceará, Barroso e Messejana. Considerando o Estado como um todo, os municípios mais afetados por esse tipo de incidência foram: Fortaleza, Juazeiro do Norte, Caucaia, Maracanaú, Crato e Sobral. Juntas, essas cidades concentraram 45% do total de ocorrências registradas em 2013.

Acidentes e mortes

A maioria dos acidentes acontece quando a arraia fica presa à rede elétrica e as crianças tentam retirá-la utilizando materiais condutores, como barras metálicas. Um acidente causado por descarga elétrica pode deixar sequelas e, em casos mais extremos, a morte. Há o perigo de queda, em função do impacto causado pelo choque, e de queimaduras graves.

Danos

É importante ressaltar que a Coelce não é contra a antiga e popular brincadeira das pipas, muito menos do jogo de futebol. Apenas orienta que elas sejam feitas em locais seguros. Choque elétrico e curto-circuito são as principais conseqüências do contato da pipa (e do cerol) com a rede elétrica. A linha da arraia é capaz de conduzir energia, e o choque pode ser fatal na criança, no jovem ou no adulto que estiver brincando.

Além disso, quando as pipas se enrolam na fiação, é preciso realizar a limpeza dos fios. Isso porque a pipa pode provocar defeitos ao longo dos alimentadores, contribuindo para a saída de operação dos religadores das subestações e deixando consumidores com problemas de abastecimento.

Dicas

Para que a brincadeira aconteça de forma saudável e sem nenhum acidente, é importante procurar locais abertos – como campos, praias e parques –, longe da fiação elétrica. E se o dia for de chuva, é bom estimular a imaginação e pensar em fazer alguma coisa para se divertir em casa mesmo. Tudo em nome da segurança.

E se a arraia enrolar nos fios da rede elétrica, por exemplo, nunca se deve tentar recuperá-la. Durante o resgate de uma pipa, qualquer objeto condutor de energia pode ocasionar um acidente fatal. Por isso, as crianças também não devem se arriscar subindo em muros, postes, linhas de transmissão e construções para resgatar suas pipas.

O uso do cerol – mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais condutores –, além de ser um risco para motociclistas e pedestres, é um dos principais causadores dos desligamentos. Isso porque ele causa o rompimento dos cabos de energia e curto-circuito.

Troca de arraias

A Coelce realiza durante o mês de julho, época com maior incidência de pipas na rede elétrica, uma campanha educativa para orientar crianças sobre os riscos de soltar arraia próximo à rede elétrica. A iniciativa acontecerá em localidades do município de Maracanaú e contará com a troca de arraias por outros brinquedos, como bolas, carrinhos e piões.

A campanha educativa conta com a parceria do Serviço Social da Indústria (Sesi) e é mais uma ação da Coelce desenvolvida como parte do projeto Talibã – Caçadores de Pipas. Realizado desde 2008, o projeto prevê a troca de arraias por outros brinquedos e o repasse de dicas para crianças e pais sobre a prevenção de acidentes envolvendo energia.

As ações estão marcadas para os dias:

– Amanhã, dia 10/07/2013, às 9h, no Polo do Conjunto Timbó, localizado na Avenida Contorno Norte c/ a Avenida Contorno Leste
– 15/07/2013, às 09h, no Polo de Pajuçara, localizado na Praça Dionísio Lapa Filho (Praça do Hospital)
– 18/07/2013, às 09h, no Polo do Acaracuzinho, localizado na Rua 101, próximo à Delegacia
– 24/07/2013, às 09h, no Polo do Jereissati II, localizado na Avenida X, próximo ao Terminal

Com informações da Coelce

Publicidade

Dê sua opinião

Contato de pipas com a rede elétrica já prejudicou 215 mil famílias em todo o Ceará em 2013

Em Fortaleza, entre 2010 e 2012, os registros de ocorrências de pipas duplicaram

Por Tribuna do Ceará em Ceará

9 de julho de 2013 às 15:50

Há 6 anos

Com a chegada das férias escolares de julho, o céu ganha um colorido especial: as arraias. Porém, esse passatempo pode se tornar perigoso se alguns cuidados não forem tomados. Além de provocar o desligamento da rede elétrica, com prejuízo à população, essa ação pode causar graves acidentes.

Somente de janeiro a maio deste ano, essa brincadeira foi responsável por 579 ocorrências na rede elétrica, provocando a interrupção do fornecimento de energia para cerca de 215 mil consumidores em todo o Ceará. Em igual período de 2012, a Coelce registrou 1.002 incidências na rede.

Pico de ocorrências

Apesar da redução, ainda existe uma grande preocupação, especialmente nos meses de junho, julho e agosto, quando há um aumento na quantidade de ocorrências em todo o estado, conforme gráfico abaixo. Nos últimos 3 anos (2010, 2011 e 2012), os meses concentraram picos de ocorrências sobre o tema. O mês de junho apresentou um crescimento de cerca de 40%; julho, 62%; e o mês de agosto, aproximadamente 50% dos registros.

Incidências causadas por pipas (ARTE: Coelce/Divulgação)

Incidências causadas por pipas (ARTE: Coelce/Divulgação)

Em Fortaleza, entre 2010 e 2012, os registros de ocorrências de pipas duplicaram. Os bairros que registram maior incidência em Fortaleza foram: Bom Jardim, Canindezinho, Parque Genibaú, Granja Portugal, Jangurussu, Itaperi, Mondubim, Conjunto Ceará, Barroso e Messejana. Considerando o Estado como um todo, os municípios mais afetados por esse tipo de incidência foram: Fortaleza, Juazeiro do Norte, Caucaia, Maracanaú, Crato e Sobral. Juntas, essas cidades concentraram 45% do total de ocorrências registradas em 2013.

Acidentes e mortes

A maioria dos acidentes acontece quando a arraia fica presa à rede elétrica e as crianças tentam retirá-la utilizando materiais condutores, como barras metálicas. Um acidente causado por descarga elétrica pode deixar sequelas e, em casos mais extremos, a morte. Há o perigo de queda, em função do impacto causado pelo choque, e de queimaduras graves.

Danos

É importante ressaltar que a Coelce não é contra a antiga e popular brincadeira das pipas, muito menos do jogo de futebol. Apenas orienta que elas sejam feitas em locais seguros. Choque elétrico e curto-circuito são as principais conseqüências do contato da pipa (e do cerol) com a rede elétrica. A linha da arraia é capaz de conduzir energia, e o choque pode ser fatal na criança, no jovem ou no adulto que estiver brincando.

Além disso, quando as pipas se enrolam na fiação, é preciso realizar a limpeza dos fios. Isso porque a pipa pode provocar defeitos ao longo dos alimentadores, contribuindo para a saída de operação dos religadores das subestações e deixando consumidores com problemas de abastecimento.

Dicas

Para que a brincadeira aconteça de forma saudável e sem nenhum acidente, é importante procurar locais abertos – como campos, praias e parques –, longe da fiação elétrica. E se o dia for de chuva, é bom estimular a imaginação e pensar em fazer alguma coisa para se divertir em casa mesmo. Tudo em nome da segurança.

E se a arraia enrolar nos fios da rede elétrica, por exemplo, nunca se deve tentar recuperá-la. Durante o resgate de uma pipa, qualquer objeto condutor de energia pode ocasionar um acidente fatal. Por isso, as crianças também não devem se arriscar subindo em muros, postes, linhas de transmissão e construções para resgatar suas pipas.

O uso do cerol – mistura cortante feita com cola, vidro e restos de materiais condutores –, além de ser um risco para motociclistas e pedestres, é um dos principais causadores dos desligamentos. Isso porque ele causa o rompimento dos cabos de energia e curto-circuito.

Troca de arraias

A Coelce realiza durante o mês de julho, época com maior incidência de pipas na rede elétrica, uma campanha educativa para orientar crianças sobre os riscos de soltar arraia próximo à rede elétrica. A iniciativa acontecerá em localidades do município de Maracanaú e contará com a troca de arraias por outros brinquedos, como bolas, carrinhos e piões.

A campanha educativa conta com a parceria do Serviço Social da Indústria (Sesi) e é mais uma ação da Coelce desenvolvida como parte do projeto Talibã – Caçadores de Pipas. Realizado desde 2008, o projeto prevê a troca de arraias por outros brinquedos e o repasse de dicas para crianças e pais sobre a prevenção de acidentes envolvendo energia.

As ações estão marcadas para os dias:

– Amanhã, dia 10/07/2013, às 9h, no Polo do Conjunto Timbó, localizado na Avenida Contorno Norte c/ a Avenida Contorno Leste
– 15/07/2013, às 09h, no Polo de Pajuçara, localizado na Praça Dionísio Lapa Filho (Praça do Hospital)
– 18/07/2013, às 09h, no Polo do Acaracuzinho, localizado na Rua 101, próximo à Delegacia
– 24/07/2013, às 09h, no Polo do Jereissati II, localizado na Avenida X, próximo ao Terminal

Com informações da Coelce