Emergência de hospital de Cascavel pode deixar de atender


Hospital de Cascavel pode ficar sem Emergência por falta de médicos

Situação do Hospital Maternidade Nossa Senhora das Graças, localizado no município de Cascavel, será decidida nesta quinta-feira (21), a partir de uma reunião entre direção do hospital e Prefeitura da cidade. A questão é sobre um suposto fechamento do atendimento de emergência e urgência do hospital.

Por Jackson Cruz em Ceará

18 de junho de 2012 às 17:46

Há 7 anos

O Hospital Maternidade Nossa Senhora das Graças, em Cascavel, pode ficar sem o setor de Emergência pode falta de médicos. Atualmente,  a Prefeitura repassa uma verba federal para o atendimento de emergência, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria entre hospital e Prefeitura acontece há três meses e tem prazo final de contrato para o início de julho.

A situação do Hospital será decidida nesta quinta-feira (21), a partir de uma reunião entre direção do hospital e Prefeitura da cidade. Com iniciativa filantrópica, o hospital das irmãs vicentinas não é público, recebendo apenas verba do SUS. Mesmo com um possível fim da emergência, o atendimento obstetrício e internamento continuariam.

De acordo com o coordenador de Atenção Básica da Secretária de Saúde de Cascavel, Henrique Carvalho, o atendimento subsidiado pela prefeitura sofre uma intervenção por conta da falta de médicos. “A questão não é que a prefeitura não esteja colocando. A dificuldade é de encontrar médicos que queiram vir para o município”, esclareceu.

O outro lado

Não adianta ter emergência, sem ter profisional”, afirmou uma das diretoras do hospital, Fátima Souza. Segundo ela, a situação precária e a falta de médicos são os fatores que mais contribuem para uma possível entrega da emergência para a prefeitura. “O nosso desejo não é entregar emergência, mas a situação está forçando para que façamos isso”, ressaltou.

Segundo ela, a dificuldade de novas contratações de médicos e a desistência dos plantões pelos mesmos, estão deixando o atendimento descoberto. “Nos plantões só temos um médico e seria necessário um segundo, porque é desumano um profissional atender cerca de 120 pacientes por plantão, tanto para médico como para paciente”, lamentou.

Fátima esclareceu que há uma tentativa da prefeitura em contratar profissionais, mas “não está dando certo”. Ela contou que, em março, foi encaminhado um oficio para a gestão municipal, relatando essa dificuldade e dando prazo de 90 dias para entregar a emergência.

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Hospital de Cascavel pode ficar sem Emergência por falta de médicos

Situação do Hospital Maternidade Nossa Senhora das Graças, localizado no município de Cascavel, será decidida nesta quinta-feira (21), a partir de uma reunião entre direção do hospital e Prefeitura da cidade. A questão é sobre um suposto fechamento do atendimento de emergência e urgência do hospital.

Por Jackson Cruz em Ceará

18 de junho de 2012 às 17:46

Há 7 anos

O Hospital Maternidade Nossa Senhora das Graças, em Cascavel, pode ficar sem o setor de Emergência pode falta de médicos. Atualmente,  a Prefeitura repassa uma verba federal para o atendimento de emergência, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria entre hospital e Prefeitura acontece há três meses e tem prazo final de contrato para o início de julho.

A situação do Hospital será decidida nesta quinta-feira (21), a partir de uma reunião entre direção do hospital e Prefeitura da cidade. Com iniciativa filantrópica, o hospital das irmãs vicentinas não é público, recebendo apenas verba do SUS. Mesmo com um possível fim da emergência, o atendimento obstetrício e internamento continuariam.

De acordo com o coordenador de Atenção Básica da Secretária de Saúde de Cascavel, Henrique Carvalho, o atendimento subsidiado pela prefeitura sofre uma intervenção por conta da falta de médicos. “A questão não é que a prefeitura não esteja colocando. A dificuldade é de encontrar médicos que queiram vir para o município”, esclareceu.

O outro lado

Não adianta ter emergência, sem ter profisional”, afirmou uma das diretoras do hospital, Fátima Souza. Segundo ela, a situação precária e a falta de médicos são os fatores que mais contribuem para uma possível entrega da emergência para a prefeitura. “O nosso desejo não é entregar emergência, mas a situação está forçando para que façamos isso”, ressaltou.

Segundo ela, a dificuldade de novas contratações de médicos e a desistência dos plantões pelos mesmos, estão deixando o atendimento descoberto. “Nos plantões só temos um médico e seria necessário um segundo, porque é desumano um profissional atender cerca de 120 pacientes por plantão, tanto para médico como para paciente”, lamentou.

Fátima esclareceu que há uma tentativa da prefeitura em contratar profissionais, mas “não está dando certo”. Ela contou que, em março, foi encaminhado um oficio para a gestão municipal, relatando essa dificuldade e dando prazo de 90 dias para entregar a emergência.