Empreendedorismo: o mercado de startups no Ceará apresenta primeiros resultados


Empreendedorismo: o mercado de startups no Ceará apresenta primeiros resultados

Startup é uma empresa de base tecnológica, com um modelo de negócios repetível e escalável, que possui elementos de inovação e trabalha em condições de incerteza

Por Felipe Lima em Ceará

18 de dezembro de 2012 às 16:09

Há 7 anos
Uma pequena ideia pode ser o 1º passo para o futuro de uma nova empresa

Uma pequena ideia pode ser o 1º passo para o futuro de uma nova empresa

Uma ideia diferenciada, um grupo pequeno, pouco investimento financeiro e um retorno rápido: este é o sonho de todo empreendedor. É deste modo que desde 1996 – período do boom da Internet nos Estados Unidos – jovens de todo mundo encaram as startups.

Startup é uma empresa de base tecnológica, com um modelo de negócios repetível e escalável, que possui elementos de inovação e trabalha em condições de extrema incerteza, diz a Associação Brasileira de Startups.

Aposta no mercado de games

Não é fácil iniciar um projeto empresarial, mas o bacharel em Direito Rodolfo Sikora começou a tirar suas ideias no papel logo cedo. Aos 12 anos criou seu primeiro sistema voltado para um escritório de advocacia. Em 2011, fundou o extinto iJigg.com, apelidado de ‘youtube da música’, fez sucesso internacional e foi chamado para participar de um dos mais conhecidos e disputados programas de startups do mundo, o Ycombinator.

Após vários projetos, Sikora é responsável atualmente pela rede social para gamers chamada Alvanista. No site, é possível dividir experiências sobre jogos de computador e video-game.

Nem toda nova empresa é uma startup

Rodolfo lembra que nem toda nova empresa é uma startup. “Hoje o termo é mais empregado para organizações voltadas para confecção de produtos inovadores na área de tecnologia. Ninguém costuma dizer que o carinha que está abrindo uma lanchonete tem uma startup, mas uma empresa que cria determinado serviço na internet ou novos dispositivos, seja ele inovador ou uma melhoria de serviços existentes, geralmente buscando criar um “fato social” com seu produto, estes sim são chamados de startups”, afirma.

O jovem empreendedor diz que existe um conjunto de pessoas e empresas no cenário local querendo dar início a um ecossistema de startups, mas de uma forma bem lenta. “Falta capital de risco, falta assessoria financeira, jurídica e contábil. As pessoas aqui ainda tem que fazer dois ou três turnos para poder tentar viabilizar suas ideias”, diz Sikora.

Além da Alvanista temos no Ceará outras startups como: Vitrola, Taxi Simples, Logovia, TriadWorks, Delx Mobile, Inverso, Moldere, entre outras.

Lucrando com o próprio negócio

Chega uma hora que o pequeno negócio começa a obter altos lucros

Chega uma hora que o pequeno negócio começa a obter altos lucros

Para que uma startup se transforme em um negócio sustentável e lucrativo, é preciso muito mais do que a paixão pelo empreendedorismo. Se no início o objetivo é manter a startup no verde, crescer e sustentar a empresa passam a ser as principais dificuldade que muitos enfrentam com o tempo.

O cearense Brynner Ferreira, de 27 anos, já cursou computação e publicidade, mas preferiu largar tudo para lançar seus próprios projetos. “Eu comecei a mexer com tecnologia aos 13. Aos 16 eu já desenvolvia sites e trabalhava para o exterior. Tudo por meio da Internet”, diz o empreendedor e responsável pela startup Wup.

A Wup nasceu com a intenção de reunir sites favoritos da web. De acordo com o empreendedor, o atual modo não é tão atrativo. “Minha intenção hoje é mostrar para o usuário aquilo que ele quer encontrar na Internet por apenas um canal. O próximo passo da Wup é fazer conexão com as redes sociais. Quem se cadastrar vai ter no final do dia tudo aquilo que rolou no Facebook, por exemplo, em um só endereço”, afirma Brynner.

A startup de Brynner ainda não tem uma alta rentabilidade, apesar de já ter participado de várias feiras nacionais de tecnologia. De acordo com o jovem, o Ceará ainda não despertou para o mercado do empreendedorismo digital. “Os investidores não têm paciência. Eles querem logo ver o resultado. Lá fora é mais fácil. Em São Paulo, por exemplo, há muitas startups de sucesso”.

Quando a startup deixa de ser startup

Quando uma nova empresa começa a “andar com as próprias pernas” e adquire um modelo de negócio sustentável, ela inicia uma nova etapa e deixa de ser uma startup. “Pela quantidade de negócios que já me envolvi, acredito que o ‘business plan’ deve conter um ponto de corte onde você precisa avaliar se sua estratégia deu certo ou não. Neste momento ou você está bem e continua ou deve aceitar a derrota e partir para próxima. Raramente startups tem fôlego para uma remodelagem de produto a não ser quando está muito no início ou quando já se tem algo minimamente consolidado”, diz Rodolfo Sikora.

Ceará: empreendedorismo x empregos

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, havia 33.320 empresas de alto crescimento, que são aquelas que aumentaram em 20% ao ano o número de empregados, por um período de três anos. Elas ocuparam 5 milhões de pessoas e pagaram R$ 88 bilhões em salários e outras remunerações. Destas, 32.863 eram classificadas como empresas de alto crescimento orgânico, ou seja, o aumento de pessoal ocupado foi feito através de contratações, e não por fusões ou incorporações.

No Ceará, a distribuição percentual das unidades locais e do pessoal ocupado assalariado nas empresas de alto crescimento orgânico era de 3,2%. O número mostra o estado na 9º posição entre os estados do Brasil.

O que você precisa para começar bem

Para abrir e gerir uma nova empresa é preciso um conjunto de habilidades e conhecimentos. Quem quer abrir um negócio e não sabe por onde começar, o Serviço Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) dispõe de uma série de serviço para ajudar o novo empreendedor.

O site Quero Abrir um Negócio ajuda quem ainda não sabe por onde começar e aquele que já escolheu em que ramo atuar.

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Empreendedorismo: o mercado de startups no Ceará apresenta primeiros resultados

Startup é uma empresa de base tecnológica, com um modelo de negócios repetível e escalável, que possui elementos de inovação e trabalha em condições de incerteza

Por Felipe Lima em Ceará

18 de dezembro de 2012 às 16:09

Há 7 anos
Uma pequena ideia pode ser o 1º passo para o futuro de uma nova empresa

Uma pequena ideia pode ser o 1º passo para o futuro de uma nova empresa

Uma ideia diferenciada, um grupo pequeno, pouco investimento financeiro e um retorno rápido: este é o sonho de todo empreendedor. É deste modo que desde 1996 – período do boom da Internet nos Estados Unidos – jovens de todo mundo encaram as startups.

Startup é uma empresa de base tecnológica, com um modelo de negócios repetível e escalável, que possui elementos de inovação e trabalha em condições de extrema incerteza, diz a Associação Brasileira de Startups.

Aposta no mercado de games

Não é fácil iniciar um projeto empresarial, mas o bacharel em Direito Rodolfo Sikora começou a tirar suas ideias no papel logo cedo. Aos 12 anos criou seu primeiro sistema voltado para um escritório de advocacia. Em 2011, fundou o extinto iJigg.com, apelidado de ‘youtube da música’, fez sucesso internacional e foi chamado para participar de um dos mais conhecidos e disputados programas de startups do mundo, o Ycombinator.

Após vários projetos, Sikora é responsável atualmente pela rede social para gamers chamada Alvanista. No site, é possível dividir experiências sobre jogos de computador e video-game.

Nem toda nova empresa é uma startup

Rodolfo lembra que nem toda nova empresa é uma startup. “Hoje o termo é mais empregado para organizações voltadas para confecção de produtos inovadores na área de tecnologia. Ninguém costuma dizer que o carinha que está abrindo uma lanchonete tem uma startup, mas uma empresa que cria determinado serviço na internet ou novos dispositivos, seja ele inovador ou uma melhoria de serviços existentes, geralmente buscando criar um “fato social” com seu produto, estes sim são chamados de startups”, afirma.

O jovem empreendedor diz que existe um conjunto de pessoas e empresas no cenário local querendo dar início a um ecossistema de startups, mas de uma forma bem lenta. “Falta capital de risco, falta assessoria financeira, jurídica e contábil. As pessoas aqui ainda tem que fazer dois ou três turnos para poder tentar viabilizar suas ideias”, diz Sikora.

Além da Alvanista temos no Ceará outras startups como: Vitrola, Taxi Simples, Logovia, TriadWorks, Delx Mobile, Inverso, Moldere, entre outras.

Lucrando com o próprio negócio

Chega uma hora que o pequeno negócio começa a obter altos lucros

Chega uma hora que o pequeno negócio começa a obter altos lucros

Para que uma startup se transforme em um negócio sustentável e lucrativo, é preciso muito mais do que a paixão pelo empreendedorismo. Se no início o objetivo é manter a startup no verde, crescer e sustentar a empresa passam a ser as principais dificuldade que muitos enfrentam com o tempo.

O cearense Brynner Ferreira, de 27 anos, já cursou computação e publicidade, mas preferiu largar tudo para lançar seus próprios projetos. “Eu comecei a mexer com tecnologia aos 13. Aos 16 eu já desenvolvia sites e trabalhava para o exterior. Tudo por meio da Internet”, diz o empreendedor e responsável pela startup Wup.

A Wup nasceu com a intenção de reunir sites favoritos da web. De acordo com o empreendedor, o atual modo não é tão atrativo. “Minha intenção hoje é mostrar para o usuário aquilo que ele quer encontrar na Internet por apenas um canal. O próximo passo da Wup é fazer conexão com as redes sociais. Quem se cadastrar vai ter no final do dia tudo aquilo que rolou no Facebook, por exemplo, em um só endereço”, afirma Brynner.

A startup de Brynner ainda não tem uma alta rentabilidade, apesar de já ter participado de várias feiras nacionais de tecnologia. De acordo com o jovem, o Ceará ainda não despertou para o mercado do empreendedorismo digital. “Os investidores não têm paciência. Eles querem logo ver o resultado. Lá fora é mais fácil. Em São Paulo, por exemplo, há muitas startups de sucesso”.

Quando a startup deixa de ser startup

Quando uma nova empresa começa a “andar com as próprias pernas” e adquire um modelo de negócio sustentável, ela inicia uma nova etapa e deixa de ser uma startup. “Pela quantidade de negócios que já me envolvi, acredito que o ‘business plan’ deve conter um ponto de corte onde você precisa avaliar se sua estratégia deu certo ou não. Neste momento ou você está bem e continua ou deve aceitar a derrota e partir para próxima. Raramente startups tem fôlego para uma remodelagem de produto a não ser quando está muito no início ou quando já se tem algo minimamente consolidado”, diz Rodolfo Sikora.

Ceará: empreendedorismo x empregos

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, havia 33.320 empresas de alto crescimento, que são aquelas que aumentaram em 20% ao ano o número de empregados, por um período de três anos. Elas ocuparam 5 milhões de pessoas e pagaram R$ 88 bilhões em salários e outras remunerações. Destas, 32.863 eram classificadas como empresas de alto crescimento orgânico, ou seja, o aumento de pessoal ocupado foi feito através de contratações, e não por fusões ou incorporações.

No Ceará, a distribuição percentual das unidades locais e do pessoal ocupado assalariado nas empresas de alto crescimento orgânico era de 3,2%. O número mostra o estado na 9º posição entre os estados do Brasil.

O que você precisa para começar bem

Para abrir e gerir uma nova empresa é preciso um conjunto de habilidades e conhecimentos. Quem quer abrir um negócio e não sabe por onde começar, o Serviço Brasileiro de Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) dispõe de uma série de serviço para ajudar o novo empreendedor.

O site Quero Abrir um Negócio ajuda quem ainda não sabe por onde começar e aquele que já escolheu em que ramo atuar.