Envolvidos no caso do "dólar na cueca" são ouvidos pela Justiça Federal - Noticias


Envolvidos no caso do “dólar na cueca” são ouvidos pela Justiça Federal

A Justiça Federal no Ceará começou a ouvir, nesta segunda-feira (05), os envolvidos no escândalo do “Dólar na Cueca”. O primeiro a participar foi o ex-assessor especial da presidência do Banco do Nordeste do Brasil, Kennedy Moura Ramos

Por Felipe Lima e Thamiris Treigher em Ceará

5 de março de 2012 às 12:11

Há 7 anos

A Justiça Federal no Ceará começou a ouvir, nesta segunda-feira (05), os envolvidos no escândalo do “dólar na cueca”. As audiências ocorrem na 10ª Vara da Justiça Federal, no Centro de Fortaleza. O primeiro a se ouvido foi o ex-assessor especial da presidência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Kennedy Moura Ramos, que foi interrogado pela juíza federal Débora Aguiar da Silva Santos e pelo procurador da República Marcelo Mesquita Monte.

Os únicos que não serão ouvido na Capital cearense são o deputado federal José Guimarães (PT), que será ouvido em Brasília, nesta quarta-feira (7); o ex-assessor de Guimarães, José Adalberto Vieira da Silva e a esposa dele, Raimunda Lúcia Pessoa de Lima. Esses dois últimos serão ouvidos nesta segunda por carta precatória na cidade de Aracati, no Litoral Leste.

As audiências são restritas aos envolvidos, já que a ação corre em segredo de justiça. Isso significa que os autos dos processos não serão divulgados, apesar das decisões e sentenças serem públicas. Esse procedimento foi adotado, pois o processo envolve quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico dos suspeitos envolvidos no caso.

O escândalo

O caso do “dólar na cueca” ganhou repercussão nacional após o ex-assessor do deputado José Guimarães, José Adalberto, ser preso em 2005 no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tentando embarcar para Fortaleza com R$ 209 mil e U$D 100 mil presos ao corpo. Segundo o processo, esse dinheiro seria, na verdade, uma recompensa financeira a Kennedy Moura.

O dinheiro teria sido dado ao ex-assessor especial da presidência do BNB para compensar a atuação dele em ter intermediado e facilitado um empréstimo de cerca de R$ 300 milhões do BNB ao Sistema de Transmissão do Nordeste S.A, conhecido como STN. Trata-se de um consórcio formado pela empresa Alusa e a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf).

Ligações

Ainda de acordo com o processo, logo após ser preso, Adalberto teria ligado para Kennedy – primeiramente para a residência e depois para o celular do banco. Já Kennedy, na manhã do dia em que Adalberto foi preso, ligou para um escritório de advocacia para contratar um advogado para fazer a defesa de Adalberto. Kennedy também teria ligado várias vezes para o deputado Guimarães.

José Guimarães
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José Guimarães

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José Adalberto Vieira da Silva
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José Adalberto Vieira da Silva

José Adalberto Vieira da Silva

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Envolvidos no caso do “dólar na cueca” são ouvidos pela Justiça Federal

A Justiça Federal no Ceará começou a ouvir, nesta segunda-feira (05), os envolvidos no escândalo do “Dólar na Cueca”. O primeiro a participar foi o ex-assessor especial da presidência do Banco do Nordeste do Brasil, Kennedy Moura Ramos

Por Felipe Lima e Thamiris Treigher em Ceará

5 de março de 2012 às 12:11

Há 7 anos

A Justiça Federal no Ceará começou a ouvir, nesta segunda-feira (05), os envolvidos no escândalo do “dólar na cueca”. As audiências ocorrem na 10ª Vara da Justiça Federal, no Centro de Fortaleza. O primeiro a se ouvido foi o ex-assessor especial da presidência do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Kennedy Moura Ramos, que foi interrogado pela juíza federal Débora Aguiar da Silva Santos e pelo procurador da República Marcelo Mesquita Monte.

Os únicos que não serão ouvido na Capital cearense são o deputado federal José Guimarães (PT), que será ouvido em Brasília, nesta quarta-feira (7); o ex-assessor de Guimarães, José Adalberto Vieira da Silva e a esposa dele, Raimunda Lúcia Pessoa de Lima. Esses dois últimos serão ouvidos nesta segunda por carta precatória na cidade de Aracati, no Litoral Leste.

As audiências são restritas aos envolvidos, já que a ação corre em segredo de justiça. Isso significa que os autos dos processos não serão divulgados, apesar das decisões e sentenças serem públicas. Esse procedimento foi adotado, pois o processo envolve quebra de sigilo fiscal, bancário e telefônico dos suspeitos envolvidos no caso.

O escândalo

O caso do “dólar na cueca” ganhou repercussão nacional após o ex-assessor do deputado José Guimarães, José Adalberto, ser preso em 2005 no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, tentando embarcar para Fortaleza com R$ 209 mil e U$D 100 mil presos ao corpo. Segundo o processo, esse dinheiro seria, na verdade, uma recompensa financeira a Kennedy Moura.

O dinheiro teria sido dado ao ex-assessor especial da presidência do BNB para compensar a atuação dele em ter intermediado e facilitado um empréstimo de cerca de R$ 300 milhões do BNB ao Sistema de Transmissão do Nordeste S.A, conhecido como STN. Trata-se de um consórcio formado pela empresa Alusa e a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf).

Ligações

Ainda de acordo com o processo, logo após ser preso, Adalberto teria ligado para Kennedy – primeiramente para a residência e depois para o celular do banco. Já Kennedy, na manhã do dia em que Adalberto foi preso, ligou para um escritório de advocacia para contratar um advogado para fazer a defesa de Adalberto. Kennedy também teria ligado várias vezes para o deputado Guimarães.

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