Telefonia móvel 4G em estudo no Ceará - Noticias


Telefonia móvel 4G em estudo no Ceará

“A ideia é que você possa ampliar a capacidade do atual sistema para ofertar, por exemplo, banda larga e TV digital de maior qualidade no celular – um salto quantitativo e qualitativo nos produtos que hoje estão disponíveis”

Por Tribuna do Ceará em Ceará

5 de novembro de 2009 às 11:43

Há 10 anos

internetTelefonia móvel de quarta geração (4G), com tecnologia “made in Ceará”. O que parece enredo de filme de ficção científica faz parte do dia a dia de trabalho dos membros do Grupo de Pesquisa em Telecomunicações sem fio (GTEL), ligado à Universidade Federal do Ceará (UFC). Completando uma década de atuação e de parceria com a multinacional Ericsson – líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços para operadoras de telecomunicações -, o GTEL insere o Ceará num concorrido mercado, interligando a academia e o setor industrial.

Para marcar seus 10 anos, o GTEL inaugurou ontem uma expansão nas suas instalações físicas, que contam agora com cerca de 500 metros quadrados, no Campus do Pici. O evento teve a presença de Jesualdo Farias, reitor da UFC; Fatima Raimondi, presidente da Ericsson Brasil; Jan Färjh, vice-presidente Mundial de Pesquisa da multinacional; Trond Fidje, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Ericsson Brasil e Eduardo Oliva, diretor de Pesquisa da Ericsson Brasil. Conforme Fatima Raimondi, ao longo de uma década, a Ericsson investiu R$ 12 milhões no GTEL. Os recursos incluem a infraestrutura básica – inclusive a expansão do laboratório -, bolsas de estudo (responsáveis pela formação de aproximadamente 40 mestres e doutores) e a aquisição de uma plataforma de informática com potência equivalente a de 400 microcomputadores. Segundo Rodrigo Cavalcanti, coordenador do GTEL, as atuais pesquisas “focam em tecnologias que sucederão o 3G, para onde as coisas vão caminhar nos próximos três a cinco anos”. “A ideia é que você possa ampliar a capacidade do atual sistema para ofertar, por exemplo, banda larga e TV digital de maior qualidade no celular – um salto quantitativo e qualitativo nos produtos que hoje estão disponíveis”, diz. A parceria com a Ericsson é reforçada: novos métodos, processos e algoritmos desenvolvidos pelo GTEL podem, no futuro, serem incorporados à linha de produtos da empresa. Outro foco do Grupo é a busca de soluções para baratear e ampliar o acesso à telefonia, usando tecnologia sem fio, principalmente no Ceará, onde mais de 130 municípios não têm acesso completo ao serviço, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “O GTEL também desenvolve projetos voltados a demandas da sociedade local. A exemplo da plataforma de Voz sobre IP que opera sobre tecnologia de hardware e software abertas, o que reduz significativamente custos de implantação e operação”, reforçou Cavalcanti. Para ele, a área de telecomunicações tem crescido muito. “Levando em consideração apenas o segmento de telefonia móvel, o Brasil é um dos cinco maiores mercados do mundo, o que acaba incentivando o setor de pesquisa e desenvolvimento”.

Criado no fim de 1999, o GTEL é vinculado ao Departamento de Engenharia de Teleinformática (Deti) da UFC e possui hoje um quadro de 28 pessoas, entre alunos e professores. Está entre os 10 centros mais modernos de Pesquisa e Desenvolvimento do País no setor. Presta serviços de pesquisa e desenvolvimento por meio da execução de projetos em sistemas de telefonia móvel de todas as gerações; processamento de sinais para comunicações; qualidade de serviço em comunicações sem fio, antenas de propagação e banda larga móvel.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste

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Telefonia móvel 4G em estudo no Ceará

“A ideia é que você possa ampliar a capacidade do atual sistema para ofertar, por exemplo, banda larga e TV digital de maior qualidade no celular – um salto quantitativo e qualitativo nos produtos que hoje estão disponíveis”

Por Tribuna do Ceará em Ceará

5 de novembro de 2009 às 11:43

Há 10 anos

internetTelefonia móvel de quarta geração (4G), com tecnologia “made in Ceará”. O que parece enredo de filme de ficção científica faz parte do dia a dia de trabalho dos membros do Grupo de Pesquisa em Telecomunicações sem fio (GTEL), ligado à Universidade Federal do Ceará (UFC). Completando uma década de atuação e de parceria com a multinacional Ericsson – líder mundial no fornecimento de tecnologia e serviços para operadoras de telecomunicações -, o GTEL insere o Ceará num concorrido mercado, interligando a academia e o setor industrial.

Para marcar seus 10 anos, o GTEL inaugurou ontem uma expansão nas suas instalações físicas, que contam agora com cerca de 500 metros quadrados, no Campus do Pici. O evento teve a presença de Jesualdo Farias, reitor da UFC; Fatima Raimondi, presidente da Ericsson Brasil; Jan Färjh, vice-presidente Mundial de Pesquisa da multinacional; Trond Fidje, vice-presidente de Pesquisa e Desenvolvimento da Ericsson Brasil e Eduardo Oliva, diretor de Pesquisa da Ericsson Brasil. Conforme Fatima Raimondi, ao longo de uma década, a Ericsson investiu R$ 12 milhões no GTEL. Os recursos incluem a infraestrutura básica – inclusive a expansão do laboratório -, bolsas de estudo (responsáveis pela formação de aproximadamente 40 mestres e doutores) e a aquisição de uma plataforma de informática com potência equivalente a de 400 microcomputadores. Segundo Rodrigo Cavalcanti, coordenador do GTEL, as atuais pesquisas “focam em tecnologias que sucederão o 3G, para onde as coisas vão caminhar nos próximos três a cinco anos”. “A ideia é que você possa ampliar a capacidade do atual sistema para ofertar, por exemplo, banda larga e TV digital de maior qualidade no celular – um salto quantitativo e qualitativo nos produtos que hoje estão disponíveis”, diz. A parceria com a Ericsson é reforçada: novos métodos, processos e algoritmos desenvolvidos pelo GTEL podem, no futuro, serem incorporados à linha de produtos da empresa. Outro foco do Grupo é a busca de soluções para baratear e ampliar o acesso à telefonia, usando tecnologia sem fio, principalmente no Ceará, onde mais de 130 municípios não têm acesso completo ao serviço, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). “O GTEL também desenvolve projetos voltados a demandas da sociedade local. A exemplo da plataforma de Voz sobre IP que opera sobre tecnologia de hardware e software abertas, o que reduz significativamente custos de implantação e operação”, reforçou Cavalcanti. Para ele, a área de telecomunicações tem crescido muito. “Levando em consideração apenas o segmento de telefonia móvel, o Brasil é um dos cinco maiores mercados do mundo, o que acaba incentivando o setor de pesquisa e desenvolvimento”.

Criado no fim de 1999, o GTEL é vinculado ao Departamento de Engenharia de Teleinformática (Deti) da UFC e possui hoje um quadro de 28 pessoas, entre alunos e professores. Está entre os 10 centros mais modernos de Pesquisa e Desenvolvimento do País no setor. Presta serviços de pesquisa e desenvolvimento por meio da execução de projetos em sistemas de telefonia móvel de todas as gerações; processamento de sinais para comunicações; qualidade de serviço em comunicações sem fio, antenas de propagação e banda larga móvel.

Fonte: Jornal Diário do Nordeste