Uso precoce de tablets e celulares por crianças é prejudicial?


Uso precoce de tablets e celulares por crianças é prejudicial?

Smarthphones, tablets e computadores. Você pode nem saber usá-los, mas pergunte ao seu filho, sobrinho ou irmão mais novo

Por Rodrigo Cavalcante em Ceará

31 de agosto de 2012 às 12:47

Há 7 anos

Smarthphones, tablets e computadores. Você pode nem saber usá-los, mas pergunte ao seu filho, sobrinho ou irmão mais novo. Com certeza vão responder positivamente. As novas tecnologias dominam a atenção dos pequenos. Você sabe a influência dos eletrônicos na vida das crianças?

As novas tecnologias causam tanto efeitos positivos quanto negativos. As crianças nascidas no século XX conhecem bem a realidade superconectada, absorvem as novas tecnologias com grande facilidade e não abrem mão das inovações.

Para a psicopedagoga Renata Pires, as novas tecnologias já são realidade e não devem ser ignoradas. A nova geração deve saber dominar os aparelhos, tanto por conta da questão social como pela questão profissional. “Se a criança não sabe usar um tablet, já é considerada estranha pelos colegas”, comenta.

O produtor Jeová Castro, de 47 anos, presenteou a filha, de 11 anos, com um Iphone. “Fizemos um acordo. Se ela tirasse boas notas, eu daria um celular”. A garota não conseguiu melhorar o desempenho na escola e não ia ganhar o aparelho. “Então eu dei de presente de aniversário, em vez de fazer uma festa. Mas alertei que se percebesse que ela estava desviando a atenção por conta do Iphone, eu tiraria dela”, conta.

De acordo com a psicopedagoga, este contato com o hi-tech desde a infância merece atenção e o monitoramento do seu uso deve ser feito cautelosamente. “Os pais devem saber dosar o tempo que os filhos utilizam os aparelhos. Você não deve permitir que a criança fique das 14h às 20h jogando no tablet ou no Iphone. Isso não é normal”, explica.

Pesquisa

Um estudo realizado em 2011 pela AVG – fabricante de softwares antivírus – mostra que uma criança com menos de cinco anos tem 19% de chance de saber usar uma aplicação do telefone dos pais.

A possibilidade de saber amarrar os próprios sapatos é de apenas 9%. Menos de 20% sabem nadar, contra 23% que sabem fazer uma chamada em um smartphone sem a ajuda de adultos. E 58% sabem jogar no computador, além dos 25% que usam a internet sozinhas.

“Temos de parar de pensar que a inserção das inovações na vida das crianças só são negativas. Elas se tornam negativas se os pais não souberem educar. Nunca deixe que a criança substitua o contato pessoal, o esporte, a música, para ficar com os aparelhos”, conclui a psicopedagoga.

Celular precisa ter Internet

De acordo com dados da TIC Crianças 2010, a principal atividade realizada no celular é brincar com joguinhos (84%), seguida por ligar para alguém (64%). Por último, está o acesso a internet (1%), mas, segundo Juliano Cappi, esse número deve crescer na próxima avaliação.

De acordo com matéria divulgada pelo site UOL, a era do acesso móvel é causa de grande preocupação na hora de colocar um smartphone ou um tablet nas mãos de uma criança. A partir do momento em que a rede migra para um dispositivo como estes, a possibilidade de usar a internet sem acompanhamento de um adulto aumenta bastante. A cumplicidade entre pais e filhos, a orientação e a conversa aberta são as melhores formas de manter a segurança dos filhos na navegação.

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Uso precoce de tablets e celulares por crianças é prejudicial?

Smarthphones, tablets e computadores. Você pode nem saber usá-los, mas pergunte ao seu filho, sobrinho ou irmão mais novo

Por Rodrigo Cavalcante em Ceará

31 de agosto de 2012 às 12:47

Há 7 anos

Smarthphones, tablets e computadores. Você pode nem saber usá-los, mas pergunte ao seu filho, sobrinho ou irmão mais novo. Com certeza vão responder positivamente. As novas tecnologias dominam a atenção dos pequenos. Você sabe a influência dos eletrônicos na vida das crianças?

As novas tecnologias causam tanto efeitos positivos quanto negativos. As crianças nascidas no século XX conhecem bem a realidade superconectada, absorvem as novas tecnologias com grande facilidade e não abrem mão das inovações.

Para a psicopedagoga Renata Pires, as novas tecnologias já são realidade e não devem ser ignoradas. A nova geração deve saber dominar os aparelhos, tanto por conta da questão social como pela questão profissional. “Se a criança não sabe usar um tablet, já é considerada estranha pelos colegas”, comenta.

O produtor Jeová Castro, de 47 anos, presenteou a filha, de 11 anos, com um Iphone. “Fizemos um acordo. Se ela tirasse boas notas, eu daria um celular”. A garota não conseguiu melhorar o desempenho na escola e não ia ganhar o aparelho. “Então eu dei de presente de aniversário, em vez de fazer uma festa. Mas alertei que se percebesse que ela estava desviando a atenção por conta do Iphone, eu tiraria dela”, conta.

De acordo com a psicopedagoga, este contato com o hi-tech desde a infância merece atenção e o monitoramento do seu uso deve ser feito cautelosamente. “Os pais devem saber dosar o tempo que os filhos utilizam os aparelhos. Você não deve permitir que a criança fique das 14h às 20h jogando no tablet ou no Iphone. Isso não é normal”, explica.

Pesquisa

Um estudo realizado em 2011 pela AVG – fabricante de softwares antivírus – mostra que uma criança com menos de cinco anos tem 19% de chance de saber usar uma aplicação do telefone dos pais.

A possibilidade de saber amarrar os próprios sapatos é de apenas 9%. Menos de 20% sabem nadar, contra 23% que sabem fazer uma chamada em um smartphone sem a ajuda de adultos. E 58% sabem jogar no computador, além dos 25% que usam a internet sozinhas.

“Temos de parar de pensar que a inserção das inovações na vida das crianças só são negativas. Elas se tornam negativas se os pais não souberem educar. Nunca deixe que a criança substitua o contato pessoal, o esporte, a música, para ficar com os aparelhos”, conclui a psicopedagoga.

Celular precisa ter Internet

De acordo com dados da TIC Crianças 2010, a principal atividade realizada no celular é brincar com joguinhos (84%), seguida por ligar para alguém (64%). Por último, está o acesso a internet (1%), mas, segundo Juliano Cappi, esse número deve crescer na próxima avaliação.

De acordo com matéria divulgada pelo site UOL, a era do acesso móvel é causa de grande preocupação na hora de colocar um smartphone ou um tablet nas mãos de uma criança. A partir do momento em que a rede migra para um dispositivo como estes, a possibilidade de usar a internet sem acompanhamento de um adulto aumenta bastante. A cumplicidade entre pais e filhos, a orientação e a conversa aberta são as melhores formas de manter a segurança dos filhos na navegação.