Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho


Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

No dia do crime, ocorreu uma formatura no quartel, e Francilewdo foi embora informando que precisava ir para casa cuidar do filho

Por Roberta Tavares em Cotidiano

24 de novembro de 2014 às 08:00

Há 5 anos
Militar acordou do coma, mas continua inconsciente (FOTO: Reprodução)

Militar acordou do coma, mas continua inconsciente (FOTO: Reprodução)

Selo SubtenenteUm amigo do subtenente do Exército Francilewdo Bezerra duvida que o militar tenha matado o próprio filho envenenado com ‘chumbinho’. De acordo com o sargento, fonte do Tribuna do Ceará que preferiu não se identificar, o militar é tranquilo e brincalhão com os colegas do Hospital Geral do Exército, local onde atua em Fortaleza. “É bem tranquilo, simpático, fala com todo mundo. Ele trabalha na administração e sempre foi amigo de todos”, revela.

Segundo disse, no dia do crime ocorreu uma formatura no quartel, Francilewdo foi embora informando que precisava ir para casa cuidar do filho. “Ele participou da solenidade como todas as vezes, e era normal demonstrar amor pela família. Parecia que não tinha problema nenhum. Pela pessoa dele, eu acho bem difícil que tenha cometido esse crime”, conta.

O subtenente acordou do coma induzido na quinta-feira (21), mas continua inconsciente. Ele foi internado no Hospital Geral do Exército, em 11 de novembro. “O pai dele está acompanhando e impede a entrada de visitas”, acrescenta o sargento.

De acordo com o titular do 16º Distrito Policial, delegado Wilder Brito, a polícia aguarda a melhora de Francilewdo Bezerra para poder ouvi-lo em depoimento. “Estamos esperando que os médicos liberem, porque ele continua inconsciente”, afirma. O filho do subtenente foi vítima de envenenamento causado por ‘chumbinho’, produto clandestino irregularmente usado para matar ratos. Há a suspeita de que o militar também tenha ingerido o mesmo veneno.

Depoimento da esposa

Após ouvir o depoimento da esposa do militar, Cristiane Renata Coelho, o delegado admitiu “insatisfeito” com a versão apresentada por ela. Na quarta-feira (19), Cristiane Renata Coelho, de 41 anos, foi interrogada sobre a morte da criança, durante cinco horas, no 16º Distrito Policial, no Bairro Dias Macedo.

De acordo com Wilder Brito, a mulher não respondeu diversos pontos solicitados. “Vários itens ainda não respondem uma série de questionamentos que estou fazendo. Não estou satisfeito com essa versão”, afirma.

Durante o depoimento, foram lidas e revisadas oito laudas do inquérito policial, que se encerrou nesta quinta-feira (20). Mas as investigações ainda não terminaram. “Será solicitada a devolução urgente para que as pesquisas continuem”, declarou o delegado, que pretende averiguar todos os pontos em aberto. “As investigações não param. Elas estão no mundo! O inquérito está chegando na parte técnica.  Vou recuperar o que foi deletado por ela no celular do militar para ver o conteúdo das mensagens, e também descobrir quem comprou o ‘chumbinho’ e onde comprou”, assegura Wilder Brito.

Mensagem no Facebook
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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

Hospital Geral do Exército
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Hospital Geral do Exército

Francilewdo Bezerra estava internado no apartamento do hospital militar, local em que trabalha (FOTO: Tribuna do Ceará/Rosana Romão)

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Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

No dia do crime, ocorreu uma formatura no quartel, e Francilewdo foi embora informando que precisava ir para casa cuidar do filho

Por Roberta Tavares em Cotidiano

24 de novembro de 2014 às 08:00

Há 5 anos
Militar acordou do coma, mas continua inconsciente (FOTO: Reprodução)

Militar acordou do coma, mas continua inconsciente (FOTO: Reprodução)

Selo SubtenenteUm amigo do subtenente do Exército Francilewdo Bezerra duvida que o militar tenha matado o próprio filho envenenado com ‘chumbinho’. De acordo com o sargento, fonte do Tribuna do Ceará que preferiu não se identificar, o militar é tranquilo e brincalhão com os colegas do Hospital Geral do Exército, local onde atua em Fortaleza. “É bem tranquilo, simpático, fala com todo mundo. Ele trabalha na administração e sempre foi amigo de todos”, revela.

Segundo disse, no dia do crime ocorreu uma formatura no quartel, Francilewdo foi embora informando que precisava ir para casa cuidar do filho. “Ele participou da solenidade como todas as vezes, e era normal demonstrar amor pela família. Parecia que não tinha problema nenhum. Pela pessoa dele, eu acho bem difícil que tenha cometido esse crime”, conta.

O subtenente acordou do coma induzido na quinta-feira (21), mas continua inconsciente. Ele foi internado no Hospital Geral do Exército, em 11 de novembro. “O pai dele está acompanhando e impede a entrada de visitas”, acrescenta o sargento.

De acordo com o titular do 16º Distrito Policial, delegado Wilder Brito, a polícia aguarda a melhora de Francilewdo Bezerra para poder ouvi-lo em depoimento. “Estamos esperando que os médicos liberem, porque ele continua inconsciente”, afirma. O filho do subtenente foi vítima de envenenamento causado por ‘chumbinho’, produto clandestino irregularmente usado para matar ratos. Há a suspeita de que o militar também tenha ingerido o mesmo veneno.

Depoimento da esposa

Após ouvir o depoimento da esposa do militar, Cristiane Renata Coelho, o delegado admitiu “insatisfeito” com a versão apresentada por ela. Na quarta-feira (19), Cristiane Renata Coelho, de 41 anos, foi interrogada sobre a morte da criança, durante cinco horas, no 16º Distrito Policial, no Bairro Dias Macedo.

De acordo com Wilder Brito, a mulher não respondeu diversos pontos solicitados. “Vários itens ainda não respondem uma série de questionamentos que estou fazendo. Não estou satisfeito com essa versão”, afirma.

Durante o depoimento, foram lidas e revisadas oito laudas do inquérito policial, que se encerrou nesta quinta-feira (20). Mas as investigações ainda não terminaram. “Será solicitada a devolução urgente para que as pesquisas continuem”, declarou o delegado, que pretende averiguar todos os pontos em aberto. “As investigações não param. Elas estão no mundo! O inquérito está chegando na parte técnica.  Vou recuperar o que foi deletado por ela no celular do militar para ver o conteúdo das mensagens, e também descobrir quem comprou o ‘chumbinho’ e onde comprou”, assegura Wilder Brito.

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Francilewdo Bezerra estava internado no apartamento do hospital militar, local em que trabalha (FOTO: Tribuna do Ceará/Rosana Romão)