Amigos se reúnem duas vezes por mês para alimentar moradores de rua em Fortaleza

CENTRO DE FORTALEZA

Amigos se reúnem duas vezes por mês para alimentar moradores de rua em Fortaleza

“Vejo uma pessoa que não tem onde dormir, não tem o que beber, não tem o que comer, dividir o pouco que tem”, conta criadora do grupo Amigos da Rua

Por Deborah Tavares em Cotidiano

24 de fevereiro de 2017 às 07:00

Há 2 anos
O grupo Amigos da Rua arrecada doações (FOTO: Reprodução/Instagram)

O grupo Amigos da Rua arrecada doações (FOTO: Reprodução/Instagram)

Aos 15 anos, Maria Carolina teve uma experiência que marcou sua vida. A partir daí, a estudante universitária reuniu cerca de 20 amigos dispostos a doar seu tempo em prol de uma iniciativa voluntária: alimentar moradores de rua. Foi quando nasceu, há dois anos, o Grupo Amigos da Rua.

“Fui a uma entrega de alimentos como essa com meu tio e gostei bastante, senti algo muito forte, sabe? Era uma cena triste, mas ao mesmo tempo fazer aquilo me fez muito feliz. Depois de uns 2 anos senti que eu não estava fazendo muita coisa. Precisava de algo assim para me completar e quis ir de novo, mas meu tio disse que o grupo já não existia mais, e aí foi quando eu decidi reunir uns amigos e fazer por nossa conta mesmo”, conta Carolina.

Eles preparam tudo. Conseguem alimentos, roupas e lençóis por meio de doações ou de cotinhas, quando o dinheiro não é suficiente. A cada quinze dias, o grupo, hoje com cerca de 120 pessoas, se reúne para fazer a comida e segue em direção ao Centro de Fortaleza para realizar as entregas.

Não é só alimento que os moradores recebem. Carolina destaca a importância de, além de ajudá-los, dar visibilidade a eles. As reações são emociantes.”Eles ficam felizes quando nós sorrimos para eles, quando os chamamos pelo nome. Eles se sentem invisíveis aos olhos da sociedade, então, quando alguém chega, pergunta como eles estão e realmente querem ouvir uma resposta, eles se sentem especiais”, relata.

Carolina começou reunindo amigos e pessoas próximas. (FOTO: Reprodução/Instagram)

Carolina diz ficar sem palavras com todos os ensinamentos que ela adquire a cada visita aos moradores de rua.

“Uma vez já tínhamos terminado a entrega e estávamos só conversando com um deles, quando outro apareceu atrasado perguntando se ainda tinha alguma coisa. A gente disse que infelizmente não, e aí o homem que estávamos conversando disse ‘pera, eu guardei um pra comer amanhã de manhã, mas fica pra você’. Isso mexeu tanto comigo. Vejo uma pessoa que não tem onde dormir, não tem o que beber, não tem o que comer, dividir o pouco que tem. Isso é ser humano”, confessa a estudante.

Qualquer pessoa pode fazer parte dessa corrente de solidariedade. É só enviar uma mensagem pelo Instagram do grupo.

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Amigos se reúnem duas vezes por mês para alimentar moradores de rua em Fortaleza

“Vejo uma pessoa que não tem onde dormir, não tem o que beber, não tem o que comer, dividir o pouco que tem”, conta criadora do grupo Amigos da Rua

Por Deborah Tavares em Cotidiano

24 de fevereiro de 2017 às 07:00

Há 2 anos
O grupo Amigos da Rua arrecada doações (FOTO: Reprodução/Instagram)

O grupo Amigos da Rua arrecada doações (FOTO: Reprodução/Instagram)

Aos 15 anos, Maria Carolina teve uma experiência que marcou sua vida. A partir daí, a estudante universitária reuniu cerca de 20 amigos dispostos a doar seu tempo em prol de uma iniciativa voluntária: alimentar moradores de rua. Foi quando nasceu, há dois anos, o Grupo Amigos da Rua.

“Fui a uma entrega de alimentos como essa com meu tio e gostei bastante, senti algo muito forte, sabe? Era uma cena triste, mas ao mesmo tempo fazer aquilo me fez muito feliz. Depois de uns 2 anos senti que eu não estava fazendo muita coisa. Precisava de algo assim para me completar e quis ir de novo, mas meu tio disse que o grupo já não existia mais, e aí foi quando eu decidi reunir uns amigos e fazer por nossa conta mesmo”, conta Carolina.

Eles preparam tudo. Conseguem alimentos, roupas e lençóis por meio de doações ou de cotinhas, quando o dinheiro não é suficiente. A cada quinze dias, o grupo, hoje com cerca de 120 pessoas, se reúne para fazer a comida e segue em direção ao Centro de Fortaleza para realizar as entregas.

Não é só alimento que os moradores recebem. Carolina destaca a importância de, além de ajudá-los, dar visibilidade a eles. As reações são emociantes.”Eles ficam felizes quando nós sorrimos para eles, quando os chamamos pelo nome. Eles se sentem invisíveis aos olhos da sociedade, então, quando alguém chega, pergunta como eles estão e realmente querem ouvir uma resposta, eles se sentem especiais”, relata.

Carolina começou reunindo amigos e pessoas próximas. (FOTO: Reprodução/Instagram)

Carolina diz ficar sem palavras com todos os ensinamentos que ela adquire a cada visita aos moradores de rua.

“Uma vez já tínhamos terminado a entrega e estávamos só conversando com um deles, quando outro apareceu atrasado perguntando se ainda tinha alguma coisa. A gente disse que infelizmente não, e aí o homem que estávamos conversando disse ‘pera, eu guardei um pra comer amanhã de manhã, mas fica pra você’. Isso mexeu tanto comigo. Vejo uma pessoa que não tem onde dormir, não tem o que beber, não tem o que comer, dividir o pouco que tem. Isso é ser humano”, confessa a estudante.

Qualquer pessoa pode fazer parte dessa corrente de solidariedade. É só enviar uma mensagem pelo Instagram do grupo.