Ativista cruza o Brasil de norte a sul para alertar sobre a falta de acessibilidade de deficientes


Levando uma cadeira de rodas, ativista promete ir do Oiapoque ao Chuí a pé

Zé do Pedal está em Fortaleza após já ter percorrido 2.800 quilômetros. A viagem segue até Chuí, na região sul do país

Por Marcella Ruchet em Cotidiano

27 de junho de 2014 às 08:58

Há 5 anos
Faça chuva ou faça sol Zé do Pedal continua sua caminhada (FOTO: Divulgação/Zé do Pedal)

Faça chuva ou faça sol Zé do Pedal continua sua caminhada (FOTO: Divulgação/Zé do Pedal)

Do Oiapoque ao Chuí. A expressão bastante conhecida, hoje faz muito sentido no dia a dia de José Geraldo de Souza Castro (56), o Zé do Pedal. Com 145.000 quilômetros pedalados ao redor do mundo, atualmente o seu projeto de vida é atravessar o Brasil a pé, empurrando uma cadeira de rodas.

Natural de Guaraciaba, município do estado de Minas Gerais, Zé do Pedal é fotógrafo, ativista, ciclista e técnico em turismo. Há 33 anos iniciou sua história de idas e vindas pelo mundo e sua 1ª grande viagem teve como destino a Espanha, onde foi assistir a Copa do Mundo de 1982. “Essa viagem foi apenas para satisfação pessoal, depois dela é que comecei a ter vontade de fazer coisas para chamar a atenção das pessoas de uma forma positiva”, conta. De lá pra cá Zé do Pedal visitou 73 países em cinco continentes, assistiu a três Copas do Mundo e quatro guerras civis. Além de passar por tempestades e furacões, tudo isso a “base de pedaladas”.

No currículo do ativista já são oito projetos sociais em forma de viagens. Entre nacionais e internacionais, a maior delas foi entre os anos de 1983 e 1986, onde fez uma volta ao mundo de bicicleta. Foram 54 países, onde divulgou uma campanha de combate ao câncer. No fim da viagem pode assistir a mais uma Copa do Mundo, dessa vez no México.

No ano de 2008 a viagem a bordo de um kart a pedal entre a França e a África do Sul foi o início do desejo da sua viagem atual. Zé estava passando pela Espanha – onde tudo começou anos atrás – quando viu a dificuldade de uma jovem cadeirante para subir uma rampa que possuía um pequeno degrau. “Esse episódio chamou minha atenção e comecei a perceber como era a acessibilidade na minha cidade. Decidi, naquele momento, que seria meu novo projeto”, relembra.

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

Por onde passa Zé do Pedal encontra deficientes e pessoas que apoiam seu projeto (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

 “Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza. “Já passei por Roraima, Amazonas, Pará e Piauí. Depois de Fortaleza vou partir pra Natal. No total, até Chuí, no Sul, vão ser 10.700 quilômetros. Além dos quilômetros ele se orgulha da quantidade de passos: vão ser 150 milhões. O motivo é bem claro. “Quero alertar as pessoas quanto a acessibilidade de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, por isso levo comigo uma cadeira de rodas.”

A viagem ainda não tem data certa para acabar, provavelmente ela dure até maio do próximo ano. Mas segundo o próprio viajante ele não quer colocar prazos, para não comprometer a qualidade do projeto. Quanto a rotina Zé do Pedal conta que acorda às 4h30 da manhã e começa a caminhar. Dependendo do tipo de acostamento e das condições no dia a caminhada pode chegar até 50 quilômetros. “Nem sempre tenho onde ficar, as vezes acho algum lugar na hora, uma igreja, um posto de gasolina e algumas vezes ganho cortesia em hotéis. De uma maneira geral as pessoas recebem bem o projeto e tentam ajudar. Quando me oferecem, eu aceito.”

Zé do Pedal só reclama de uma coisa: a dificuldade em encontrar as autoridades nas cidades que visita. No total serão 327 cidades em 20 estados.

'Quando eu chego na cidade, eu vou na Câmara e na Prefeitura atrás das autoridades pra entregar minha proposta de projeto de lei e a coisa mais difícil é encontrar esse pessoal'

Mas apesar da dificuldade, ele também encontra pessoas que marcam sua vida. Em Cedro, no município de Sobral, encontrou um jovem cadeirante que se lamentou das dificuldades de sair de casa, por conta da péssima condição da calçada da rua onde mora. “Sai dali imaginando a dificuldade de outras pessoas, isso me dá mais vontade de continuar.”

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

No ano de 1985 durante a volta ao mundo (FOTO: Arquivo pessoal)

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

Na viagem entre a França e a África do Sul (FOTO: Arquivo pessoal)

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

Na viagem entre a França e a África do Sul (FOTO: Arquivo pessoal)

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

Na viagem entre os anos de 2008 e 2010, em frente a Torre Eifel, Paris (FOTO: Arquivo pessoal)

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

Com os realizadores do curta-metrage, Bruno Lima e Fabricio Menicucci (FOTO: Arquivo pessoal)

Não é fácil ficar longe da família, mas Zé afirma que o apoio dos dois filhos é um grande incentivo. “Meus dois filhos moram no Equador, nos falamos sempre e eles me apoiam muito. Quando eu terminar essa viagem, vou ficar lá dois meses com eles”, comemora. E sobre a lição que fica com cada projeto ele diz que o melhor é olhar pra trás e perceber que conseguiu conquistar o que sonhou. “Lembro dos projetos anteriores e sempre tem algo marcante. É muito bom ver as coisas mudando e meu coração dizendo pra eu continuar caminhando.” Zé do Pedal faz com um apelo para quem for construir ou fazer reformas. “Peço que cada cidadão pense nos que tem mobilidade reduzida, idosos, cadeirantes até gestantes. Façam sua parte e tornem pelo menos sua calçada acessível”, finaliza.

Filme

A aventura de Zé do Pedal entre a França e a África do Sul, entre 2008 e 2010 virou filme. Com praticamente nenhum recurso os realizadores Bruno Lima e Fabricio Menicucci filmaram e finalizaram o curta-metragem “Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo”, que vai ser exibido na Espanha no próximo mês.

Os realizadores acompanharam Zé no percurso durante duas semanas até sua chegada em Joanesburgo, mais cidade da África do Sul. Lá Zé do Pedal teve a oportunidade de assistir a sua terceira Copa do Mundo.

ARTE: TIAGO LEITE/TRIBUNA DO CEARÁ

ARTE: TIAGO LEITE/TRIBUNA DO CEARÁ

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Levando uma cadeira de rodas, ativista promete ir do Oiapoque ao Chuí a pé

Zé do Pedal está em Fortaleza após já ter percorrido 2.800 quilômetros. A viagem segue até Chuí, na região sul do país

Por Marcella Ruchet em Cotidiano

27 de junho de 2014 às 08:58

Há 5 anos
Faça chuva ou faça sol Zé do Pedal continua sua caminhada (FOTO: Divulgação/Zé do Pedal)

Faça chuva ou faça sol Zé do Pedal continua sua caminhada (FOTO: Divulgação/Zé do Pedal)

Do Oiapoque ao Chuí. A expressão bastante conhecida, hoje faz muito sentido no dia a dia de José Geraldo de Souza Castro (56), o Zé do Pedal. Com 145.000 quilômetros pedalados ao redor do mundo, atualmente o seu projeto de vida é atravessar o Brasil a pé, empurrando uma cadeira de rodas.

Natural de Guaraciaba, município do estado de Minas Gerais, Zé do Pedal é fotógrafo, ativista, ciclista e técnico em turismo. Há 33 anos iniciou sua história de idas e vindas pelo mundo e sua 1ª grande viagem teve como destino a Espanha, onde foi assistir a Copa do Mundo de 1982. “Essa viagem foi apenas para satisfação pessoal, depois dela é que comecei a ter vontade de fazer coisas para chamar a atenção das pessoas de uma forma positiva”, conta. De lá pra cá Zé do Pedal visitou 73 países em cinco continentes, assistiu a três Copas do Mundo e quatro guerras civis. Além de passar por tempestades e furacões, tudo isso a “base de pedaladas”.

No currículo do ativista já são oito projetos sociais em forma de viagens. Entre nacionais e internacionais, a maior delas foi entre os anos de 1983 e 1986, onde fez uma volta ao mundo de bicicleta. Foram 54 países, onde divulgou uma campanha de combate ao câncer. No fim da viagem pode assistir a mais uma Copa do Mundo, dessa vez no México.

No ano de 2008 a viagem a bordo de um kart a pedal entre a França e a África do Sul foi o início do desejo da sua viagem atual. Zé estava passando pela Espanha – onde tudo começou anos atrás – quando viu a dificuldade de uma jovem cadeirante para subir uma rampa que possuía um pequeno degrau. “Esse episódio chamou minha atenção e comecei a perceber como era a acessibilidade na minha cidade. Decidi, naquele momento, que seria meu novo projeto”, relembra.

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

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Por onde passa Zé do Pedal encontra deficientes e pessoas que apoiam seu projeto (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”
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“Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza (FOTO: DIVULGAÇÃO)/ZÉ DO PEDAL)

 “Extremas Fronteiras, Barreira Extremas”

A caminhada atual teve início no dia 10 de fevereiro desse ano, às margens do Rio Ailã, primeiro rio brasileiro, na região Norte. Em quatro meses Zé do Pedal percorreu 2.800 quilômetros até chegar em Fortaleza. “Já passei por Roraima, Amazonas, Pará e Piauí. Depois de Fortaleza vou partir pra Natal. No total, até Chuí, no Sul, vão ser 10.700 quilômetros. Além dos quilômetros ele se orgulha da quantidade de passos: vão ser 150 milhões. O motivo é bem claro. “Quero alertar as pessoas quanto a acessibilidade de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, por isso levo comigo uma cadeira de rodas.”

A viagem ainda não tem data certa para acabar, provavelmente ela dure até maio do próximo ano. Mas segundo o próprio viajante ele não quer colocar prazos, para não comprometer a qualidade do projeto. Quanto a rotina Zé do Pedal conta que acorda às 4h30 da manhã e começa a caminhar. Dependendo do tipo de acostamento e das condições no dia a caminhada pode chegar até 50 quilômetros. “Nem sempre tenho onde ficar, as vezes acho algum lugar na hora, uma igreja, um posto de gasolina e algumas vezes ganho cortesia em hotéis. De uma maneira geral as pessoas recebem bem o projeto e tentam ajudar. Quando me oferecem, eu aceito.”

Zé do Pedal só reclama de uma coisa: a dificuldade em encontrar as autoridades nas cidades que visita. No total serão 327 cidades em 20 estados.

'Quando eu chego na cidade, eu vou na Câmara e na Prefeitura atrás das autoridades pra entregar minha proposta de projeto de lei e a coisa mais difícil é encontrar esse pessoal'

Mas apesar da dificuldade, ele também encontra pessoas que marcam sua vida. Em Cedro, no município de Sobral, encontrou um jovem cadeirante que se lamentou das dificuldades de sair de casa, por conta da péssima condição da calçada da rua onde mora. “Sai dali imaginando a dificuldade de outras pessoas, isso me dá mais vontade de continuar.”

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

No ano de 1985 durante a volta ao mundo (FOTO: Arquivo pessoal)

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

Na viagem entre a França e a África do Sul (FOTO: Arquivo pessoal)

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

Na viagem entre a França e a África do Sul (FOTO: Arquivo pessoal)

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

Na viagem entre os anos de 2008 e 2010, em frente a Torre Eifel, Paris (FOTO: Arquivo pessoal)

Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo
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Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo

Com os realizadores do curta-metrage, Bruno Lima e Fabricio Menicucci (FOTO: Arquivo pessoal)

Não é fácil ficar longe da família, mas Zé afirma que o apoio dos dois filhos é um grande incentivo. “Meus dois filhos moram no Equador, nos falamos sempre e eles me apoiam muito. Quando eu terminar essa viagem, vou ficar lá dois meses com eles”, comemora. E sobre a lição que fica com cada projeto ele diz que o melhor é olhar pra trás e perceber que conseguiu conquistar o que sonhou. “Lembro dos projetos anteriores e sempre tem algo marcante. É muito bom ver as coisas mudando e meu coração dizendo pra eu continuar caminhando.” Zé do Pedal faz com um apelo para quem for construir ou fazer reformas. “Peço que cada cidadão pense nos que tem mobilidade reduzida, idosos, cadeirantes até gestantes. Façam sua parte e tornem pelo menos sua calçada acessível”, finaliza.

Filme

A aventura de Zé do Pedal entre a França e a África do Sul, entre 2008 e 2010 virou filme. Com praticamente nenhum recurso os realizadores Bruno Lima e Fabricio Menicucci filmaram e finalizaram o curta-metragem “Zé do Pedal – As fronteiras do Mundo”, que vai ser exibido na Espanha no próximo mês.

Os realizadores acompanharam Zé no percurso durante duas semanas até sua chegada em Joanesburgo, mais cidade da África do Sul. Lá Zé do Pedal teve a oportunidade de assistir a sua terceira Copa do Mundo.

ARTE: TIAGO LEITE/TRIBUNA DO CEARÁ

ARTE: TIAGO LEITE/TRIBUNA DO CEARÁ