Ceará tem a segunda maior taxa de sífilis congênita do Brasil


Ceará tem a segunda maior taxa de sífilis congênita do Brasil

Boletim epidemológico do Ministério da Saúde é lançado para marcar o Dia Nacional de Combate à Sífilis, instituído no terceiro sábado de outubro.

Por Matheus Ribeiro em Cotidiano

22 de outubro de 2012 às 18:52

Há 7 anos
Ceará tem a segunda maior taxa de sífilis congênita no Brasil

Para o tratamento ser efetivo, o procedimento deve ser realizado até um mês antes do parto (FOTO: Divulgação)

O estado do Ceará tem a segunda maior taxa de ocorrências de sífilis congênita (doença passada da mãe para o filho) do Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (22).

De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), o número de casos de sífilis congênita no estado cresceu 146% de 2005 para 2011. Somente em 2011 foram diagnosticados 902 casos. Em 2005 o número foi 367. Segundo o ministério, o aumento do diagnóstico de casos de sífilis congênita aumentou em 34% em menores de 1 ano de idade, entre os anos 2010 a 2011, no Brasil.

A taxa de incidência de sífilis congênita em menores de um ano de idade é maior em Fortaleza. Segundo dados da Sesa, a capital foi responsável por 14,14% dos casos registrados em 2011. Logo após Fortaleza estão Canindé (10,39%), Caucaia (8,32%), Maracanaú (6,47%).

Sobre a doença

A sífilis congênita é a transmissão da doença de mãe para filho. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê, quando este nasce gravemente doente. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal nos postos de saúde do município e, quando o resultado for positivo, tratar corretamente a mulher e seu parceiro.

“O diagnóstico se dá por meio do exame de sangue e deve ser pedido no primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é refazer o teste no terceiro trimestre da gestação e repetir o exame logo antes do parto, já na maternidade. Quem não fez pré-natal deve realizar o teste antes do parto”, informa.

Tratamento

Para que o tratamento da mãe seja efetivo e evite a transmissão ao recém-nascido, o procedimento deve ser realizado até um mês antes do parto. Se infectado pela sífilis, o recém-nascido deve ficar internado por dez dias para receber a medicação adequada. O maior desafio para interromper a cadeia de transmissão da sífilis congênita, segundo o secretário, é tratar também o parceiro.

No Ceará, o Hospital São José de Doenças Infecciosas e a Maternidade Hospital César Cals estão preparados para atender, diagnosticar e tratar casos de sífilis congênita.

Publicidade

Dê sua opinião

Ceará tem a segunda maior taxa de sífilis congênita do Brasil

Boletim epidemológico do Ministério da Saúde é lançado para marcar o Dia Nacional de Combate à Sífilis, instituído no terceiro sábado de outubro.

Por Matheus Ribeiro em Cotidiano

22 de outubro de 2012 às 18:52

Há 7 anos
Ceará tem a segunda maior taxa de sífilis congênita no Brasil

Para o tratamento ser efetivo, o procedimento deve ser realizado até um mês antes do parto (FOTO: Divulgação)

O estado do Ceará tem a segunda maior taxa de ocorrências de sífilis congênita (doença passada da mãe para o filho) do Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados nesta segunda-feira (22).

De acordo com a Secretaria de Saúde do Ceará (Sesa), o número de casos de sífilis congênita no estado cresceu 146% de 2005 para 2011. Somente em 2011 foram diagnosticados 902 casos. Em 2005 o número foi 367. Segundo o ministério, o aumento do diagnóstico de casos de sífilis congênita aumentou em 34% em menores de 1 ano de idade, entre os anos 2010 a 2011, no Brasil.

A taxa de incidência de sífilis congênita em menores de um ano de idade é maior em Fortaleza. Segundo dados da Sesa, a capital foi responsável por 14,14% dos casos registrados em 2011. Logo após Fortaleza estão Canindé (10,39%), Caucaia (8,32%), Maracanaú (6,47%).

Sobre a doença

A sífilis congênita é a transmissão da doença de mãe para filho. A infecção é grave e pode causar má-formação do feto, aborto ou morte do bebê, quando este nasce gravemente doente. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), é importante fazer o teste para detectar a sífilis durante o pré-natal nos postos de saúde do município e, quando o resultado for positivo, tratar corretamente a mulher e seu parceiro.

“O diagnóstico se dá por meio do exame de sangue e deve ser pedido no primeiro trimestre da gravidez. O recomendado é refazer o teste no terceiro trimestre da gestação e repetir o exame logo antes do parto, já na maternidade. Quem não fez pré-natal deve realizar o teste antes do parto”, informa.

Tratamento

Para que o tratamento da mãe seja efetivo e evite a transmissão ao recém-nascido, o procedimento deve ser realizado até um mês antes do parto. Se infectado pela sífilis, o recém-nascido deve ficar internado por dez dias para receber a medicação adequada. O maior desafio para interromper a cadeia de transmissão da sífilis congênita, segundo o secretário, é tratar também o parceiro.

No Ceará, o Hospital São José de Doenças Infecciosas e a Maternidade Hospital César Cals estão preparados para atender, diagnosticar e tratar casos de sífilis congênita.