Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército


Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

Numa reviravolta na investigação, há suspeita de que outra pessoa esteja envolvida. Em mensagem no Facebook, supostamente a esposa do subtenente teria um amante

Por Roberta Tavares em Cotidiano

27 de novembro de 2014 às 08:00

Há 5 anos
O casal tinha dois filhos; o de 9 anos morreu envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal tinha dois filhos; o de 9 anos morreu envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

Selo SubtenenteUma terceira pessoa pode ter sido a autora do crime que resultou na morte do filho do subtenente do Exército Francilewdo Bezerra. De acordo com o titular do 16º Distrito Policial, Wilder Brito, as investigações seguem duas vertentes: a versão da esposa do militar Cristiane Coelho, acusando o militar de ter matado o garoto; e a possibilidade de que ela tenha cometido o crime ou que uma terceira pessoa seja autora do assassinato.

“Tem a versão apresentada pela mulher. Ela disse que ele a drogou com a substância do Rivotril [tranquilizante tarja preta], antes a espancou, envenenou o filho e tentou contra a própria vida. Essa é a vertente que a autoridade policial plantonista acatou e lavrou o auto de prisão em flagrante do subtenente”, explica Wilder Brito.

Segundo disse, a outra vertente trabalha na perspectiva de que o militar não tenha cometido o crime. “A segunda vertente é a possibilidade de que o subtenente não tenha feito nada disso e que outra pessoa tenha elaborado toda essa cena e jogado a culpa para ele na esperança de que ele viesse a morrer. Essa pessoa tanto poderia ser ela, quanto uma terceira pessoa. Ou então que essa terceira pessoa estivesse lá auxiliando em todo o desencadeamento”, revela.

Mensagem citava traição

Uma mensagem no Facebook, publicada logo após o crime no perfil de Francilewdo Bezerra, explica que a esposa pediu divórcio, por tratá-lo como irmão, e que supostamente teria um caso com outro homem. “Sabia que não ficaria sozinha por muito tempo, já tem quem queira até casar. Se for da vontade dela, e se ela sobreviver a quantidade de remédios que lhe dei. Deixa ela ser feliz (…) Sei que ela nunca escondeu ser casada, e abdicou a vida pelos filhos. Queria morrer ao lado dela”, dizia a mensagem.

Publicação citava suposta traição (FOTO: Reprodução/Facebook)

Publicação citava suposta traição (FOTO: Reprodução/Facebook)

Segundo Wilder Brito, as investigações chegaram à fase técnica, de averiguação do material eletrônico, como aparelhos de celulares, uso de redes sociais, restauração de informações deletadas, cartas, oitivas e averiguação do perfil psicológico.

“Temos que saber a vida desse casal, quando não morava em Fortaleza. Quando a gente trabalha na questão do crime, a gente faz perguntas clássicas de todas as investigações policiais: por quê? Quem? A quem interessa? Qual a motivação? De acordo com as respostas, a gente pode caminhar com certeza e identificar quem verdadeiramente cometeu o crime. O que eu tenho é que provar”, avalia.

O delegado constantemente visita o subtenente, com a intenção de saber – com a família e com a equipe médica – quando será marcado o depoimento. “Conversei com ele. Pode ser que peguemos as declarações ainda nesta semana”.

Ao acordar do coma, segundo o advogado do militar, Walmir Medeiros, o subtenente lembrou de ter ido ao supermercado e ter comido algo em casa. “Ele tem a impressão de que, depois isso, foi pedido comida de algum lugar, mas não lembra se foi ele ou a esposa que pediu, e jantou. Coisa de rotina”. Imagens da câmera de circuito interno do supermercado não foram divulgadas à imprensa para não atrapalhar as investigações.

Reconstituição

Após a recuperação do militar e sua tomada de depoimento, a esposa Cristiane Coelho será ouvida novamente. Caso surja novidade, poderá ocorrer a reconstituição do crime, na residência da família, no Conjunto Napoleão Viana, Bairro Dias Macedo, em Fortaleza. “Quando tivermos a versão do subtenente, formalizada, com o laudo médico, teremos outro passo mais importante ainda que pode ajudar a esclarecer a autoria do crime”, assegura o delegado.

Assista à matéria exibida no Barra Pesada:

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Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

Numa reviravolta na investigação, há suspeita de que outra pessoa esteja envolvida. Em mensagem no Facebook, supostamente a esposa do subtenente teria um amante

Por Roberta Tavares em Cotidiano

27 de novembro de 2014 às 08:00

Há 5 anos
O casal tinha dois filhos; o de 9 anos morreu envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

O casal tinha dois filhos; o de 9 anos morreu envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

Selo SubtenenteUma terceira pessoa pode ter sido a autora do crime que resultou na morte do filho do subtenente do Exército Francilewdo Bezerra. De acordo com o titular do 16º Distrito Policial, Wilder Brito, as investigações seguem duas vertentes: a versão da esposa do militar Cristiane Coelho, acusando o militar de ter matado o garoto; e a possibilidade de que ela tenha cometido o crime ou que uma terceira pessoa seja autora do assassinato.

“Tem a versão apresentada pela mulher. Ela disse que ele a drogou com a substância do Rivotril [tranquilizante tarja preta], antes a espancou, envenenou o filho e tentou contra a própria vida. Essa é a vertente que a autoridade policial plantonista acatou e lavrou o auto de prisão em flagrante do subtenente”, explica Wilder Brito.

Segundo disse, a outra vertente trabalha na perspectiva de que o militar não tenha cometido o crime. “A segunda vertente é a possibilidade de que o subtenente não tenha feito nada disso e que outra pessoa tenha elaborado toda essa cena e jogado a culpa para ele na esperança de que ele viesse a morrer. Essa pessoa tanto poderia ser ela, quanto uma terceira pessoa. Ou então que essa terceira pessoa estivesse lá auxiliando em todo o desencadeamento”, revela.

Mensagem citava traição

Uma mensagem no Facebook, publicada logo após o crime no perfil de Francilewdo Bezerra, explica que a esposa pediu divórcio, por tratá-lo como irmão, e que supostamente teria um caso com outro homem. “Sabia que não ficaria sozinha por muito tempo, já tem quem queira até casar. Se for da vontade dela, e se ela sobreviver a quantidade de remédios que lhe dei. Deixa ela ser feliz (…) Sei que ela nunca escondeu ser casada, e abdicou a vida pelos filhos. Queria morrer ao lado dela”, dizia a mensagem.

Publicação citava suposta traição (FOTO: Reprodução/Facebook)

Publicação citava suposta traição (FOTO: Reprodução/Facebook)

Segundo Wilder Brito, as investigações chegaram à fase técnica, de averiguação do material eletrônico, como aparelhos de celulares, uso de redes sociais, restauração de informações deletadas, cartas, oitivas e averiguação do perfil psicológico.

“Temos que saber a vida desse casal, quando não morava em Fortaleza. Quando a gente trabalha na questão do crime, a gente faz perguntas clássicas de todas as investigações policiais: por quê? Quem? A quem interessa? Qual a motivação? De acordo com as respostas, a gente pode caminhar com certeza e identificar quem verdadeiramente cometeu o crime. O que eu tenho é que provar”, avalia.

O delegado constantemente visita o subtenente, com a intenção de saber – com a família e com a equipe médica – quando será marcado o depoimento. “Conversei com ele. Pode ser que peguemos as declarações ainda nesta semana”.

Ao acordar do coma, segundo o advogado do militar, Walmir Medeiros, o subtenente lembrou de ter ido ao supermercado e ter comido algo em casa. “Ele tem a impressão de que, depois isso, foi pedido comida de algum lugar, mas não lembra se foi ele ou a esposa que pediu, e jantou. Coisa de rotina”. Imagens da câmera de circuito interno do supermercado não foram divulgadas à imprensa para não atrapalhar as investigações.

Reconstituição

Após a recuperação do militar e sua tomada de depoimento, a esposa Cristiane Coelho será ouvida novamente. Caso surja novidade, poderá ocorrer a reconstituição do crime, na residência da família, no Conjunto Napoleão Viana, Bairro Dias Macedo, em Fortaleza. “Quando tivermos a versão do subtenente, formalizada, com o laudo médico, teremos outro passo mais importante ainda que pode ajudar a esclarecer a autoria do crime”, assegura o delegado.

Assista à matéria exibida no Barra Pesada:

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