Diretora desmente desativação de enfermaria para diabéticos em hospital


Diretora desmente desativação de enfermaria para diabéticos em hospital

Ala passou por reestruturação e pacientes pé diabéticos passaram a ser atendidos no Centro de Cuidados Especiais

Por Renatta Pimentel em Cotidiano

30 de setembro de 2013 às 11:48

Há 6 anos

Os “pé diabéticos” – como são chamados aqueles que apresentam infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores devido o diabetes – não podem mais ser atendidos na enfermaria do Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) devido uma reestruturação do local.

Desde o dia 15 de setembro os “pé diabéticos” passaram a ser atendidos na Unidade de Cuidados Especiais (UCE) ou na clínica médica.

A diretora geral do HGDWA, Fernanda Netto desmente a informação de que a enfermaria – antes direcionada para esses pacientes – tenha sido fechada e explica o motivo da mudança.

“Houve uma reestruturação desse espaço porque os paciente pé diabéticos não procuravam o atendimento e ficávamos com leitos ociosos e consequentemente outros pacientes não podiam ser atendidos ali, porque esses leitos eram reservados aos pé diabéticos. Então, fizemos essa mudança para dar suporte a paciente com doenças crônicas e saídos da UTI, por exemplo, direcionando os pé diabéticos para a clínica médica ou UCE”, esclarece.

Fernanda também explica que geralmente esses pacientes eram diagnosticados com outros problemas e direcionados para outras hospitais.

Manter o nível de glicemia controlado é uma das formas de prevenir o "pé diabético" (Foto: Divulgação)

Manter o nível de glicemia controlado é uma das formas de prevenir o “pé diabético” (Foto: Divulgação)

Sintomas e prevenção

A doença – pé diabético – pode ser evitada com a prevenção. Segundo Fernanda, o paciente deve sempre fazer uma inspeção nos pés e calçar sapatos confortáveis. “Como acontece a perda da sensibilidade, muitas vezes as feridas estão ali e o paciente não sabe, por isso, é importante a fazer uma inspeção nos pés”.

Sendo a prevenção a maneira mais eficaz de evitar a complicação, é importante também checar e manter os níveis da glicemia controlados com alimentação adequada e prática de exercícios, e avaliação médica periódica.

As feridas ocorrem, em geral, quando as taxas de glicose permanecem altas durante muitos anos. Se não for tratado, o pé diabético pode levar à amputação.  Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil têm como causa o diabetes mal controlado: são 55 mil amputações anuais.

A pessoa com pé diabético tem sintomas como:

  • formigamentos
  • perda da sensibilidade local
  • dores
  • queimação nos pés e nas pernas
  • dormência
  • fraqueza nas pernas
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Diretora desmente desativação de enfermaria para diabéticos em hospital

Ala passou por reestruturação e pacientes pé diabéticos passaram a ser atendidos no Centro de Cuidados Especiais

Por Renatta Pimentel em Cotidiano

30 de setembro de 2013 às 11:48

Há 6 anos

Os “pé diabéticos” – como são chamados aqueles que apresentam infecções ou problemas na circulação nos membros inferiores devido o diabetes – não podem mais ser atendidos na enfermaria do Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara (HGWA) devido uma reestruturação do local.

Desde o dia 15 de setembro os “pé diabéticos” passaram a ser atendidos na Unidade de Cuidados Especiais (UCE) ou na clínica médica.

A diretora geral do HGDWA, Fernanda Netto desmente a informação de que a enfermaria – antes direcionada para esses pacientes – tenha sido fechada e explica o motivo da mudança.

“Houve uma reestruturação desse espaço porque os paciente pé diabéticos não procuravam o atendimento e ficávamos com leitos ociosos e consequentemente outros pacientes não podiam ser atendidos ali, porque esses leitos eram reservados aos pé diabéticos. Então, fizemos essa mudança para dar suporte a paciente com doenças crônicas e saídos da UTI, por exemplo, direcionando os pé diabéticos para a clínica médica ou UCE”, esclarece.

Fernanda também explica que geralmente esses pacientes eram diagnosticados com outros problemas e direcionados para outras hospitais.

Manter o nível de glicemia controlado é uma das formas de prevenir o "pé diabético" (Foto: Divulgação)

Manter o nível de glicemia controlado é uma das formas de prevenir o “pé diabético” (Foto: Divulgação)

Sintomas e prevenção

A doença – pé diabético – pode ser evitada com a prevenção. Segundo Fernanda, o paciente deve sempre fazer uma inspeção nos pés e calçar sapatos confortáveis. “Como acontece a perda da sensibilidade, muitas vezes as feridas estão ali e o paciente não sabe, por isso, é importante a fazer uma inspeção nos pés”.

Sendo a prevenção a maneira mais eficaz de evitar a complicação, é importante também checar e manter os níveis da glicemia controlados com alimentação adequada e prática de exercícios, e avaliação médica periódica.

As feridas ocorrem, em geral, quando as taxas de glicose permanecem altas durante muitos anos. Se não for tratado, o pé diabético pode levar à amputação.  Segundo o Ministério da Saúde, 70% das cirurgias para retirada de membros no Brasil têm como causa o diabetes mal controlado: são 55 mil amputações anuais.

A pessoa com pé diabético tem sintomas como:

  • formigamentos
  • perda da sensibilidade local
  • dores
  • queimação nos pés e nas pernas
  • dormência
  • fraqueza nas pernas