Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso


Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

Cristiane Coelho deve voltar a Recife, onde mora a família. Enquanto isso, o subtenente Francilewdo Bezerra segue internado em coma, em hospital de Fortaleza

Por Roberta Tavares em Cotidiano

19 de novembro de 2014 às 17:47

Há 5 anos
Acompanhada da advogada, Cristiane prestou depoimento durante 5 horas (FOTO: Cristiano Pantanal/TV Jangadeiro)

Acompanhada da advogada, Cristiane prestou depoimento durante 5 horas (FOTO: Cristiano Pantanal/TV Jangadeiro)

Selo SubtenenteApós cinco horas de depoimento, a esposa do subtenente do Exército Brasileiro negou ter traído o marido com um rapaz que seria o pivô do caso. Nesta quarta-feira (19), Cristiane Renata Coelho, de 41 anos, foi interrogada no 16º Distrito Policial, em Fortaleza, sobre a morte por envenenamento do filho autista. Ela acusa o marido de ter sido o autor do crime.

A esposa de Francilewdo Bezerra chegou ao 16º DP às 10h e não atendeu a imprensa. De acordo com o titular da delegacia, Wilder Brito, Cristiane confirmou a existência do homem citado na publicação no Facebook do militar, mas negou ter qualquer tipo de envolvimento amoroso. “Ela falou que era só um amigo”.

Logo após o depoimento, a mulher foi levada para fazer exames complementares no Instituto Médico Legal (IML), e em seguida deve voltar a Recife, onde mora a família. Enquanto isso, o marido segue internado no Hospital Geral do Exército, na capital cearense.

Durante o depoimento, segundo o delegado, ela chorou, mostrou-se instável e confirmou a versão apresentada inicialmente, no dia do flagrante do caso, de que teria sido obrigada pelo marido a ingerir cápsulas de um remédio e, antes, havia bebido vinho. Disse ainda que o subtenente teria a agredido e dado medicamento ao filho mais velho, Lewdo Ricardo Coelho, de 9 anos, que morreu ainda na madrugada de terça-feira (11).

Nesta quarta-feira, Cristiane devolveu o celular do marido à polícia, para que sejam feitas as investigações, e segundo Wilder Brito confirmou ter apagado alguns itens do aparelho a pedido da família.

Ainda são aguardados os exames de corpo de delito e toxicológico feitos no militar, além do laudo pericial grafotécnico, para que seja analisado o bilhete deixado na residência da família, no Conjunto Napoleão Viana, no Bairro Dias Macedo. “O inquérito do caso será entregue na quinta-feira à Justiça e será solicitada devolução urgente para que as investigações continuem”, declarou o delegado.

Mensagem no Facebook
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Mensagem no Facebook

Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

Chumbinho

O filho do subtenente foi vítima de envenenamento causado por ‘chumbinho’, produto clandestino irregularmente usado para matar ratos. Há a suspeita de que o militar também tenha ingerido o mesmo veneno. Ele está internado no Hospital Geral do Exército, na capital cearense. Para o delegado do 16º Distrito Policial, Wilder Brito, ainda não é certo que o subtenente tenha sido o responsável. “Acredito que a mulher é a ‘peça-chave’ da investigação”. Caso ele se recupere, a polícia também pretende ouvi-lo.

Mensagem no Facebook

Logo após o ocorrido, uma mensagem foi encontrada no perfil do Facebook de Francilewdo Bezerra. “Temos dois filhos especiais. Vou levar um comigo. Obriguei ela [esposa] a beber vinho com seus tranquilizantes para dormir e não ver o que vou fazer. Me perdoem, família, mas a carga tá grande demais, e não aguento mais sofrer calado vendo essa mulher se anular há 10 anos”, dizia a carta.

Ainda na postagem, é explicado que a esposa pediu o divórcio, por tratar o subtenente como irmão e que, supostamente, teria um caso com outro homem. “Sei que ela nunca escondeu ser casada, e abdicou a vida pelos filhos. Queria morrer ao lado dela (…) Eu a machuquei muito, eu enlouqueci. Quem ver essa postagem veja se ainda há jeito de salvá-la”.

* Com informações da repórter Emanuela Braga

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Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

Cristiane Coelho deve voltar a Recife, onde mora a família. Enquanto isso, o subtenente Francilewdo Bezerra segue internado em coma, em hospital de Fortaleza

Por Roberta Tavares em Cotidiano

19 de novembro de 2014 às 17:47

Há 5 anos
Acompanhada da advogada, Cristiane prestou depoimento durante 5 horas (FOTO: Cristiano Pantanal/TV Jangadeiro)

Acompanhada da advogada, Cristiane prestou depoimento durante 5 horas (FOTO: Cristiano Pantanal/TV Jangadeiro)

Selo SubtenenteApós cinco horas de depoimento, a esposa do subtenente do Exército Brasileiro negou ter traído o marido com um rapaz que seria o pivô do caso. Nesta quarta-feira (19), Cristiane Renata Coelho, de 41 anos, foi interrogada no 16º Distrito Policial, em Fortaleza, sobre a morte por envenenamento do filho autista. Ela acusa o marido de ter sido o autor do crime.

A esposa de Francilewdo Bezerra chegou ao 16º DP às 10h e não atendeu a imprensa. De acordo com o titular da delegacia, Wilder Brito, Cristiane confirmou a existência do homem citado na publicação no Facebook do militar, mas negou ter qualquer tipo de envolvimento amoroso. “Ela falou que era só um amigo”.

Logo após o depoimento, a mulher foi levada para fazer exames complementares no Instituto Médico Legal (IML), e em seguida deve voltar a Recife, onde mora a família. Enquanto isso, o marido segue internado no Hospital Geral do Exército, na capital cearense.

Durante o depoimento, segundo o delegado, ela chorou, mostrou-se instável e confirmou a versão apresentada inicialmente, no dia do flagrante do caso, de que teria sido obrigada pelo marido a ingerir cápsulas de um remédio e, antes, havia bebido vinho. Disse ainda que o subtenente teria a agredido e dado medicamento ao filho mais velho, Lewdo Ricardo Coelho, de 9 anos, que morreu ainda na madrugada de terça-feira (11).

Nesta quarta-feira, Cristiane devolveu o celular do marido à polícia, para que sejam feitas as investigações, e segundo Wilder Brito confirmou ter apagado alguns itens do aparelho a pedido da família.

Ainda são aguardados os exames de corpo de delito e toxicológico feitos no militar, além do laudo pericial grafotécnico, para que seja analisado o bilhete deixado na residência da família, no Conjunto Napoleão Viana, no Bairro Dias Macedo. “O inquérito do caso será entregue na quinta-feira à Justiça e será solicitada devolução urgente para que as investigações continuem”, declarou o delegado.

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

Chumbinho

O filho do subtenente foi vítima de envenenamento causado por ‘chumbinho’, produto clandestino irregularmente usado para matar ratos. Há a suspeita de que o militar também tenha ingerido o mesmo veneno. Ele está internado no Hospital Geral do Exército, na capital cearense. Para o delegado do 16º Distrito Policial, Wilder Brito, ainda não é certo que o subtenente tenha sido o responsável. “Acredito que a mulher é a ‘peça-chave’ da investigação”. Caso ele se recupere, a polícia também pretende ouvi-lo.

Mensagem no Facebook

Logo após o ocorrido, uma mensagem foi encontrada no perfil do Facebook de Francilewdo Bezerra. “Temos dois filhos especiais. Vou levar um comigo. Obriguei ela [esposa] a beber vinho com seus tranquilizantes para dormir e não ver o que vou fazer. Me perdoem, família, mas a carga tá grande demais, e não aguento mais sofrer calado vendo essa mulher se anular há 10 anos”, dizia a carta.

Ainda na postagem, é explicado que a esposa pediu o divórcio, por tratar o subtenente como irmão e que, supostamente, teria um caso com outro homem. “Sei que ela nunca escondeu ser casada, e abdicou a vida pelos filhos. Queria morrer ao lado dela (…) Eu a machuquei muito, eu enlouqueci. Quem ver essa postagem veja se ainda há jeito de salvá-la”.

* Com informações da repórter Emanuela Braga