Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento


Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

O delegado que investiga o caso prevê que a retomada das investigações ocorra na segunda-feira. A ideia é ouvir o subtenente para confrontar versão de sua esposa

Por Roberta Tavares em Cotidiano

21 de novembro de 2014 às 17:54

Há 5 anos
Subtenente continua inconsciente, internado em hospital (FOTO: Reprodução)

Subtenente continua inconsciente, internado em hospital (FOTO: Reprodução)

Selo SubtenenteO subtenente do Exército Brasileiro suspeito de matar o filho autista envenenado acordou do coma induzido, mas continua inconsciente. Ele foi internado no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza, em 11 de novembro. De acordo com o titular do 16º Distrito Policial, delegado Wilder Brito, a polícia aguarda a melhora de Francilewdo Bezerra para poder ouvi-lo em depoimento. “Estamos esperando que os médicos liberem, porque ele continua inconsciente”, afirma.

O relatório do inquérito policial foi entregue à Justiça na quinta-feira, mas as investigações ainda não terminaram. “Foi solicitada a devolução urgente para que as pesquisas continuem”, declara o Wilder. Segundo disse, a previsão é de que o inquérito seja devolvido à delegacia na segunda-feira (24).

Envenenamento

Francilewdo saiu do coma induzido na quinta-feira (20). O filho do subtenente foi vítima de envenenamento causado por ‘chumbinho’, produto clandestino irregularmente usado para matar ratos. Há a suspeita de que o militar também tenha ingerido o mesmo veneno.

O delegado responsável pelo caso estranhou que uma suposta mensagem deixada por Francilewdo em seu perfil no Facebook tenha sido alterada quando já estava internado em coma. Ainda durante a madrugada, ele teria escrito na rede social que tinha matado sua mulher e o filho mais velho em virtude de uma traição. “Temos dois filhos especiais. Vou levar um comigo. Obriguei ela [esposa] a beber vinho com seus tranquilizantes para dormir e não ver o que vou fazer. Me perdoem, família, mas a carga tá grande demais, e não aguento mais sofrer calado vendo essa mulher se anular há 10 anos”, dizia a carta.

Ainda na publicação, é explicado que a esposa pediu o divórcio, por tratar o subtenente como irmão e que, supostamente, teria um caso com outro homem. “Sei que ela nunca escondeu ser casada, e abdicou a vida pelos filhos. Queria morrer ao lado dela (…) Eu a machuquei muito, eu enlouqueci. Quem ver essa postagem veja se ainda há jeito de salvá-la”.

Mensagem no Facebook
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Mensagem no Facebook

Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

Hospital Geral do Exército
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Hospital Geral do Exército

Francilewdo Bezerra estava internado no apartamento do hospital militar, local em que trabalha (FOTO: Tribuna do Ceará/Rosana Romão)

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Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

O delegado que investiga o caso prevê que a retomada das investigações ocorra na segunda-feira. A ideia é ouvir o subtenente para confrontar versão de sua esposa

Por Roberta Tavares em Cotidiano

21 de novembro de 2014 às 17:54

Há 5 anos
Subtenente continua inconsciente, internado em hospital (FOTO: Reprodução)

Subtenente continua inconsciente, internado em hospital (FOTO: Reprodução)

Selo SubtenenteO subtenente do Exército Brasileiro suspeito de matar o filho autista envenenado acordou do coma induzido, mas continua inconsciente. Ele foi internado no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza, em 11 de novembro. De acordo com o titular do 16º Distrito Policial, delegado Wilder Brito, a polícia aguarda a melhora de Francilewdo Bezerra para poder ouvi-lo em depoimento. “Estamos esperando que os médicos liberem, porque ele continua inconsciente”, afirma.

O relatório do inquérito policial foi entregue à Justiça na quinta-feira, mas as investigações ainda não terminaram. “Foi solicitada a devolução urgente para que as pesquisas continuem”, declara o Wilder. Segundo disse, a previsão é de que o inquérito seja devolvido à delegacia na segunda-feira (24).

Envenenamento

Francilewdo saiu do coma induzido na quinta-feira (20). O filho do subtenente foi vítima de envenenamento causado por ‘chumbinho’, produto clandestino irregularmente usado para matar ratos. Há a suspeita de que o militar também tenha ingerido o mesmo veneno.

O delegado responsável pelo caso estranhou que uma suposta mensagem deixada por Francilewdo em seu perfil no Facebook tenha sido alterada quando já estava internado em coma. Ainda durante a madrugada, ele teria escrito na rede social que tinha matado sua mulher e o filho mais velho em virtude de uma traição. “Temos dois filhos especiais. Vou levar um comigo. Obriguei ela [esposa] a beber vinho com seus tranquilizantes para dormir e não ver o que vou fazer. Me perdoem, família, mas a carga tá grande demais, e não aguento mais sofrer calado vendo essa mulher se anular há 10 anos”, dizia a carta.

Ainda na publicação, é explicado que a esposa pediu o divórcio, por tratar o subtenente como irmão e que, supostamente, teria um caso com outro homem. “Sei que ela nunca escondeu ser casada, e abdicou a vida pelos filhos. Queria morrer ao lado dela (…) Eu a machuquei muito, eu enlouqueci. Quem ver essa postagem veja se ainda há jeito de salvá-la”.

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Francilewdo Bezerra estava internado no apartamento do hospital militar, local em que trabalha (FOTO: Tribuna do Ceará/Rosana Romão)