Policia Civil ainda não identificou autores de ataques às torres telefônicas

ATAQUE

Policia Civil ainda não identificou autores de ataques às torres telefônicas

Ataques seriam uma resposta contra a lei que obriga as operadoras a bloquear o sinal de celulares em unidades prisionais

Por Mayana Fontenele em Cotidiano

14 de abril de 2016 às 19:34

Há 3 anos
Além do incêndio, pichações com as siglas PCC foram escritas no muro da Câmara de Sobral (FOTO: Whatsapp Tribuna do Ceará)

Além do incêndio, pichações com as siglas PCC foram escritas no muro da Câmara de Sobral (FOTO: Whatsapp Tribuna do Ceará)

A Polícia Civil cearense continua as investigações para identificar os envolvidos nos ataques a torres telefônicas de Fortaleza e Região Metropolitana, registrados em menos de 24 horas, segundo informações da rádio Tribuna Band News FM.

No último ataque, ocorrido na noite de quarta-feira (13), no bairro Granja Portugal, localizado na periferia da capital cearense, uma antena da operadora Oi foi incendiada. Horas antes, vários equipamentos ficaram destruídos após incêndio na sala de manutenção de uma torre da mesma companhia, em Caucaia, na Grande Fortaleza.

As empresas são responsáveis pela segurança das instalações. A diretora do Sintel, Sindicato de Tecomunicações do Ceará, Ivone Brandão, ressalta que a adoção de novas medidas de segurança serão avaliadas diante da indefinição da origem das ocorrências.

Em Caucaia, os criminosos ainda picharam a parede do prédio. Segundo a mensagem, a ação criminosa foi uma represália à restrição de sinais de celulares nos arredores de presídios aprovada há mais de um mês pela Assembleia Legislativa do Ceará. A pichação ainda apresentava siglas e lema, que seriam ligados a facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ainda na tarde de ontem uma ameaça de bomba gerou a evacuação do prédio da Contax, empresa que presta serviços à Oi, na avenida Borges de Melo. O acesso ao prédio ficou bloqueado por cinco horas até a conclusão de vistoria, que nada identificou.

Pelo menos 8 mil pessoas trabalham no edifício. O Sintel teme que atentados ou ameaças voltem a ocorrer. “Nossa maior preocupação é com os trabalhadores. Como dizem que é uma represália, então pode ser que ocorra”, comenta a diretora. Até o momento nenhum suspeito de cometer as ações foi identificado.

Procurados pela reportagem, a operadora Oi e o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal, SinditeleBrasil, informaram que não vão se pronunciar sobre os atentados.

A Secretaria de Segurança Pública, por meio de nota, esclareceu que desenvolve ações no sentido de combater a criminalidade em todo o Estado e que é importante que o cidadão esteja atento e não compartilhe ou divulgue relatos incertos.

Ainda nesta madrugada, bandidos tentaram incendiar o prédio da câmara de vereadores de Sobral, região Norte do Estado. Na fachada da câmara, foram pichadas siglas que remetem a uma facção criminosa que atua de dentro dos presídios. Há duas semanas, a Assembleia Legislativa, em Fortaleza, foi o primeiro alvo quando 13 quilos de material explosivo foi encontrado dentro de um carro estacionado ao lado do prédio.

Confira o que diz a diretora do Sintel, Sindicato de Tecomunicações do Ceará, Ivone Brandão:

Publicidade

Dê sua opinião

ATAQUE

Policia Civil ainda não identificou autores de ataques às torres telefônicas

Ataques seriam uma resposta contra a lei que obriga as operadoras a bloquear o sinal de celulares em unidades prisionais

Por Mayana Fontenele em Cotidiano

14 de abril de 2016 às 19:34

Há 3 anos
Além do incêndio, pichações com as siglas PCC foram escritas no muro da Câmara de Sobral (FOTO: Whatsapp Tribuna do Ceará)

Além do incêndio, pichações com as siglas PCC foram escritas no muro da Câmara de Sobral (FOTO: Whatsapp Tribuna do Ceará)

A Polícia Civil cearense continua as investigações para identificar os envolvidos nos ataques a torres telefônicas de Fortaleza e Região Metropolitana, registrados em menos de 24 horas, segundo informações da rádio Tribuna Band News FM.

No último ataque, ocorrido na noite de quarta-feira (13), no bairro Granja Portugal, localizado na periferia da capital cearense, uma antena da operadora Oi foi incendiada. Horas antes, vários equipamentos ficaram destruídos após incêndio na sala de manutenção de uma torre da mesma companhia, em Caucaia, na Grande Fortaleza.

As empresas são responsáveis pela segurança das instalações. A diretora do Sintel, Sindicato de Tecomunicações do Ceará, Ivone Brandão, ressalta que a adoção de novas medidas de segurança serão avaliadas diante da indefinição da origem das ocorrências.

Em Caucaia, os criminosos ainda picharam a parede do prédio. Segundo a mensagem, a ação criminosa foi uma represália à restrição de sinais de celulares nos arredores de presídios aprovada há mais de um mês pela Assembleia Legislativa do Ceará. A pichação ainda apresentava siglas e lema, que seriam ligados a facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC).

Ainda na tarde de ontem uma ameaça de bomba gerou a evacuação do prédio da Contax, empresa que presta serviços à Oi, na avenida Borges de Melo. O acesso ao prédio ficou bloqueado por cinco horas até a conclusão de vistoria, que nada identificou.

Pelo menos 8 mil pessoas trabalham no edifício. O Sintel teme que atentados ou ameaças voltem a ocorrer. “Nossa maior preocupação é com os trabalhadores. Como dizem que é uma represália, então pode ser que ocorra”, comenta a diretora. Até o momento nenhum suspeito de cometer as ações foi identificado.

Procurados pela reportagem, a operadora Oi e o Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviços Móvel Celular e Pessoal, SinditeleBrasil, informaram que não vão se pronunciar sobre os atentados.

A Secretaria de Segurança Pública, por meio de nota, esclareceu que desenvolve ações no sentido de combater a criminalidade em todo o Estado e que é importante que o cidadão esteja atento e não compartilhe ou divulgue relatos incertos.

Ainda nesta madrugada, bandidos tentaram incendiar o prédio da câmara de vereadores de Sobral, região Norte do Estado. Na fachada da câmara, foram pichadas siglas que remetem a uma facção criminosa que atua de dentro dos presídios. Há duas semanas, a Assembleia Legislativa, em Fortaleza, foi o primeiro alvo quando 13 quilos de material explosivo foi encontrado dentro de um carro estacionado ao lado do prédio.

Confira o que diz a diretora do Sintel, Sindicato de Tecomunicações do Ceará, Ivone Brandão: