Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado


Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

Numa reviravolta na investigação, a Polícia cogita a possibilidade de que não tenha sido o militar o responsável pela morte do filho por envenenamento

Por Tribuna do Ceará em Cotidiano

15 de novembro de 2014 às 16:50

Há 5 anos
Francilewdo Bezerra era o principal suspeito da morte de filho. Agora, a polícia não descarta a possibilidade de que tenha sido a mulher (FOTO: Reprodução Facebook)

Francilewdo Bezerra era o principal suspeito da morte de filho. Agora, a polícia não descarta a possibilidade de que tenha sido a mulher (FOTO: Reprodução Facebook)

Selo SubtenenteUma série de perguntas sem respostas levará a Polícia a tomar novo depoimento da mulher do subtenente Francilewdo Bezerra, suspeito de tentar matá-la e de assassinar o filho envenenado. Para o delegado do 16º Distrito Policial, Wilder Brito, ainda não é certo que o militar tenha sido o responsável.

A reviravolta na investigação aconteceu após exame descartar a possibilidade de que o menino, de 9 anos, tenha sido morto por alta dosagem clorazepam, tranquilizante tarja preta. “Agora vamos esperar pelo laudo laboratorial para saber a causa da morte”, adianta Wilder, sem definir data.

Na madrugada de segunda (10) para terça-feira (11), segundo a mulher do acusado, Francilewdo, de 45 anos, a teria agredido e obrigado a tomar comprimidos de clorazepam. Após acordar do desmaio, Cristiane Renata Coelho Severino, de 41 anos, teria encontrado o filho e o pai agonizando.

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)


O garoto Lewdo Ricardo Coelho Severino morreu no local, uma casa no bairro Dias Macedo, em Fortaleza, enquanto o militar permanece internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital do Exército, tendo sido autuado em flagrante por homicídio e lesão corporal. Agora sem descartar qualquer hipótese, a Polícia pretende comparar a substância ingerida por mãe, pai e filho.

Quem entrou no Facebook?

O delegado responsável pelo caso estranhou que uma suposta mensagem deixada por Francilewdo em seu perfil no Facebook tenha sido alterada quando já estava internado em coma. Ainda durante a madrugada, ele teria escrito na rede social que tinha matado sua mulher e o filho mais velho em virtude de uma traição.

Na manhã de terça-feira, o perfil do militar foi alterado, o que gerou questionamentos. Na quinta-feira (13), diante da repercussão da alteração na postagem, os perfis de Francilwedo e Cristiane foram apagados. “Acredito que a mulher é ‘peça-chave’ da investigação”, confidencia Wilder Brito.

Por isso, Cristiane é aguardada para novo depoimento. A mulher viajou ao Recife para o enterro do filho mais velho, na companhia do mais novo, de 5 anos. Ambos nasceram com autismo. Caso Francilewdo se recupere, a polícia também pretende ouvi-lo. Por enquanto, não há data certa para o novo depoimento da mulher.

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Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

Numa reviravolta na investigação, a Polícia cogita a possibilidade de que não tenha sido o militar o responsável pela morte do filho por envenenamento

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15 de novembro de 2014 às 16:50

Há 5 anos
Francilewdo Bezerra era o principal suspeito da morte de filho. Agora, a polícia não descarta a possibilidade de que tenha sido a mulher (FOTO: Reprodução Facebook)

Francilewdo Bezerra era o principal suspeito da morte de filho. Agora, a polícia não descarta a possibilidade de que tenha sido a mulher (FOTO: Reprodução Facebook)

Selo SubtenenteUma série de perguntas sem respostas levará a Polícia a tomar novo depoimento da mulher do subtenente Francilewdo Bezerra, suspeito de tentar matá-la e de assassinar o filho envenenado. Para o delegado do 16º Distrito Policial, Wilder Brito, ainda não é certo que o militar tenha sido o responsável.

A reviravolta na investigação aconteceu após exame descartar a possibilidade de que o menino, de 9 anos, tenha sido morto por alta dosagem clorazepam, tranquilizante tarja preta. “Agora vamos esperar pelo laudo laboratorial para saber a causa da morte”, adianta Wilder, sem definir data.

Na madrugada de segunda (10) para terça-feira (11), segundo a mulher do acusado, Francilewdo, de 45 anos, a teria agredido e obrigado a tomar comprimidos de clorazepam. Após acordar do desmaio, Cristiane Renata Coelho Severino, de 41 anos, teria encontrado o filho e o pai agonizando.

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O garoto Lewdo Ricardo Coelho Severino morreu no local, uma casa no bairro Dias Macedo, em Fortaleza, enquanto o militar permanece internado na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) do Hospital do Exército, tendo sido autuado em flagrante por homicídio e lesão corporal. Agora sem descartar qualquer hipótese, a Polícia pretende comparar a substância ingerida por mãe, pai e filho.

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O delegado responsável pelo caso estranhou que uma suposta mensagem deixada por Francilewdo em seu perfil no Facebook tenha sido alterada quando já estava internado em coma. Ainda durante a madrugada, ele teria escrito na rede social que tinha matado sua mulher e o filho mais velho em virtude de uma traição.

Na manhã de terça-feira, o perfil do militar foi alterado, o que gerou questionamentos. Na quinta-feira (13), diante da repercussão da alteração na postagem, os perfis de Francilwedo e Cristiane foram apagados. “Acredito que a mulher é ‘peça-chave’ da investigação”, confidencia Wilder Brito.

Por isso, Cristiane é aguardada para novo depoimento. A mulher viajou ao Recife para o enterro do filho mais velho, na companhia do mais novo, de 5 anos. Ambos nasceram com autismo. Caso Francilewdo se recupere, a polícia também pretende ouvi-lo. Por enquanto, não há data certa para o novo depoimento da mulher.