Polícia revela áudio que indica desespero da esposa de subtenente após crime


Polícia revela áudio que indica desespero da esposa de subtenente após crime

No áudio, Cristiane Coelho pede ajuda chorando e afirma que o marido a agrediu. “Ele me agrediu e fez beber meus tranquilizantes, que eu tomo pra dormir, com vinho”

Por Roberta Tavares em Cotidiano

11 de dezembro de 2014 às 12:16

Há 5 anos

Selo Subtenente

Cristiane é considera uma suspeita em potencial de ter matado o filho envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

Cristiane é considera uma suspeita em potencial de ter matado o filho envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

A esposa do subtenente Francilewdo Bezerra suspeita de matar o filho envenenado chorou após fazer ligação ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em 11 de novembro, no dia do crime. A gravação, disponibilizada pela Polícia Civil, faz parte do inquérito do Caso Subtenente.

No áudio, Cristiane Coelho pede ajuda ao telefone. Ela chora e afirma que o marido a agrediu. “Socorro, pelo amor de Deus! Pelo amor de Deus, mande logo uma ambulância pra cá (…) Ele [marido] me deu uma surra. Ele me agrediu e fez beber meus tranquilizantes, que eu tomo pra dormir, com vinho”.

Em seguida, a esposa do militar explica o estado de saúde do filho e do marido. “Ele tá no chão agonizando, e meu filho tá no quarto agonizando do outro lado. Ele tá morrendo… meu filho e meu marido”. A atendente do Samu pergunta o que aconteceu, Cristiane diz que não sabe. “Eu não sei. Ele me bateu e me mandou tomar remédio. Ele me deu um monte de remédio para dormir e disse que ia fazer besteira”.

A ligação foi feita cerca de 20 minutos depois que uma mensagem foi publicada no perfil do Facebook de Francilewdo Bezerra. Em seguida, a publicação foi editada, mesmo com o militar em coma no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza.

Escute o áudio da ligação:


‘Suspeita em potencial’

No Caso Subtenente, Cristiane se tornou suspeita em potencial depois que o marido, Francilewdo Bezerra, confrontou em depoimento a versão dela. Além disso, exames descartaram a possibilidade de que o menino Lewdo Ricardo Coelho tivesse sido morto por alta dosagem de clonazepam, tranquilizante tarja preta. Ao contrário do que a mãe havia informado, o garoto ingeriu veneno para ratos (chumbinho).

Francilewdo Bezerra segue internado em apartamento no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza. Logo que a equipe decidir dar a alta médica do subtenente, o delegado Wilder Brito fará uma acareação. Será a primeira vez em que a mãe e o pai de Lewdo ficarão frente a frente após o incidente, para que sejam esclarecidas as divergências encontradas em suas declarações à polícia. “A versão de cada um será confrontada”, disse.

Publicação no Facebook

Na publicação publicada no Facebook do militar, é explicado que o casal tem dois filhos especiais. “Vou levar um comigo. Obriguei ela [esposa] a beber vinho com seus tranquilizantes para dormir e não ver o que vou fazer. Me perdoem, família, mas a carga tá grande demais, e não aguento mais sofrer calado vendo essa mulher se anular há 10 anos (…) Se for da vontade dela e se ela sobreviver à quantidade de remédios que lhe dei, deixa ela ser feliz”, conta a publicação.

Mensagem no Facebook
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Mensagem no Facebook

Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

Hospital Geral do Exército
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Hospital Geral do Exército

Francilewdo Bezerra estava internado no apartamento do hospital militar, local em que trabalha (FOTO: Tribuna do Ceará/Rosana Romão)

Relembre as matérias do caso:

12 de novembro – Subtenente é suspeito de matar filho autista, agredir esposa e anunciar crimes no Facebook

13 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho e agredir esposa continua em estado grave no hospital

15 de novembro – Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

19 de novembro – Filho autista de subtenente do Exército ingeriu “chumbinho”, aponta laudo

19 de novembro – Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

21 de novembro – Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

21 de novembro – Delegado quer saber quem comprou chumbinho usado para matar o filho de militar do Exército

24 de novembro – Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

24 de novembro – Com melhora de subtenente, delegado aguarda depoimento até o fim da semana

25 de novembro – Subtenente fica chocado ao acordar do coma e saber que é acusado do assassinato do filho

26 de novembro – Delegado estuda fazer reconstituição do caso de subtenente acusado pela mulher de matar o filho

27 de novembro – Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

28 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho será ouvido pela polícia mesmo na UTI

29 de novembro – Subtenente nega acusações e seu advogado acusa esposa de assassinar o filho para culpar militar

2 de dezembro – Delegado considera esposa de subtenente uma “suspeita em potencial” da morte do filho

3 de dezembro – Subtenente vai de vilão a mocinho após 3 semanas de investigação por morte de filho envenenado

3 de dezembro – Subtenente suspeito de matar o filho tem prisão preventiva revogada pela Justiça

4 de dezembro – Caso Subtenente: pai e mãe ficarão frente a frente pela 1ª vez após morte do filho envenenado

4 de dezembro – Em 1ª entrevista após sair de UTI, subtenente revela que tem tatuagem com nome de filho morto

8 de dezembro – Esposa de subtenente suspeita de matar o filho contrata um dos juristas mais conhecidos do Ceará

11 de dezembro – Um mês após crime, vizinha diz que nunca acreditou na versão de esposa de que subtenente matou o filho

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Polícia revela áudio que indica desespero da esposa de subtenente após crime

No áudio, Cristiane Coelho pede ajuda chorando e afirma que o marido a agrediu. “Ele me agrediu e fez beber meus tranquilizantes, que eu tomo pra dormir, com vinho”

Por Roberta Tavares em Cotidiano

11 de dezembro de 2014 às 12:16

Há 5 anos

Selo Subtenente

Cristiane é considera uma suspeita em potencial de ter matado o filho envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

Cristiane é considera uma suspeita em potencial de ter matado o filho envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

A esposa do subtenente Francilewdo Bezerra suspeita de matar o filho envenenado chorou após fazer ligação ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), em 11 de novembro, no dia do crime. A gravação, disponibilizada pela Polícia Civil, faz parte do inquérito do Caso Subtenente.

No áudio, Cristiane Coelho pede ajuda ao telefone. Ela chora e afirma que o marido a agrediu. “Socorro, pelo amor de Deus! Pelo amor de Deus, mande logo uma ambulância pra cá (…) Ele [marido] me deu uma surra. Ele me agrediu e fez beber meus tranquilizantes, que eu tomo pra dormir, com vinho”.

Em seguida, a esposa do militar explica o estado de saúde do filho e do marido. “Ele tá no chão agonizando, e meu filho tá no quarto agonizando do outro lado. Ele tá morrendo… meu filho e meu marido”. A atendente do Samu pergunta o que aconteceu, Cristiane diz que não sabe. “Eu não sei. Ele me bateu e me mandou tomar remédio. Ele me deu um monte de remédio para dormir e disse que ia fazer besteira”.

A ligação foi feita cerca de 20 minutos depois que uma mensagem foi publicada no perfil do Facebook de Francilewdo Bezerra. Em seguida, a publicação foi editada, mesmo com o militar em coma no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza.

Escute o áudio da ligação:


‘Suspeita em potencial’

No Caso Subtenente, Cristiane se tornou suspeita em potencial depois que o marido, Francilewdo Bezerra, confrontou em depoimento a versão dela. Além disso, exames descartaram a possibilidade de que o menino Lewdo Ricardo Coelho tivesse sido morto por alta dosagem de clonazepam, tranquilizante tarja preta. Ao contrário do que a mãe havia informado, o garoto ingeriu veneno para ratos (chumbinho).

Francilewdo Bezerra segue internado em apartamento no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza. Logo que a equipe decidir dar a alta médica do subtenente, o delegado Wilder Brito fará uma acareação. Será a primeira vez em que a mãe e o pai de Lewdo ficarão frente a frente após o incidente, para que sejam esclarecidas as divergências encontradas em suas declarações à polícia. “A versão de cada um será confrontada”, disse.

Publicação no Facebook

Na publicação publicada no Facebook do militar, é explicado que o casal tem dois filhos especiais. “Vou levar um comigo. Obriguei ela [esposa] a beber vinho com seus tranquilizantes para dormir e não ver o que vou fazer. Me perdoem, família, mas a carga tá grande demais, e não aguento mais sofrer calado vendo essa mulher se anular há 10 anos (…) Se for da vontade dela e se ela sobreviver à quantidade de remédios que lhe dei, deixa ela ser feliz”, conta a publicação.

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

Hospital Geral do Exército
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Hospital Geral do Exército

Francilewdo Bezerra estava internado no apartamento do hospital militar, local em que trabalha (FOTO: Tribuna do Ceará/Rosana Romão)

Relembre as matérias do caso:

12 de novembro – Subtenente é suspeito de matar filho autista, agredir esposa e anunciar crimes no Facebook

13 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho e agredir esposa continua em estado grave no hospital

15 de novembro – Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

19 de novembro – Filho autista de subtenente do Exército ingeriu “chumbinho”, aponta laudo

19 de novembro – Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

21 de novembro – Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

21 de novembro – Delegado quer saber quem comprou chumbinho usado para matar o filho de militar do Exército

24 de novembro – Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

24 de novembro – Com melhora de subtenente, delegado aguarda depoimento até o fim da semana

25 de novembro – Subtenente fica chocado ao acordar do coma e saber que é acusado do assassinato do filho

26 de novembro – Delegado estuda fazer reconstituição do caso de subtenente acusado pela mulher de matar o filho

27 de novembro – Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

28 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho será ouvido pela polícia mesmo na UTI

29 de novembro – Subtenente nega acusações e seu advogado acusa esposa de assassinar o filho para culpar militar

2 de dezembro – Delegado considera esposa de subtenente uma “suspeita em potencial” da morte do filho

3 de dezembro – Subtenente vai de vilão a mocinho após 3 semanas de investigação por morte de filho envenenado

3 de dezembro – Subtenente suspeito de matar o filho tem prisão preventiva revogada pela Justiça

4 de dezembro – Caso Subtenente: pai e mãe ficarão frente a frente pela 1ª vez após morte do filho envenenado

4 de dezembro – Em 1ª entrevista após sair de UTI, subtenente revela que tem tatuagem com nome de filho morto

8 de dezembro – Esposa de subtenente suspeita de matar o filho contrata um dos juristas mais conhecidos do Ceará

11 de dezembro – Um mês após crime, vizinha diz que nunca acreditou na versão de esposa de que subtenente matou o filho