Policial militar é impedida de assistir aula por estar armada na UFC


Policial militar é impedida de assistir aula na UFC por estar armada e fardada

A policial do Ronda do Quarteirão é estudante de Letras da universidade e estava com colete e arma dentro da sala

Por Roberta Tavares em Cotidiano

4 de setembro de 2014 às 09:06

Há 5 anos

Uma policial militar, estudante da Universidade Federal do Ceará (UFC), alegou ter sido retirada de sala de aula na Universidade Federal do Ceará (UFC) por estar fardada e armada. A informação é do Comando Geral da Polícia Militar. O caso, que aconteceu na última terça-feira (3), no Bairro Benfica, em Fortaleza, e teve grande repercussão nas redes sociais.

A policial do Ronda do Quarteirão é estudante de Letras da universidade e estava com colete e arma dentro da sala. Segundo a Associação dos Cabos e Soldados, a universitária – que preferiu não ter o nome revelado – não teria guardado a arma no carro por motivos de segurança e, por isso, teria levado para a aula. Antes que o professor entrasse em sala, os alunos reclamaram com a segurança pelo fato de a policial estar no local.

“Três seguranças da instituição a convidaram para se dirigir à coordenação. A estudante ainda replicou que se o motivo fosse a arma, não teria problema, pois a mesma apenas esperaria o professor chegar para justificar a falta”, explicou a Associação, por meio de nota. Os seguranças, então, negaram o pedido e a encaminharam à coordenação do Centro de Humanidades, onde foi informada que deveria deixar o campus. “Enquanto era levada, vários alunos da UFC começaram a ofendê-la, rechaçando a mesma perante todos”, conclui a nota.

Nota UFC De acordo com a assessoria da UFC, os alunos acionaram a segurança da instituição ao perceberem a presença de uma aluna armada. Os seguranças foram ao encontro da aluna, policial militar, e informaram que ela poderiam assistir à aula contanto que não estivesse armada.

“Foi sugerido a ela guardar sua arma no cofre da Divisão de Segurança da UFC, mas a aluna disse não concordar com aquela sugestão”. Ainda segundo a universidade, a estudante foi acolhida na Diretoria do Centro e informada que poderia assistir às aulas como qualquer aluno, inclusive fardada, desde que guardasse a arma. “A aluna, então, preferiu não assistir à aula”, concluiu.

A universitária fez um Boletim de Ocorrência (B.O.) e formalizou um termo de declaração. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) repudiou a conduta adotada pela universidade, e afirmou que a entidade expressou um sentimento pejorativo com relação à policial militar e à instituição Polícia Militar. “Não há qualquer impedimento legal para que a servidora frequente as aulas com vestimentas e equipamentos de trabalho”. Segundo o órgão, já que o caso ocorreu em um ambiente de competência da Polícia Federal, a SSPDS e o Comando Geral da Polícia Militar encaminharão à PF um ofício solicitando a apuração da possível prática de crime de constrangimento ilegal contra a servidora.

Ato público

Em razão do acontecido, na sexta-feira (5), acontecerá no cruzamento das Avenidas da Universidade e 13 de Maio, às 17h30, um ato público pelo direito de ir e vir de policiais fardados em instituições de ensino.

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Policial militar é impedida de assistir aula na UFC por estar armada e fardada

A policial do Ronda do Quarteirão é estudante de Letras da universidade e estava com colete e arma dentro da sala

Por Roberta Tavares em Cotidiano

4 de setembro de 2014 às 09:06

Há 5 anos

Uma policial militar, estudante da Universidade Federal do Ceará (UFC), alegou ter sido retirada de sala de aula na Universidade Federal do Ceará (UFC) por estar fardada e armada. A informação é do Comando Geral da Polícia Militar. O caso, que aconteceu na última terça-feira (3), no Bairro Benfica, em Fortaleza, e teve grande repercussão nas redes sociais.

A policial do Ronda do Quarteirão é estudante de Letras da universidade e estava com colete e arma dentro da sala. Segundo a Associação dos Cabos e Soldados, a universitária – que preferiu não ter o nome revelado – não teria guardado a arma no carro por motivos de segurança e, por isso, teria levado para a aula. Antes que o professor entrasse em sala, os alunos reclamaram com a segurança pelo fato de a policial estar no local.

“Três seguranças da instituição a convidaram para se dirigir à coordenação. A estudante ainda replicou que se o motivo fosse a arma, não teria problema, pois a mesma apenas esperaria o professor chegar para justificar a falta”, explicou a Associação, por meio de nota. Os seguranças, então, negaram o pedido e a encaminharam à coordenação do Centro de Humanidades, onde foi informada que deveria deixar o campus. “Enquanto era levada, vários alunos da UFC começaram a ofendê-la, rechaçando a mesma perante todos”, conclui a nota.

Nota UFC De acordo com a assessoria da UFC, os alunos acionaram a segurança da instituição ao perceberem a presença de uma aluna armada. Os seguranças foram ao encontro da aluna, policial militar, e informaram que ela poderiam assistir à aula contanto que não estivesse armada.

“Foi sugerido a ela guardar sua arma no cofre da Divisão de Segurança da UFC, mas a aluna disse não concordar com aquela sugestão”. Ainda segundo a universidade, a estudante foi acolhida na Diretoria do Centro e informada que poderia assistir às aulas como qualquer aluno, inclusive fardada, desde que guardasse a arma. “A aluna, então, preferiu não assistir à aula”, concluiu.

A universitária fez um Boletim de Ocorrência (B.O.) e formalizou um termo de declaração. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) repudiou a conduta adotada pela universidade, e afirmou que a entidade expressou um sentimento pejorativo com relação à policial militar e à instituição Polícia Militar. “Não há qualquer impedimento legal para que a servidora frequente as aulas com vestimentas e equipamentos de trabalho”. Segundo o órgão, já que o caso ocorreu em um ambiente de competência da Polícia Federal, a SSPDS e o Comando Geral da Polícia Militar encaminharão à PF um ofício solicitando a apuração da possível prática de crime de constrangimento ilegal contra a servidora.

Ato público

Em razão do acontecido, na sexta-feira (5), acontecerá no cruzamento das Avenidas da Universidade e 13 de Maio, às 17h30, um ato público pelo direito de ir e vir de policiais fardados em instituições de ensino.