Projeto de escola pública de Fortaleza participa de feira internacional nos EUA


Projeto de escola pública de Fortaleza participa de feira internacional nos EUA

Foram 18 projetos escolhidos e um deles saiu de uma escola estadual de Fortaleza

Por Marcella Ruchet em Cotidiano

19 de maio de 2014 às 09:00

Há 5 anos

Entre os dias 11 e 16 maio, aconteceu em Los Angeles a maior feira de ciências do mundo. A Intel ISEF (International Science and Engineering Fair) é realizada desde 1950 e já revelou milhares de cientistas brilhantes. Dezoito projetos brasileiros foram selecionados para competir com jovens pré-universitários do mundo inteiro, sendo um deles de Fortaleza. Os prêmios totalizam US$ 4 milhões (cerca de R$ 8,8 milhões), além de bolsas de estudo.

Alunos da escola já estão em Los Angeles (FOTO: Divulgação)

Alunos da escola já estão em Los Angeles (FOTO: Divulgação)

A Escola Estadual de Educação Profissional Júlia Giffoni, localizada em Fortaleza, desenvolveu um dos projetos selecionados. O curioso é que o projeto da escola é focado nas artes e não na ciência, como a feira costuma receber.

Elisângela Alves é coordenadora da escola e conta, com orgulho, de todo o percurso do projeto, que hoje trouxe reconhecimento para os alunos. Ela relembra que em 2010 começou a perceber dons artísticos em grande parte de seus estudantes. Com isso o núcleo de professores decidiu desenvolver festivais de música, dança e teatro. “No começo os professores é que ajudavam os alunos a ensaiar, ninguém tinha muita prática”, pontua. Mas o grupo se ampliou, tomou grandes proporções e no ano passado a escola conseguiu, junto a Secretária de Educação (Seduc), contratar um professor fixo e hoje o grupo tem até nome: Phylos.

A possibilidade de participar de feiras de ciência surgiu quando um grupo de aluno interessados por projeto de pesquisa montou um trabalho em cima da criação do grupo Phylos. “Os alunos gostam muito de trabalhar com pesquisa, os meninos montaram um trabalho e inscreveram nas feiras em outros estados.” Uma dessas feiras foi a Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia (Mostratec) que acontece no Rio Grande do Sul. Nela o prêmio máximo era uma viagem para Los Angeles, para participar da Intel ISEF. Os meninos da escola Júlia Giffoni conquistaram esse prêmio.

A Escola Estadual de Educação Profissional Júlia Giffoni, localizada em Fortaleza, desenvolveu um dos projetos selecionados (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

A Escola Estadual de Educação Profissional Júlia Giffoni, localizada em Fortaleza, desenvolveu um dos projetos selecionados (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Dois alunos e um professor foram para Los Angeles. Antes de chegar ao destino final, eles passaram uma semana em São Paulo, fazendo um curso para aprender como seria a feira, conhecer as regras e aperfeiçoar o inglês, língua em que o projeto precisa ser apresentado.

Elisângela não esconde a alegria ao falar da conquista dos alunos, pra ela é um reconhecimento de um trabalho que começou pequeno e hoje cresceu internacionalmente. “É uma alegria pra gente e pra eles principalmente. E isso faz eles gostarem ainda mais de estar na escola”, finaliza.

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Projeto de escola pública de Fortaleza participa de feira internacional nos EUA

Foram 18 projetos escolhidos e um deles saiu de uma escola estadual de Fortaleza

Por Marcella Ruchet em Cotidiano

19 de maio de 2014 às 09:00

Há 5 anos

Entre os dias 11 e 16 maio, aconteceu em Los Angeles a maior feira de ciências do mundo. A Intel ISEF (International Science and Engineering Fair) é realizada desde 1950 e já revelou milhares de cientistas brilhantes. Dezoito projetos brasileiros foram selecionados para competir com jovens pré-universitários do mundo inteiro, sendo um deles de Fortaleza. Os prêmios totalizam US$ 4 milhões (cerca de R$ 8,8 milhões), além de bolsas de estudo.

Alunos da escola já estão em Los Angeles (FOTO: Divulgação)

Alunos da escola já estão em Los Angeles (FOTO: Divulgação)

A Escola Estadual de Educação Profissional Júlia Giffoni, localizada em Fortaleza, desenvolveu um dos projetos selecionados. O curioso é que o projeto da escola é focado nas artes e não na ciência, como a feira costuma receber.

Elisângela Alves é coordenadora da escola e conta, com orgulho, de todo o percurso do projeto, que hoje trouxe reconhecimento para os alunos. Ela relembra que em 2010 começou a perceber dons artísticos em grande parte de seus estudantes. Com isso o núcleo de professores decidiu desenvolver festivais de música, dança e teatro. “No começo os professores é que ajudavam os alunos a ensaiar, ninguém tinha muita prática”, pontua. Mas o grupo se ampliou, tomou grandes proporções e no ano passado a escola conseguiu, junto a Secretária de Educação (Seduc), contratar um professor fixo e hoje o grupo tem até nome: Phylos.

A possibilidade de participar de feiras de ciência surgiu quando um grupo de aluno interessados por projeto de pesquisa montou um trabalho em cima da criação do grupo Phylos. “Os alunos gostam muito de trabalhar com pesquisa, os meninos montaram um trabalho e inscreveram nas feiras em outros estados.” Uma dessas feiras foi a Mostra Brasileira de Ciência e Tecnologia (Mostratec) que acontece no Rio Grande do Sul. Nela o prêmio máximo era uma viagem para Los Angeles, para participar da Intel ISEF. Os meninos da escola Júlia Giffoni conquistaram esse prêmio.

A Escola Estadual de Educação Profissional Júlia Giffoni, localizada em Fortaleza, desenvolveu um dos projetos selecionados (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

A Escola Estadual de Educação Profissional Júlia Giffoni, localizada em Fortaleza, desenvolveu um dos projetos selecionados (FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK)

Dois alunos e um professor foram para Los Angeles. Antes de chegar ao destino final, eles passaram uma semana em São Paulo, fazendo um curso para aprender como seria a feira, conhecer as regras e aperfeiçoar o inglês, língua em que o projeto precisa ser apresentado.

Elisângela não esconde a alegria ao falar da conquista dos alunos, pra ela é um reconhecimento de um trabalho que começou pequeno e hoje cresceu internacionalmente. “É uma alegria pra gente e pra eles principalmente. E isso faz eles gostarem ainda mais de estar na escola”, finaliza.