Projeto quer isenção de impostos para empresas de Fortaleza que contratarem travestis e transexuais


Projeto quer isenção de impostos para empresas de Fortaleza que contratarem travestis

Empresas poderão ter isenção de impostos se contratarem o mínimo de 10% de profissionais travestis ou transexuais, segundo projeto da Câmara de Fortaleza

Por Hayanne Narlla em Cotidiano

3 de maio de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Alicia acha a ideia mais válida do que apenas conscientização (FOTO: Wolney Batista/ Tribuna do Ceará)

Alicia acha a ideia mais válida do que apenas conscientização (FOTO: Wolney Batista/ Tribuna do Ceará)

Um projeto de indicação referente ao público LGBT foi aprovado na Câmara Municipal de Fortaleza. Nele consta a isenção de impostos para empresas que contratarem o mínimo de 10% de profissionais travestis ou transexuais. Agora, falta apenas a avaliação da Prefeitura para que a proposta seja sancionada.

A travesti Alicia Pietá, maquiadora e atriz, considerou a ideia válida, embora tenha sido movida “simplesmente pelo interesse em reduzir impostos e não pela causa social em sim”. “Porém acho mais eficaz do que simplesmente conscientizar, pois quando se trata de dinheiro tudo passa a funcionar bem nessa sociedade, não é mesmo?”, ironizou.

Alterando a Lei Complementar nº 159, a indicação adiciona o trecho no artigo 227. Sob autoria da vereadora Toinha Rocha, a justificativa é de inclusão do público LGBT, promovendo o bem de todos. “O preconceito afasta as pessoas transgêneros da escola, reduz oportunidades de trabalho e abre as portas da prostituição”.

Além disso, na proposta consta que o Poder Público é o responsável por colaborar para o fim da discriminação, estimulando a contratação de pessoas desse segmento.

Sobre a prostituição, Alicia enfatizou que muitas travestis buscam alternativas para não ter que se prostituir ou sair do ramo. “[É] um grande erro cometido pela sociedade que acha que elas estão ali por livre escolha. A esmagadora maioria está nesse ramo porque é praticamente a única oportunidade que a própria sociedade dá a uma travesti. Tratam como objeto sexual ou te ignoram e te marginalizam”.

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Projeto quer isenção de impostos para empresas de Fortaleza que contratarem travestis

Empresas poderão ter isenção de impostos se contratarem o mínimo de 10% de profissionais travestis ou transexuais, segundo projeto da Câmara de Fortaleza

Por Hayanne Narlla em Cotidiano

3 de maio de 2015 às 07:00

Há 4 anos
Alicia acha a ideia mais válida do que apenas conscientização (FOTO: Wolney Batista/ Tribuna do Ceará)

Alicia acha a ideia mais válida do que apenas conscientização (FOTO: Wolney Batista/ Tribuna do Ceará)

Um projeto de indicação referente ao público LGBT foi aprovado na Câmara Municipal de Fortaleza. Nele consta a isenção de impostos para empresas que contratarem o mínimo de 10% de profissionais travestis ou transexuais. Agora, falta apenas a avaliação da Prefeitura para que a proposta seja sancionada.

A travesti Alicia Pietá, maquiadora e atriz, considerou a ideia válida, embora tenha sido movida “simplesmente pelo interesse em reduzir impostos e não pela causa social em sim”. “Porém acho mais eficaz do que simplesmente conscientizar, pois quando se trata de dinheiro tudo passa a funcionar bem nessa sociedade, não é mesmo?”, ironizou.

Alterando a Lei Complementar nº 159, a indicação adiciona o trecho no artigo 227. Sob autoria da vereadora Toinha Rocha, a justificativa é de inclusão do público LGBT, promovendo o bem de todos. “O preconceito afasta as pessoas transgêneros da escola, reduz oportunidades de trabalho e abre as portas da prostituição”.

Além disso, na proposta consta que o Poder Público é o responsável por colaborar para o fim da discriminação, estimulando a contratação de pessoas desse segmento.

Sobre a prostituição, Alicia enfatizou que muitas travestis buscam alternativas para não ter que se prostituir ou sair do ramo. “[É] um grande erro cometido pela sociedade que acha que elas estão ali por livre escolha. A esmagadora maioria está nesse ramo porque é praticamente a única oportunidade que a própria sociedade dá a uma travesti. Tratam como objeto sexual ou te ignoram e te marginalizam”.