Subtenente vai de vilão a mocinho após 3 semanas de investigação por morte de filho em envenenamento


Subtenente vai de vilão a mocinho após 3 semanas de investigação por morte de filho envenenado

Relembre todo o caso desde 11 de novembro. Em menos de um mês, reviravolta nas investigações mostra que esposa de subtenente pode ter praticado o assassinato

Por Roberta Tavares em Cotidiano

3 de dezembro de 2014 às 10:00

Há 5 anos
Francilewdo e Cristiane tinham dois filhos; o mais velho, de 9 anos, morreu envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

Francilewdo e Cristiane tinham dois filhos; o mais velho, de 9 anos, morreu envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

Selo SubtenenteDesde o início do mês de novembro, a morte do filho de um subtenente do Exército envenenado com ‘chumbinho’, que aconteceu em Fortaleza no dia 11, vem chamando a atenção nacional. Os principais suspeitos do crime são o casal Francilewdo Bezerra e Cristiane Coelho. Com o desenrolar da investigação, acompanhada diariamente pelo Tribuna do Ceará, aos poucos a suspeita da polícia recaiu do pai para a mãe.

Internado no Hospital Geral do Exército, inconsciente e sem poder apresentar sua versão dos fatos, o militar inicialmente foi considerado culpado pelo crime, sendo autuado em flagrante por homicídio, lesão corporal e violência doméstica, com base em acusação da esposa. O time de futebol americano cujo subtenente é membro, Ceará Caçadores, chegou a divulgar nota lamentando o ocorrido e demonstrando surpresa com a atitude do militar.

Três semanas depois do início das investigações, uma reviravolta na investigação veio à tona. O subtenente passou de ‘vilão’ a ‘mocinho’. O depoimento dele – que retomou a consciência e já foi liberado da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)– confrontou a versão exposta por Cristiane.

Entenda o caso:

Calendário das investigações
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Em três meses, reviravolta nas investigações mostra que mulher de subtenente é uma suspeita em potencial (Arte: Tiago Leite/Tribuna do Ceará)

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De acordo com o advogado do militar, Walmir Medeiros, o depoimento foi convincente e lógico. “Todos sabemos que ele não é culpado, temos certeza absoluta. Agora é só partir para o final do inquérito e pedir a prisão de quem tem que estar preso. Já não havia dúvida, agora que não existe mais dúvida mesmo”, defende.

O delegado do 16º Distrito Policial, responsável pelo caso, Wilder Brito, admitiu que a esposa do militar pode ser a verdadeira autora do crime. “Para a polícia, aquela condição que ela tinha de vítima foi invertida. Ela passa a ser uma suspeita em potencial, pode vir a ter cometido o crime. Temos outras hipóteses a trabalhar”, afirma.

Algumas dúvidas ainda pairam no ar, como quem comprou o chumbinho ou quem publicou o texto no Facebook do subtenente admitindo a autoria do crime. Celulares, HD externo e notebook do casal estão sendo analisados pela polícia, mas ainda não há prazo determinado para a resolução da questão.

Relembre as matérias do caso:

12 de novembro – Subtenente é suspeito de matar filho autista, agredir esposa e anunciar crimes no Facebook

13 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho e agredir esposa continua em estado grave no hospital

15 de novembro – Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

19 de novembro – Filho autista de subtenente do Exército ingeriu “chumbinho”, aponta laudo

19 de novembro – Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

21 de novembro – Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

21 de novembro – Delegado quer saber quem comprou chumbinho usado para matar o filho de militar do Exército

24 de novembro – Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

24 de novembro – Com melhora de subtenente, delegado aguarda depoimento até o fim da semana

25 de novembro – Subtenente fica chocado ao acordar do coma e saber que é acusado do assassinato do filho

26 de novembro – Delegado estuda fazer reconstituição do caso de subtenente acusado pela mulher de matar o filho

27 de novembro – Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

28 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho será ouvido pela polícia mesmo na UTI

29 de novembro – Subtenente nega acusações e seu advogado acusa esposa de assassinar o filho para culpar militar

2 de dezembro – Delegado considera esposa de subtenente uma “suspeita em potencial” da morte do filho

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Subtenente vai de vilão a mocinho após 3 semanas de investigação por morte de filho envenenado

Relembre todo o caso desde 11 de novembro. Em menos de um mês, reviravolta nas investigações mostra que esposa de subtenente pode ter praticado o assassinato

Por Roberta Tavares em Cotidiano

3 de dezembro de 2014 às 10:00

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Francilewdo e Cristiane tinham dois filhos; o mais velho, de 9 anos, morreu envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

Francilewdo e Cristiane tinham dois filhos; o mais velho, de 9 anos, morreu envenenado (FOTO: Reprodução/Facebook)

Selo SubtenenteDesde o início do mês de novembro, a morte do filho de um subtenente do Exército envenenado com ‘chumbinho’, que aconteceu em Fortaleza no dia 11, vem chamando a atenção nacional. Os principais suspeitos do crime são o casal Francilewdo Bezerra e Cristiane Coelho. Com o desenrolar da investigação, acompanhada diariamente pelo Tribuna do Ceará, aos poucos a suspeita da polícia recaiu do pai para a mãe.

Internado no Hospital Geral do Exército, inconsciente e sem poder apresentar sua versão dos fatos, o militar inicialmente foi considerado culpado pelo crime, sendo autuado em flagrante por homicídio, lesão corporal e violência doméstica, com base em acusação da esposa. O time de futebol americano cujo subtenente é membro, Ceará Caçadores, chegou a divulgar nota lamentando o ocorrido e demonstrando surpresa com a atitude do militar.

Três semanas depois do início das investigações, uma reviravolta na investigação veio à tona. O subtenente passou de ‘vilão’ a ‘mocinho’. O depoimento dele – que retomou a consciência e já foi liberado da Unidade de Tratamento Intensivo (UTI)– confrontou a versão exposta por Cristiane.

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O delegado do 16º Distrito Policial, responsável pelo caso, Wilder Brito, admitiu que a esposa do militar pode ser a verdadeira autora do crime. “Para a polícia, aquela condição que ela tinha de vítima foi invertida. Ela passa a ser uma suspeita em potencial, pode vir a ter cometido o crime. Temos outras hipóteses a trabalhar”, afirma.

Algumas dúvidas ainda pairam no ar, como quem comprou o chumbinho ou quem publicou o texto no Facebook do subtenente admitindo a autoria do crime. Celulares, HD externo e notebook do casal estão sendo analisados pela polícia, mas ainda não há prazo determinado para a resolução da questão.

Relembre as matérias do caso:

12 de novembro – Subtenente é suspeito de matar filho autista, agredir esposa e anunciar crimes no Facebook

13 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho e agredir esposa continua em estado grave no hospital

15 de novembro – Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

19 de novembro – Filho autista de subtenente do Exército ingeriu “chumbinho”, aponta laudo

19 de novembro – Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

21 de novembro – Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

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24 de novembro – Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

24 de novembro – Com melhora de subtenente, delegado aguarda depoimento até o fim da semana

25 de novembro – Subtenente fica chocado ao acordar do coma e saber que é acusado do assassinato do filho

26 de novembro – Delegado estuda fazer reconstituição do caso de subtenente acusado pela mulher de matar o filho

27 de novembro – Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

28 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho será ouvido pela polícia mesmo na UTI

29 de novembro – Subtenente nega acusações e seu advogado acusa esposa de assassinar o filho para culpar militar

2 de dezembro – Delegado considera esposa de subtenente uma “suspeita em potencial” da morte do filho