Subtenente recebe alta e deseja acareação com esposa sobre morte de filho


Subtenente recebe alta médica e deseja acareação com esposa sobre morte de filho envenenado

Francilewdo Bezerra ficou internado por 32 dias. O militar insiste na sua inocência e acusa a esposa Cristiane Coelho de ter assassinado o filho por envenenamento

Por Rafael Luis Azevedo em Cotidiano

13 de dezembro de 2014 às 15:59

Há 5 anos

Selo Subtenente

Subtenente Francilewdo Bezerra foi inicialmente o principal suspeito da morte do filho (Foto: Arquivo pessoal)

Subtenente Francilewdo Bezerra foi inicialmente o principal suspeito da morte do filho (Foto: Arquivo pessoal)

Depois de 32 dias internado no Hospital do Exército de Fortaleza, o subtenente Francilewdo Bezerra recebeu alta nesta sexta-feira (12). O militar, suspeito de matar o filho autista de 9 anos por envenenamento, Lewdo Bezerra, deseja acareação com a esposa Cristiane Coelho, que o acusa de cometer o crime.

“Ele está abalado, pois os danos que sofreu foram muito pesados”, resume o advogado do subtenente, Walmir Medeiros. Francilewdo, que chegou a ser preso preventivamente por assassinato e agressão com base no depoimento de Cristiane, acusa a esposa de ter matado o filho. Tanto o garoto quanto o militar ingeriram “chumbinho”, veneno para rato.

Por isso, o advogado já solicitou ao delegado Wilder Brito, que investiga o caso, o primeiro encontro entre o casal desde o crime, cometido no dia 11 de novembro, na casa deles no bairro Dias Macedo, em Fortaleza. “A gente tem a expectativa de que aconteça ainda esta semana”, estima Walmir.

Desde o crime, Cristiane se mudou para Recife, onde mora sua família, junto com o filho mais novo do casal, de 5 anos, também autista. A polícia considera a mulher “suspeita em potencial”, já que não ingeriu veneno, mas sim tranquilizante. “Não está descartada qualquer hipótese”, pondera Wilder.

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

Hospital Geral do Exército
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Hospital Geral do Exército

Francilewdo Bezerra estava internado no apartamento do hospital militar, local em que trabalha (FOTO: Tribuna do Ceará/Rosana Romão)

Na última quinta-feira (11), uma terceira pessoa passou a ser investigada: Maria Luisa Coelho, sobrinha de Cristiane. O motivo foi uma ligação às 3h da noite do crime, cerca de 1h05min depois do telefonema da esposa do subtenente para a polícia.

No momento da ligação de Maria Luisa em desespero, Francilewdo já havia sido atendido por ambulância e a própria polícia já se encontrava na casa. “Nós averiguamos agora esse lapso temporal”, declarou. A polícia investiga onde a sobrinha estava no momento da ligação e como ficou sabendo do ocorrido.

Relembre as matérias do caso:

12 de novembro – Subtenente é suspeito de matar filho autista, agredir esposa e anunciar crimes no Facebook

13 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho e agredir esposa continua em estado grave no hospital

15 de novembro – Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

19 de novembro – Filho autista de subtenente do Exército ingeriu “chumbinho”, aponta laudo

19 de novembro – Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

21 de novembro – Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

21 de novembro – Delegado quer saber quem comprou chumbinho usado para matar o filho de militar do Exército

24 de novembro – Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

24 de novembro – Com melhora de subtenente, delegado aguarda depoimento até o fim da semana

25 de novembro – Subtenente fica chocado ao acordar do coma e saber que é acusado do assassinato do filho

26 de novembro – Delegado estuda fazer reconstituição do caso de subtenente acusado pela mulher de matar o filho

27 de novembro – Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

28 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho será ouvido pela polícia mesmo na UTI

29 de novembro – Subtenente nega acusações e seu advogado acusa esposa de assassinar o filho para culpar militar

2 de dezembro – Delegado considera esposa de subtenente uma “suspeita em potencial” da morte do filho

3 de dezembro – Subtenente vai de vilão a mocinho após 3 semanas de investigação por morte de filho envenenado

3 de dezembro – Subtenente suspeito de matar o filho tem prisão preventiva revogada pela Justiça

4 de dezembro – Caso Subtenente: pai e mãe ficarão frente a frente pela 1ª vez após morte do filho envenenado

4 de dezembro – Em 1ª entrevista após sair de UTI, subtenente revela que tem tatuagem com nome de filho morto

8 de dezembro – Esposa de subtenente suspeita de matar o filho contrata um dos juristas mais conhecidos do Ceará

11 de dezembro – Um mês após crime, vizinha diz que nunca acreditou na versão de que subtenente matou o filho

12 de dezembro – Sobrinha será investigada por acionar a polícia quando militar já havia sido socorrido

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Subtenente recebe alta médica e deseja acareação com esposa sobre morte de filho envenenado

Francilewdo Bezerra ficou internado por 32 dias. O militar insiste na sua inocência e acusa a esposa Cristiane Coelho de ter assassinado o filho por envenenamento

Por Rafael Luis Azevedo em Cotidiano

13 de dezembro de 2014 às 15:59

Há 5 anos

Selo Subtenente

Subtenente Francilewdo Bezerra foi inicialmente o principal suspeito da morte do filho (Foto: Arquivo pessoal)

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Depois de 32 dias internado no Hospital do Exército de Fortaleza, o subtenente Francilewdo Bezerra recebeu alta nesta sexta-feira (12). O militar, suspeito de matar o filho autista de 9 anos por envenenamento, Lewdo Bezerra, deseja acareação com a esposa Cristiane Coelho, que o acusa de cometer o crime.

“Ele está abalado, pois os danos que sofreu foram muito pesados”, resume o advogado do subtenente, Walmir Medeiros. Francilewdo, que chegou a ser preso preventivamente por assassinato e agressão com base no depoimento de Cristiane, acusa a esposa de ter matado o filho. Tanto o garoto quanto o militar ingeriram “chumbinho”, veneno para rato.

Por isso, o advogado já solicitou ao delegado Wilder Brito, que investiga o caso, o primeiro encontro entre o casal desde o crime, cometido no dia 11 de novembro, na casa deles no bairro Dias Macedo, em Fortaleza. “A gente tem a expectativa de que aconteça ainda esta semana”, estima Walmir.

Desde o crime, Cristiane se mudou para Recife, onde mora sua família, junto com o filho mais novo do casal, de 5 anos, também autista. A polícia considera a mulher “suspeita em potencial”, já que não ingeriu veneno, mas sim tranquilizante. “Não está descartada qualquer hipótese”, pondera Wilder.

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Uma das provas do crime é uma mensagem publicada no perfil do subtenente. A postagem foi editada quando o militar estava em coma, no hospital (FOTO: Reprodução/Facebook)

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Francilewdo Bezerra estava internado no apartamento do hospital militar, local em que trabalha (FOTO: Tribuna do Ceará/Rosana Romão)

Na última quinta-feira (11), uma terceira pessoa passou a ser investigada: Maria Luisa Coelho, sobrinha de Cristiane. O motivo foi uma ligação às 3h da noite do crime, cerca de 1h05min depois do telefonema da esposa do subtenente para a polícia.

No momento da ligação de Maria Luisa em desespero, Francilewdo já havia sido atendido por ambulância e a própria polícia já se encontrava na casa. “Nós averiguamos agora esse lapso temporal”, declarou. A polícia investiga onde a sobrinha estava no momento da ligação e como ficou sabendo do ocorrido.

Relembre as matérias do caso:

12 de novembro – Subtenente é suspeito de matar filho autista, agredir esposa e anunciar crimes no Facebook

13 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho e agredir esposa continua em estado grave no hospital

15 de novembro – Polícia quer ouvir mulher de subtenente do Exército suspeito de matar o filho envenenado

19 de novembro – Filho autista de subtenente do Exército ingeriu “chumbinho”, aponta laudo

19 de novembro – Esposa de militar do Exército suspeito de matar o filho nega traição que seria estopim do caso

21 de novembro – Militar suspeito de matar filho sai do coma, mas ainda não tem condições de prestar depoimento

21 de novembro – Delegado quer saber quem comprou chumbinho usado para matar o filho de militar do Exército

24 de novembro – Amigo duvida que subtenente tenha sido o autor da morte do filho autista

24 de novembro – Com melhora de subtenente, delegado aguarda depoimento até o fim da semana

25 de novembro – Subtenente fica chocado ao acordar do coma e saber que é acusado do assassinato do filho

26 de novembro – Delegado estuda fazer reconstituição do caso de subtenente acusado pela mulher de matar o filho

27 de novembro – Delegado desconfia que uma terceira pessoa tenha assassinado filho de subtenente do Exército

28 de novembro – Subtenente suspeito de matar filho será ouvido pela polícia mesmo na UTI

29 de novembro – Subtenente nega acusações e seu advogado acusa esposa de assassinar o filho para culpar militar

2 de dezembro – Delegado considera esposa de subtenente uma “suspeita em potencial” da morte do filho

3 de dezembro – Subtenente vai de vilão a mocinho após 3 semanas de investigação por morte de filho envenenado

3 de dezembro – Subtenente suspeito de matar o filho tem prisão preventiva revogada pela Justiça

4 de dezembro – Caso Subtenente: pai e mãe ficarão frente a frente pela 1ª vez após morte do filho envenenado

4 de dezembro – Em 1ª entrevista após sair de UTI, subtenente revela que tem tatuagem com nome de filho morto

8 de dezembro – Esposa de subtenente suspeita de matar o filho contrata um dos juristas mais conhecidos do Ceará

11 de dezembro – Um mês após crime, vizinha diz que nunca acreditou na versão de que subtenente matou o filho

12 de dezembro – Sobrinha será investigada por acionar a polícia quando militar já havia sido socorrido