Subtenente suspeito de matar o filho tem prisão preventiva revogada pela Justiça


Subtenente suspeito de matar o filho tem prisão preventiva revogada pela Justiça

A defesa do militar requereu o relaxamento da prisão, alegando que todas as provas colhidas demonstram que quem matou o filho foi a esposa do subtenente

Por Roberta Tavares em Cotidiano

3 de dezembro de 2014 às 17:06

Há 5 anos
Subtenente estava preso desde 11 de novembro (FOTO: Reprodução/Facebook)

Subtenente estava preso desde 11 de novembro (FOTO: Reprodução/Facebook)

Selo SubtenenteO subtenente do Exército Francilewdo Bezerra teve a prisão preventiva revogada nesta quarta-feira (3). O militar estava preso desde o dia 11 de novembro, suspeito de matar o filho autista de 9 anos envenenado e praticar lesão corporal contra a esposa Cristiane Coelho. A decisão foi proferida pela juíza Christianne Braga Magalhães Sobral, da 3ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza.

Na segunda-feira (1º), a defesa do acusado requereu o relaxamento da prisão. Alegou não haver indícios suficientes contra Francilewdo, informando que todas as provas colhidas demonstram que quem matou o filho foi a esposa do militar. Sustentou ainda que a mulher destruiu as provas dos crimes e forneceu depoimentos contraditórios a fim de enganar a investigação policial.

No mesmo dia, o Ministério Público do Ceará (MP/CE) emitiu parecer a favor da prisão preventiva do acusado, por entender que existiam notícias desencontradas de que o suspeito seria vítima e não o autor do suposto envenenamento.

Ao apreciar o pedido, a magistrada disse ter “verificado a inexistência de fundamento plausível para a manutenção da prisão preventiva”. Também destacou que “o suplicante comprovou residência e empregos fixos no domicílio da culpa. Vale ressaltar ainda que o acusado nunca foi processado, não se fazendo necessária sua custódia por conveniência da instrução criminal ou aplicação da lei penal”. No entendimento da juíza, não basta alegar a gravidade do delito como justificativa para decretar a prisão cautelar, “porque esta só se legitima quando a medida se mostrar absolutamente necessária”.

Investigação

O militar deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, mas segue internado em um apartamento no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza. Ao contrário do que a mulher contou à polícia, o laudo da perícia mostra que a criança e o subtenente foram envenenados com ‘chumbinho’.

“Não há mais dúvida de que não foi o militar. Ele e o filho foram envenenados com o mesmo veneno, e a esposa disse que foi tranquilizante. Ela alterou as provas. Todos os indícios mostram que não foi ele, e indicam que ela foi a culpada”, afirma o advogado do militar, Walmir Medeiros. Nesta quarta-feira (3), o Tribuna do Ceará relembrou todo o caso desde 11 de novembro. Em menos de um mês, reviravolta nas investigações mostra que esposa de subtenente pode ter praticado o assassinato.

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Subtenente suspeito de matar o filho tem prisão preventiva revogada pela Justiça

A defesa do militar requereu o relaxamento da prisão, alegando que todas as provas colhidas demonstram que quem matou o filho foi a esposa do subtenente

Por Roberta Tavares em Cotidiano

3 de dezembro de 2014 às 17:06

Há 5 anos
Subtenente estava preso desde 11 de novembro (FOTO: Reprodução/Facebook)

Subtenente estava preso desde 11 de novembro (FOTO: Reprodução/Facebook)

Selo SubtenenteO subtenente do Exército Francilewdo Bezerra teve a prisão preventiva revogada nesta quarta-feira (3). O militar estava preso desde o dia 11 de novembro, suspeito de matar o filho autista de 9 anos envenenado e praticar lesão corporal contra a esposa Cristiane Coelho. A decisão foi proferida pela juíza Christianne Braga Magalhães Sobral, da 3ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, em Fortaleza.

Na segunda-feira (1º), a defesa do acusado requereu o relaxamento da prisão. Alegou não haver indícios suficientes contra Francilewdo, informando que todas as provas colhidas demonstram que quem matou o filho foi a esposa do militar. Sustentou ainda que a mulher destruiu as provas dos crimes e forneceu depoimentos contraditórios a fim de enganar a investigação policial.

No mesmo dia, o Ministério Público do Ceará (MP/CE) emitiu parecer a favor da prisão preventiva do acusado, por entender que existiam notícias desencontradas de que o suspeito seria vítima e não o autor do suposto envenenamento.

Ao apreciar o pedido, a magistrada disse ter “verificado a inexistência de fundamento plausível para a manutenção da prisão preventiva”. Também destacou que “o suplicante comprovou residência e empregos fixos no domicílio da culpa. Vale ressaltar ainda que o acusado nunca foi processado, não se fazendo necessária sua custódia por conveniência da instrução criminal ou aplicação da lei penal”. No entendimento da juíza, não basta alegar a gravidade do delito como justificativa para decretar a prisão cautelar, “porque esta só se legitima quando a medida se mostrar absolutamente necessária”.

Investigação

O militar deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na segunda-feira, mas segue internado em um apartamento no Hospital Geral do Exército, em Fortaleza. Ao contrário do que a mulher contou à polícia, o laudo da perícia mostra que a criança e o subtenente foram envenenados com ‘chumbinho’.

“Não há mais dúvida de que não foi o militar. Ele e o filho foram envenenados com o mesmo veneno, e a esposa disse que foi tranquilizante. Ela alterou as provas. Todos os indícios mostram que não foi ele, e indicam que ela foi a culpada”, afirma o advogado do militar, Walmir Medeiros. Nesta quarta-feira (3), o Tribuna do Ceará relembrou todo o caso desde 11 de novembro. Em menos de um mês, reviravolta nas investigações mostra que esposa de subtenente pode ter praticado o assassinato.