Universitário tranca faculdade, passa 2 anos fotografando cruzeiros e conhece 15 países


Universitário tranca faculdade, passa 2 anos fotografando em cruzeiros e conhece 15 países

Estudante de jornalismo, o cearense Anderson Paixão trabalhou em alto mar durante três cruzeiros, aprendeu novos idiomas, conheceu o mundo e fez intercâmbio cultural

Por Rosana Romão em Cotidiano

29 de julho de 2014 às 11:54

Há 5 anos
Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Viajar de ônibus e ver as paisagens pela janela é encantador. De avião então é sentir-se em uma outra dimensão, vendo as cidades e as pessoas bem pequenas. E de navio é um espetáculo à parte: conhecer diversos lugares sem se preocupar com atraso e trânsito, além de ter diversas opções de entretenimento e um visual de babar.

O cearense Anderson Paixão largou a faculdade para trabalhar em um cruzeiro e em pouco mais de dois anos já conheceu mais de 15 países. Desde os 15 anos ele via oportunidades para trabalhar em cruzeiros e ficava interessado no trabalho.

Quando ingressou na faculdade de jornalismo sentiu a necessidade de aprender outros idiomas. Chegou até a pensar em fazer um intercâmbio mas optou por resgatar sua vontade de trabalhar em um cruzeiro. “Eu uni o útil ao agradável, ou seja, aprenderia outras línguas, conheceria outros países e ainda seria pago por isso”, relembra.

O primeiro passo foi pesquisar sobre a disponibilidade de trabalhos em navios, se informou sobre os deveres, as obrigações e então decidiu aventurar-se nessa nova empreitada. Depois teve de fazer um curso preparatório que custou R$ 600, passou pelo processo seletivo e foi aprovado. O último passo antes da viagem foi trancar a faculdade e fazer as malas.

Na sua primeira embarcação, Anderson assinou um contrato de 7 meses. Por ter o apoio da família e 30% dos trabalhadores contratados serem brasileiros, sentiu-se em casa. Foi contratado para ser fotógrafo dos eventos realizados no navio, que lhe deu mais prazer em realizar o trabalho, pois a fotografia é uma das áreas que o seu curso permite atuar.

Mas algumas surpresas o esperavam. “No começo eu sofri muito por causa da comunicação. Eu já tinha feito alguns cursos de inglês, mas na prática é totalmente diferente. Pouco a pouco que eu fui me comunicando, com ajuda de outros brasileiros”, recorda. O objetivo era de aprender outros idiomas e juntar dinheiro para fazer um intercâmbio. Mas depois de trabalhar em um navio, já pensava na próxima viagem em alto mar.

Rotina de trabalho de Anderson Paixão. (FOTO: Arquivo Pessoal)
1/17

Rotina de trabalho de Anderson Paixão. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Rotina de trabalho de Anderson Paixão. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Panorâmica de um dos navios em que trabalhou. (FOTO: Arquivo Pessoal)
2/17

Panorâmica de um dos navios em que trabalhou. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Panorâmica de um dos navios em que trabalhou. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro em Dubrovnik - Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)
3/17

Registro em Dubrovnik – Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro em Dubrovnik – Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro em Istambul - Turquia. (FOTO: Arquivo Pessoal)
4/17

Registro em Istambul – Turquia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro em Istambul – Turquia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Park Krka, na Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)
5/17

Park Krka, na Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Park Krka, na Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Santorini, na Grécia. (FOTO: Arquivo Pessoal)
6/17

Registro de Santorini, na Grécia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Santorini, na Grécia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro no Coliseu - Roma. (FOTO: Arquivo Pessoal)
7/17

Registro no Coliseu – Roma. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro no Coliseu – Roma. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro no Vaticano. (FOTO: Arquivo Pessoal)
8/17

Registro no Vaticano. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro no Vaticano. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Tânger, no Marrocos. (FOTO: Arquivo Pessoal)
9/17

Registro de Tânger, no Marrocos. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Tânger, no Marrocos. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Kotor, em Montenegro. (FOTO: Arquivo Pessoal)
10/17

Registro de Kotor, em Montenegro. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Kotor, em Montenegro. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)
11/17

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)
12/17

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)
13/17

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)
14/17

Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Torcendo pelo Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. (FOTO: Arquivo Pessoal)
15/17

Torcendo pelo Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Torcendo pelo Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Marselha, na França. (FOTO: Arquivo Pessoal)
16/17

Registro de Marselha, na França. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Marselha, na França. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Villefrance, em Mônaco. (FOTO: Arquivo Pessoal)
17/17

Registro de Villefrance, em Mônaco. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Villefrance, em Mônaco. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Do Brasil o cruzeiro foi para a Argentina, Uruguai, Grécia, Itália e Croácia. “As águas brasileiras são mais calmas, é muito bom pra viajar. Mas quando cheguei na Argentina, fiquei mareado, tive que tomar remédio”. O que ele sentiu mais saudade foi da comida brasileira, principalmente a cearense. “Senti muita falta de comer feijão, caranguejo, feijão verde e de uma rapadura!”, exclama brincando.

Na volta, foi convidado para trabalhar por 11 meses em um navio inglês. Como um dos seus objetivos era fazer um intercâmbio em algum país de língua inglesa, ele aceitou o convite como se fosse o seu intercâmbio. “Lá eu tinha a oportunidade de praticar o idioma e ao invés de gastar com as despesas da viagem eu seria remunerado. Ou seja, não teria gasto nenhum e ‘faria o intercâmbio cultural’ que eu tanto queria”, explica.

As atividades que exercia eram durante o embarque e os eventos, o que deixava boa parte do tempo livre. Além disso, quando o navio desembarcava em algum país para passeio, ele também podia visitar o país. “Era engraçado porque a gente tinha um tempo determinado para conhecer o país, e se você não conseguisse se programar poderia perder a embarcação. Isso já aconteceu com vários colegas, eles ficavam desesperados porque muitas vezes não conseguiam voltar e acabavam tendo que voltar pro país de origem. Então eu ficava atento pra calcular o tempo certo”.

Anderson chegou de sua terceira embarcação, que durou 7 meses, com um novo objetivo: terminar a faculdade. No navio ele registrava todos os eventos  que aconteciam no cruzeiro como as embarcações, a noite de gala, o dia na piscina, fotos em estúdio e nos restaurantes. Após adquirir essas experiências ele deseja agora terminar seu curso de jornalismo e experimentar outras oportunidades. “Eu indico o trabalho pra quem tem os objetivos parecidos com os meus, porque dá pra aprender outras línguas, dá pra curtir um pouco nos países e juntar dinheiro. Sem falar que você não se preocupa com contas de água, luz, telefone, aluguel, gasolina, etc”, indica.

Publicidade

Dê sua opinião

Universitário tranca faculdade, passa 2 anos fotografando em cruzeiros e conhece 15 países

Estudante de jornalismo, o cearense Anderson Paixão trabalhou em alto mar durante três cruzeiros, aprendeu novos idiomas, conheceu o mundo e fez intercâmbio cultural

Por Rosana Romão em Cotidiano

29 de julho de 2014 às 11:54

Há 5 anos
Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Viajar de ônibus e ver as paisagens pela janela é encantador. De avião então é sentir-se em uma outra dimensão, vendo as cidades e as pessoas bem pequenas. E de navio é um espetáculo à parte: conhecer diversos lugares sem se preocupar com atraso e trânsito, além de ter diversas opções de entretenimento e um visual de babar.

O cearense Anderson Paixão largou a faculdade para trabalhar em um cruzeiro e em pouco mais de dois anos já conheceu mais de 15 países. Desde os 15 anos ele via oportunidades para trabalhar em cruzeiros e ficava interessado no trabalho.

Quando ingressou na faculdade de jornalismo sentiu a necessidade de aprender outros idiomas. Chegou até a pensar em fazer um intercâmbio mas optou por resgatar sua vontade de trabalhar em um cruzeiro. “Eu uni o útil ao agradável, ou seja, aprenderia outras línguas, conheceria outros países e ainda seria pago por isso”, relembra.

O primeiro passo foi pesquisar sobre a disponibilidade de trabalhos em navios, se informou sobre os deveres, as obrigações e então decidiu aventurar-se nessa nova empreitada. Depois teve de fazer um curso preparatório que custou R$ 600, passou pelo processo seletivo e foi aprovado. O último passo antes da viagem foi trancar a faculdade e fazer as malas.

Na sua primeira embarcação, Anderson assinou um contrato de 7 meses. Por ter o apoio da família e 30% dos trabalhadores contratados serem brasileiros, sentiu-se em casa. Foi contratado para ser fotógrafo dos eventos realizados no navio, que lhe deu mais prazer em realizar o trabalho, pois a fotografia é uma das áreas que o seu curso permite atuar.

Mas algumas surpresas o esperavam. “No começo eu sofri muito por causa da comunicação. Eu já tinha feito alguns cursos de inglês, mas na prática é totalmente diferente. Pouco a pouco que eu fui me comunicando, com ajuda de outros brasileiros”, recorda. O objetivo era de aprender outros idiomas e juntar dinheiro para fazer um intercâmbio. Mas depois de trabalhar em um navio, já pensava na próxima viagem em alto mar.

Rotina de trabalho de Anderson Paixão. (FOTO: Arquivo Pessoal)
1/17

Rotina de trabalho de Anderson Paixão. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Rotina de trabalho de Anderson Paixão. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Panorâmica de um dos navios em que trabalhou. (FOTO: Arquivo Pessoal)
2/17

Panorâmica de um dos navios em que trabalhou. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Panorâmica de um dos navios em que trabalhou. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro em Dubrovnik - Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)
3/17

Registro em Dubrovnik – Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro em Dubrovnik – Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro em Istambul - Turquia. (FOTO: Arquivo Pessoal)
4/17

Registro em Istambul – Turquia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro em Istambul – Turquia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Park Krka, na Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)
5/17

Park Krka, na Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Park Krka, na Croácia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Santorini, na Grécia. (FOTO: Arquivo Pessoal)
6/17

Registro de Santorini, na Grécia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Santorini, na Grécia. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro no Coliseu - Roma. (FOTO: Arquivo Pessoal)
7/17

Registro no Coliseu – Roma. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro no Coliseu – Roma. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro no Vaticano. (FOTO: Arquivo Pessoal)
8/17

Registro no Vaticano. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro no Vaticano. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Tânger, no Marrocos. (FOTO: Arquivo Pessoal)
9/17

Registro de Tânger, no Marrocos. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Tânger, no Marrocos. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Kotor, em Montenegro. (FOTO: Arquivo Pessoal)
10/17

Registro de Kotor, em Montenegro. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Kotor, em Montenegro. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)
11/17

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)
12/17

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)
13/17

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Fotos de embarque no estúdio. (FOTO: Arquivo pessoal)

Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)
14/17

Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Pôr-do-Sol em alto mar. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Torcendo pelo Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. (FOTO: Arquivo Pessoal)
15/17

Torcendo pelo Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Torcendo pelo Brasil durante a Copa do Mundo de 2014. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Marselha, na França. (FOTO: Arquivo Pessoal)
16/17

Registro de Marselha, na França. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Marselha, na França. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Villefrance, em Mônaco. (FOTO: Arquivo Pessoal)
17/17

Registro de Villefrance, em Mônaco. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Registro de Villefrance, em Mônaco. (FOTO: Arquivo Pessoal)

Do Brasil o cruzeiro foi para a Argentina, Uruguai, Grécia, Itália e Croácia. “As águas brasileiras são mais calmas, é muito bom pra viajar. Mas quando cheguei na Argentina, fiquei mareado, tive que tomar remédio”. O que ele sentiu mais saudade foi da comida brasileira, principalmente a cearense. “Senti muita falta de comer feijão, caranguejo, feijão verde e de uma rapadura!”, exclama brincando.

Na volta, foi convidado para trabalhar por 11 meses em um navio inglês. Como um dos seus objetivos era fazer um intercâmbio em algum país de língua inglesa, ele aceitou o convite como se fosse o seu intercâmbio. “Lá eu tinha a oportunidade de praticar o idioma e ao invés de gastar com as despesas da viagem eu seria remunerado. Ou seja, não teria gasto nenhum e ‘faria o intercâmbio cultural’ que eu tanto queria”, explica.

As atividades que exercia eram durante o embarque e os eventos, o que deixava boa parte do tempo livre. Além disso, quando o navio desembarcava em algum país para passeio, ele também podia visitar o país. “Era engraçado porque a gente tinha um tempo determinado para conhecer o país, e se você não conseguisse se programar poderia perder a embarcação. Isso já aconteceu com vários colegas, eles ficavam desesperados porque muitas vezes não conseguiam voltar e acabavam tendo que voltar pro país de origem. Então eu ficava atento pra calcular o tempo certo”.

Anderson chegou de sua terceira embarcação, que durou 7 meses, com um novo objetivo: terminar a faculdade. No navio ele registrava todos os eventos  que aconteciam no cruzeiro como as embarcações, a noite de gala, o dia na piscina, fotos em estúdio e nos restaurantes. Após adquirir essas experiências ele deseja agora terminar seu curso de jornalismo e experimentar outras oportunidades. “Eu indico o trabalho pra quem tem os objetivos parecidos com os meus, porque dá pra aprender outras línguas, dá pra curtir um pouco nos países e juntar dinheiro. Sem falar que você não se preocupa com contas de água, luz, telefone, aluguel, gasolina, etc”, indica.