7 cidades do Ceará devem receber novos cursos de medicina

EDUCAÇÃO SUPERIOR

7 cidades do Ceará devem receber novos cursos de medicina

Anúncio foi realizado em meio a cortes orçamentários na pasta da Educação realizados pelo governo federal

Por Juliana Teófilo em Educação

11 de maio de 2016 às 19:54

Há 3 anos
O governo do estado anunciou que dará assistência na implantação das universidades. (FOTO: Reprodução/UFC)

O governo do estado anunciou que dará assistência na implantação das universidades. (FOTO: Reprodução/UFC)

O governador Camilo Santana recebeu, na tarde desta quarta-feira (11), uma ligação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, sendo informado que sete cidades cearenses foram selecionadas para receber novos cursos de medicina. São elas: Itapipoca, Crato, Iguatu, Quixadá, Quixeramobim, Crateús e Russas.

Em sua página em uma rede social, o governador anunciou a novidade, enumerou as cidades selecionadas e apontou que esta é uma grande conquista para os moradores das regiões selecionadas. Anúncio acontece após cortes em vários projetos da Educação em âmbito nacional.

“Estou muito feliz. Essa foi uma grande conquista para o Ceará. São sete municípios que, agora, estão aptos a receber faculdades de Medicina. Será muito importante para a interiorização do ensino superior em nosso Estado”, destacou.

Aloizio Mercadante reforçou a pauta da interiorização do ensino superior no Ceará. “Parabéns ao Ceará que tanto se empenhou por esse momento. O estado avança muito dentro dessa nossa política de descentralizar o país“, apontou o ministro. O governo do estado anunciou que dará assistência na implantação das universidades. Para o Ministério, o próximo passo é selecionar instituições de educação superior privadas para ministrar o curso.

Contenção de gastos

Em 2015 o Ministério da Educação (MEC) divulgou cortes no orçamento da educação do país. Ficou decidido no ano passado que seriam cortados 50% das verbas destinadas ao orçamento das instituições federais de ensino superior.

A explicação para isso é que o ministério estava, naquela ocasião, trabalhando com R$ 9 bilhões a menos, uma diminuição de 23%. Outros programas governamentais, como o Fies, também sofreram mudanças significativas com o corte de orçamentos em 2015. No ano passado, o brasileiro notou a redução das vagas, aumento da taxa de juros e aumento do teto da renda familiar.

Em 2015 os investimentos na educação que antes eram de mais de R$ 48 bilhões caíram para cerca de R$ 39 bilhões. Em abril deste ano, o ministro da educação, Aloizio Marcadante, em entrevista para a Agência Brasil, apontou a crise econômica vivida pelo país como fator determinante para os cortes.

“Estamos tendo contingenciamento do orçamento. Sempre disse isso, preguei no deserto, mas apesar de a gente ter avançado muito na vinculação dos royalties [do petróleo] para a educação, que foi uma grande conquista, a queda do preço do petróleo de US$ 120 para US$ 30 (dólares) comprometeu muito a receita que nós esperávamos. E a recessão e a queda da receita estão prejudicando o nosso orçamento”, explica.

Mesmo levando em conta o momento delicado da economia, o ministro destacou que é necessário financiar a educação. “Nós não podemos continuar vivendo só de pauta bomba, interdição das políticas públicas e ficar só nessa agenda de questionamento do resultado da eleição e da democracia brasileira. Essa agenda é golpista. Precisa ajudar no financiamento da educação. Essa agenda é importante”.

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7 cidades do Ceará devem receber novos cursos de medicina

Anúncio foi realizado em meio a cortes orçamentários na pasta da Educação realizados pelo governo federal

Por Juliana Teófilo em Educação

11 de maio de 2016 às 19:54

Há 3 anos
O governo do estado anunciou que dará assistência na implantação das universidades. (FOTO: Reprodução/UFC)

O governo do estado anunciou que dará assistência na implantação das universidades. (FOTO: Reprodução/UFC)

O governador Camilo Santana recebeu, na tarde desta quarta-feira (11), uma ligação do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, sendo informado que sete cidades cearenses foram selecionadas para receber novos cursos de medicina. São elas: Itapipoca, Crato, Iguatu, Quixadá, Quixeramobim, Crateús e Russas.

Em sua página em uma rede social, o governador anunciou a novidade, enumerou as cidades selecionadas e apontou que esta é uma grande conquista para os moradores das regiões selecionadas. Anúncio acontece após cortes em vários projetos da Educação em âmbito nacional.

“Estou muito feliz. Essa foi uma grande conquista para o Ceará. São sete municípios que, agora, estão aptos a receber faculdades de Medicina. Será muito importante para a interiorização do ensino superior em nosso Estado”, destacou.

Aloizio Mercadante reforçou a pauta da interiorização do ensino superior no Ceará. “Parabéns ao Ceará que tanto se empenhou por esse momento. O estado avança muito dentro dessa nossa política de descentralizar o país“, apontou o ministro. O governo do estado anunciou que dará assistência na implantação das universidades. Para o Ministério, o próximo passo é selecionar instituições de educação superior privadas para ministrar o curso.

Contenção de gastos

Em 2015 o Ministério da Educação (MEC) divulgou cortes no orçamento da educação do país. Ficou decidido no ano passado que seriam cortados 50% das verbas destinadas ao orçamento das instituições federais de ensino superior.

A explicação para isso é que o ministério estava, naquela ocasião, trabalhando com R$ 9 bilhões a menos, uma diminuição de 23%. Outros programas governamentais, como o Fies, também sofreram mudanças significativas com o corte de orçamentos em 2015. No ano passado, o brasileiro notou a redução das vagas, aumento da taxa de juros e aumento do teto da renda familiar.

Em 2015 os investimentos na educação que antes eram de mais de R$ 48 bilhões caíram para cerca de R$ 39 bilhões. Em abril deste ano, o ministro da educação, Aloizio Marcadante, em entrevista para a Agência Brasil, apontou a crise econômica vivida pelo país como fator determinante para os cortes.

“Estamos tendo contingenciamento do orçamento. Sempre disse isso, preguei no deserto, mas apesar de a gente ter avançado muito na vinculação dos royalties [do petróleo] para a educação, que foi uma grande conquista, a queda do preço do petróleo de US$ 120 para US$ 30 (dólares) comprometeu muito a receita que nós esperávamos. E a recessão e a queda da receita estão prejudicando o nosso orçamento”, explica.

Mesmo levando em conta o momento delicado da economia, o ministro destacou que é necessário financiar a educação. “Nós não podemos continuar vivendo só de pauta bomba, interdição das políticas públicas e ficar só nessa agenda de questionamento do resultado da eleição e da democracia brasileira. Essa agenda é golpista. Precisa ajudar no financiamento da educação. Essa agenda é importante”.