Curso de inglês inova ao disponibilizar material em braile em Fortaleza


Curso de inglês inova ao disponibilizar material em braile em Fortaleza

Após o exemplo de um deficiente visual, a escola se inspirou e encomendou livros em braile para quem quer aprender inglês

Por Hayanne Narlla em Educação

30 de janeiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Ítalo sonhava em aprender inglês e agora entende algumas músicas (FOTO: Divulgação)

Ítalo sonhava em aprender inglês e agora entende algumas músicas (FOTO: Divulgação)

A deficiência não é um empecilho permanente para realizar um sonho. Não no caso do revisor de braile Ítalo Gutierrez, de 22 anos. Deficiente visual desde que nasceu, ele queria aprender inglês, por gostar do idioma e ter vontade de se aventurar em outros universos.

“Quando pensava sobre como superar a minha deficiência, nunca pensei naquelas coisas comuns que todo cego pensa: ser independente, trabalhar etc. O que eu desejava era aumentar a minha bagagem intelectual e conseguir enxergar o mundo através do conhecimento”, ressaltou.

Foi aí que procurou um local específico para aprender o idioma. Em suas pesquisas, descobriu uma escola em que outro aluno com deficiência visual já havia estudado. Decidiu se matricular no Hilpro Idiomas.

A princípio não havia material para dar suporte a Ítalo. Entretanto, logo foi providenciado da Inglaterra livros que pudessem agregar os estudos do jovem. “A experiência está sendo muito bacana, porque não há distinção entre os alunos. E com o material fica mais fácil, porque dependeria só da minha boa vontade”.

Braile

Nas escolas de Fortaleza, ainda não havia material em braile disponível (FOTO: Divulgação)

Nas escolas de Fortaleza, ainda não havia material em braile disponível (FOTO: Divulgação)

O exemplo de Ítalo inspirou a equipa da Hilpro. É tanto que eles solicitaram mais materiais para atender ainda mais deficientes visuais. Dessa forma, eles esperam estimular o público a estudar o idioma.

“Temos a filosofia do acolhimento, de integrar todas as vozes, respeitando, no entanto, a individualidade e as especificidades dos alunos. A chegada do Ítalo foi um chamado para que caminhássemos juntos. Não tínhamos o nosso material didático em Braille, mas já realizamos o pedido e estamos aguardando a chegada de alguns exemplares, oriundos das duas maiores referências de inglês no mundo”, explicou Daniella Christina, diretora da escola.

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Curso de inglês inova ao disponibilizar material em braile em Fortaleza

Após o exemplo de um deficiente visual, a escola se inspirou e encomendou livros em braile para quem quer aprender inglês

Por Hayanne Narlla em Educação

30 de janeiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
Ítalo sonhava em aprender inglês e agora entende algumas músicas (FOTO: Divulgação)

Ítalo sonhava em aprender inglês e agora entende algumas músicas (FOTO: Divulgação)

A deficiência não é um empecilho permanente para realizar um sonho. Não no caso do revisor de braile Ítalo Gutierrez, de 22 anos. Deficiente visual desde que nasceu, ele queria aprender inglês, por gostar do idioma e ter vontade de se aventurar em outros universos.

“Quando pensava sobre como superar a minha deficiência, nunca pensei naquelas coisas comuns que todo cego pensa: ser independente, trabalhar etc. O que eu desejava era aumentar a minha bagagem intelectual e conseguir enxergar o mundo através do conhecimento”, ressaltou.

Foi aí que procurou um local específico para aprender o idioma. Em suas pesquisas, descobriu uma escola em que outro aluno com deficiência visual já havia estudado. Decidiu se matricular no Hilpro Idiomas.

A princípio não havia material para dar suporte a Ítalo. Entretanto, logo foi providenciado da Inglaterra livros que pudessem agregar os estudos do jovem. “A experiência está sendo muito bacana, porque não há distinção entre os alunos. E com o material fica mais fácil, porque dependeria só da minha boa vontade”.

Braile

Nas escolas de Fortaleza, ainda não havia material em braile disponível (FOTO: Divulgação)

Nas escolas de Fortaleza, ainda não havia material em braile disponível (FOTO: Divulgação)

O exemplo de Ítalo inspirou a equipa da Hilpro. É tanto que eles solicitaram mais materiais para atender ainda mais deficientes visuais. Dessa forma, eles esperam estimular o público a estudar o idioma.

“Temos a filosofia do acolhimento, de integrar todas as vozes, respeitando, no entanto, a individualidade e as especificidades dos alunos. A chegada do Ítalo foi um chamado para que caminhássemos juntos. Não tínhamos o nosso material didático em Braille, mas já realizamos o pedido e estamos aguardando a chegada de alguns exemplares, oriundos das duas maiores referências de inglês no mundo”, explicou Daniella Christina, diretora da escola.