Projeto cearense leva biblioteca acessível para deficientes visuais


Projeto cearense leva biblioteca acessível para deficientes visuais

Apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo voltado para esse público, através de livros em Braille, computadores adaptados ou audiobooks

Por Thamiris Treigher em Educação

4 de fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
A ideia da Biblioteca Acessível surgiu a partir de entrevistas e experiências com usuários cegos (Foto: Governo do Estado/Reprodução)

A ideia da Biblioteca Acessível surgiu a partir de entrevistas e experiências com usuários cegos (Foto: Governo do Estado/Reprodução)

Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui cerca de 6,5 milhões de deficientes visuais, sendo 582 mil cegos. Apesar dos números, apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo voltado para esse público, através de livros em Braille, computadores adaptados ou audiobooks.

Neste contexto, um projeto cearense mudar atenuar esta realidade. A Biblioteca Acessível  tem como propósito agregar conteúdo acessível aos usuários cegos tanto pelo áudio quanto pelo Braille, proporcionando assim o acesso democrático à leitura e ao conhecimento.

A ideia surgiu a partir de entrevistas e experiências com usuários cegos, que demonstraram várias barreiras que tornam impossível a leitura em Braille de forma cotidiana, como o uso excessivo do áudio no processo de leitura e aprendizado. Outra barreira são as poucas bibliotecas com acervo bibliográfico acessível, devido ao alto custo de produção.

O Portáctil, projeto que iniciou a Biblioteca Acessível, é uma plataforma de acessibilidade formada por Tablet Android, Software para escrita e leitura, película de suporte à digitação e dispositivo portátil de leitura em Braille. Um pacote de 150 livros em formato próprio, no idioma português, entre eles A Carteira, de Machado de Assis, A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, e A Arte da Guerra, de Sun Tzu compõe o acervo digital da Biblioteca.

De acordo Heyde Leão, sócio da AED Tecnologia, o Portáctil não tem intenção de substituir os outros meios de escrita e leitura que já existem e são voltadas para os deficientes visuais. “Quando a gente lida com conhecimento, cultura, informação e cidadania, você não pode prescindir de ter o dado ali na mão da pessoa certa”, afirma Heyde.

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Projeto cearense leva biblioteca acessível para deficientes visuais

Apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo voltado para esse público, através de livros em Braille, computadores adaptados ou audiobooks

Por Thamiris Treigher em Educação

4 de fevereiro de 2016 às 06:00

Há 3 anos
A ideia da Biblioteca Acessível surgiu a partir de entrevistas e experiências com usuários cegos (Foto: Governo do Estado/Reprodução)

A ideia da Biblioteca Acessível surgiu a partir de entrevistas e experiências com usuários cegos (Foto: Governo do Estado/Reprodução)

Segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui cerca de 6,5 milhões de deficientes visuais, sendo 582 mil cegos. Apesar dos números, apenas 9% das bibliotecas públicas municipais possuem conteúdo voltado para esse público, através de livros em Braille, computadores adaptados ou audiobooks.

Neste contexto, um projeto cearense mudar atenuar esta realidade. A Biblioteca Acessível  tem como propósito agregar conteúdo acessível aos usuários cegos tanto pelo áudio quanto pelo Braille, proporcionando assim o acesso democrático à leitura e ao conhecimento.

A ideia surgiu a partir de entrevistas e experiências com usuários cegos, que demonstraram várias barreiras que tornam impossível a leitura em Braille de forma cotidiana, como o uso excessivo do áudio no processo de leitura e aprendizado. Outra barreira são as poucas bibliotecas com acervo bibliográfico acessível, devido ao alto custo de produção.

O Portáctil, projeto que iniciou a Biblioteca Acessível, é uma plataforma de acessibilidade formada por Tablet Android, Software para escrita e leitura, película de suporte à digitação e dispositivo portátil de leitura em Braille. Um pacote de 150 livros em formato próprio, no idioma português, entre eles A Carteira, de Machado de Assis, A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, e A Arte da Guerra, de Sun Tzu compõe o acervo digital da Biblioteca.

De acordo Heyde Leão, sócio da AED Tecnologia, o Portáctil não tem intenção de substituir os outros meios de escrita e leitura que já existem e são voltadas para os deficientes visuais. “Quando a gente lida com conhecimento, cultura, informação e cidadania, você não pode prescindir de ter o dado ali na mão da pessoa certa”, afirma Heyde.