Empresários esperam que Bolsonaro não adote "revanchismo" contra estados fora de sua base

COMO SERÁ?

Empresários esperam que Bolsonaro não adote “revanchismo” contra estados fora de sua base

Simplificação do sistema tributário, criação de fundo para a seca, privatização e retomadas de obras são medidas sugeridas por representantes de setores produtivos do Ceará

Por Tribuna Bandnews FM em Eleições 2018

30 de outubro de 2018 às 14:00

Há 10 meses
Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito com 55% dos votos nestas eleições (Foto: Fotos Públicas)

Entidades e setores produtivos apontam propostas para garantir crescimento nos próximos anos com o governo de Jair Bolsonaro. Dentre as medidas está o não “revanchismo” a estados que não compõem a base aliada do governo. Além disso, os empresários apontam a retomada de obras e simplificação do sistema tributário como prioridades para impulsionar a economia. As informações são da Tribuna Band News. 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado, Beto Studart, espera que não haja durante o governo Bolsonaro o “revanchismo” em relação aos governos que não compõem a base aliada. Para ele, a medida é necessária para estados, como o Ceará, tenham investimentos que garantam o crescimento econômico.

“Vamos ver como vai ficar as relações políticas. O presidente disse que não haverá revanchismos e os recursos federais vão ter os investimentos certos. Vamos aguardar se essas coisas acontecem”, avaliou Beto.

Além disso, o presidente ressaltou a importância da retomada das obras da Transnordestina para viabilizar o escoamento de mercadorias para importação e exportação. “A Transnordestina passa pelo Porto do Pécem, passa para a distribuição de mercadores que chegam que podem ir para o Maranhão, Piauí e para a Suape, em Pernambuco”, destacou.

O presidente da Fecomércio, Maurício Filizola, por sua vez, acredita que o mercado vai responder positivamente às ideias econômicas da gestão de Jair Bolsonaro. Ele espera que a simplificação do sistema tributário seja priorizado. “A simplificação vai ajudar quem realmente gera emprego e renda ao País que é o empresariado”, afirma.

Para o segmento agropecuário cearense, a expectativas é de medidas para a convivência com a seca. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, Flavio Saboya, enxerga a necessidade da criação de um fundo para subsidiar a cadeia produtiva nos tempos de seca. “Não há mais razão de não de continuarmos essas crises climáticas sem que tenhamos uma proposta definitiva para a convivência com a seca”, frisa.

Já o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará, Luís Eduardo Barros, destaca que a participação do economista Paulo Guedes traz boas expectativas devido as propostas liberais. Entretanto, Luís reforça que, nos casos de privatizações, as medidas devem ser feitas com cautelas e planejamento.

“Primeiro vai ter que fazer um estudo completo de cada caso e um estudo de possíveis compradores para montar o leilão. Então, essas coisas devem ser um ano a dois anos, nas melhores hipóteses”, afirma. Para o dirigente, as privatizações podem combater o déficit público e diminuir a pressão de políticos por cargos.

Luís ressalta a necessidade de Bolsonaro de ter um bom diálogo para conseguir avanças as pautas prioritárias durante o mandato. No discurso da vitória, o futuro presidente garantiu que vai governar à luz da Constituição e que os contatos com parlamentares vão garantir a governabilidade do País.

Confira entrevistas à Rádio Tribuna Band News FM:

Publicidade

Dê sua opinião

COMO SERÁ?

Empresários esperam que Bolsonaro não adote “revanchismo” contra estados fora de sua base

Simplificação do sistema tributário, criação de fundo para a seca, privatização e retomadas de obras são medidas sugeridas por representantes de setores produtivos do Ceará

Por Tribuna Bandnews FM em Eleições 2018

30 de outubro de 2018 às 14:00

Há 10 meses
Jair Bolsonaro

Jair Bolsonaro (PSL) foi eleito com 55% dos votos nestas eleições (Foto: Fotos Públicas)

Entidades e setores produtivos apontam propostas para garantir crescimento nos próximos anos com o governo de Jair Bolsonaro. Dentre as medidas está o não “revanchismo” a estados que não compõem a base aliada do governo. Além disso, os empresários apontam a retomada de obras e simplificação do sistema tributário como prioridades para impulsionar a economia. As informações são da Tribuna Band News. 

O presidente da Federação das Indústrias do Estado, Beto Studart, espera que não haja durante o governo Bolsonaro o “revanchismo” em relação aos governos que não compõem a base aliada. Para ele, a medida é necessária para estados, como o Ceará, tenham investimentos que garantam o crescimento econômico.

“Vamos ver como vai ficar as relações políticas. O presidente disse que não haverá revanchismos e os recursos federais vão ter os investimentos certos. Vamos aguardar se essas coisas acontecem”, avaliou Beto.

Além disso, o presidente ressaltou a importância da retomada das obras da Transnordestina para viabilizar o escoamento de mercadorias para importação e exportação. “A Transnordestina passa pelo Porto do Pécem, passa para a distribuição de mercadores que chegam que podem ir para o Maranhão, Piauí e para a Suape, em Pernambuco”, destacou.

O presidente da Fecomércio, Maurício Filizola, por sua vez, acredita que o mercado vai responder positivamente às ideias econômicas da gestão de Jair Bolsonaro. Ele espera que a simplificação do sistema tributário seja priorizado. “A simplificação vai ajudar quem realmente gera emprego e renda ao País que é o empresariado”, afirma.

Para o segmento agropecuário cearense, a expectativas é de medidas para a convivência com a seca. O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado, Flavio Saboya, enxerga a necessidade da criação de um fundo para subsidiar a cadeia produtiva nos tempos de seca. “Não há mais razão de não de continuarmos essas crises climáticas sem que tenhamos uma proposta definitiva para a convivência com a seca”, frisa.

Já o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará, Luís Eduardo Barros, destaca que a participação do economista Paulo Guedes traz boas expectativas devido as propostas liberais. Entretanto, Luís reforça que, nos casos de privatizações, as medidas devem ser feitas com cautelas e planejamento.

“Primeiro vai ter que fazer um estudo completo de cada caso e um estudo de possíveis compradores para montar o leilão. Então, essas coisas devem ser um ano a dois anos, nas melhores hipóteses”, afirma. Para o dirigente, as privatizações podem combater o déficit público e diminuir a pressão de políticos por cargos.

Luís ressalta a necessidade de Bolsonaro de ter um bom diálogo para conseguir avanças as pautas prioritárias durante o mandato. No discurso da vitória, o futuro presidente garantiu que vai governar à luz da Constituição e que os contatos com parlamentares vão garantir a governabilidade do País.

Confira entrevistas à Rádio Tribuna Band News FM: