Como diminuir a dor da separação no primeiro dia de aula - Noticias


Como diminuir a dor da separação no primeiro dia de aula

A separação, em qualquer instância, vem acompanhada de grande sofrimento. Desde uma longa viagem até um acampamento de férias, a distância pode causar sequelas emocionais em quem passa por esta experiência. Com pais e filhos, no primeiro dia de aula, é quebrado um laço que nem todos estão emocionalmente preparados para reatar

Por Tribuna do Ceará em Especial

20 de janeiro de 2012 às 21:37

Há 8 anos

A separação, em qualquer instância, vem acompanhada de grande sofrimento. Desde uma longa viagem até um acampamento de férias, a distância pode causar sequelas emocionais em quem passa por esta experiência. Com pais e filhos, no primeiro dia de aula, é quebrado um laço que nem todos estão emocionalmente preparados para reatar.

O psicólogo e mestre em educação, Marco Aurélio de Patrício Ribeiro, deu algumas dicas úteis para os leitores em entrevista ao Jangadeiro Online sobre a difícil missão de deixar os filhos na escola no primeiro dia de aula.

Jangadeiro Online – Como diminuir o trauma da separação de um filho que vai ao primeiro dia de aula?
Marco Aurélio –  O primeiro dia de aula de uma criança é sempre um evento cheio de expectativas para as crianças e para os pais, muitas vezes mais para pais do que para as crianças.
A primeira dica é que os pais reduzam suas próprias ansiedades. Por ser a escola um espaço cheio de atrações lúdicas, as crianças “sofrerão” muito menos do que alguns pensam.

Uma outra dica é criar uma ansiedade positiva na criança, falar bem da escola, dos professores, se possível, levá-la para conhecer a escola antes do primeiro dia de aula, mostrar os brinquedos, a lanchonete, a biblioteca e outros espaços interessantes.

No primeiro dia é normal a criança estranhar o espaço, o grande número de pessoas. É normal também, temer ficar sem os pais, daí seria positivo se uma pessoa da família puder ficar com a criança na escola neste primeiro dia.

Nos dias seguintes, a postura da família deve ser a de trabalhar a permanência da criança na escola sem a presença dos pais ou da babá, mas esse processo deve ser administrado respeitando o ritmo de cada criança. A professora e a família, juntas, devem ver qual o melhor processo para cada criança.

JO – Quais são as maiores preocupações dos pais e até que ponto vai a confiança deles?
MA – Creio que a maior preocupação dos pais é que seus filhos não sofram ou fiquem com algum trauma. Para tranquilizá-los é importante mostrar como a adaptação das crianças é rápida e como eles, mesmo aqueles que ficam chorando, conseguem ter momentos de alegria e participação durante o período de aula. É fundamental que os pais confiem na capacidade de adaptação das crianças e no profissionalismo dos educadores.

Importante lembrar que ficar na escola não traumatiza ninguém. Caso a criança tenha uma sensibilidade muito grande à ausência dos pais, sugere-se um afastamento gradual, a cada dia o familiar posiciona-se mais distante da sala de aula, podendo a criança ir se libertando da dependência gradativamente.

JO – Como os filhos reagem à essa separação?
MA – Grande parte das crianças, em especial aquelas criadas com muita sociabilidade, conseguem permanecer na escola sem problemas desde o primeiro dia. Algumas outras não aceitam com facilidade ficar distantes dos familiares, em especial da mãe. A grande superação deste temor se dará quando a criança criar vínculos com a professora e as pessoas da escola, a criança transfere para a professora um pouco do amor e da confiança que deposita na mãe – a professora passa a ser uma continuidade da mãe – nesse momento a criança, sem problemas, ficará na escola.

JO – Há um método para ajudar nesse processo? Que dicas o senhor daria?
MA – Creio que o melhor método é a antecipação do primeiro dia, ou seja, visitar a escola antes, conhecer a professora – tornando o espaço escolar comum, conhecido e seguro, na visão da criança.

Um outro método é o afastamento gradual da mãe, naqueles casos em que a criança é mais sensível ao afastamento dos familiares.

Uma dica importante é os pais se trabalharem, pois muitas vezes a ansiedade dos pais é o maior obstáculo a que a criança se sinta emocionalmente segura de permanecer na escola.

Leia mais:
Saiba o que levar na lancheira para se dar bem na escola
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Evite dores no bolso na hora de comprar o material escolar
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Redação Jangadeiro Online

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Como diminuir a dor da separação no primeiro dia de aula

A separação, em qualquer instância, vem acompanhada de grande sofrimento. Desde uma longa viagem até um acampamento de férias, a distância pode causar sequelas emocionais em quem passa por esta experiência. Com pais e filhos, no primeiro dia de aula, é quebrado um laço que nem todos estão emocionalmente preparados para reatar

Por Tribuna do Ceará em Especial

20 de janeiro de 2012 às 21:37

Há 8 anos

A separação, em qualquer instância, vem acompanhada de grande sofrimento. Desde uma longa viagem até um acampamento de férias, a distância pode causar sequelas emocionais em quem passa por esta experiência. Com pais e filhos, no primeiro dia de aula, é quebrado um laço que nem todos estão emocionalmente preparados para reatar.

O psicólogo e mestre em educação, Marco Aurélio de Patrício Ribeiro, deu algumas dicas úteis para os leitores em entrevista ao Jangadeiro Online sobre a difícil missão de deixar os filhos na escola no primeiro dia de aula.

Jangadeiro Online – Como diminuir o trauma da separação de um filho que vai ao primeiro dia de aula?
Marco Aurélio –  O primeiro dia de aula de uma criança é sempre um evento cheio de expectativas para as crianças e para os pais, muitas vezes mais para pais do que para as crianças.
A primeira dica é que os pais reduzam suas próprias ansiedades. Por ser a escola um espaço cheio de atrações lúdicas, as crianças “sofrerão” muito menos do que alguns pensam.

Uma outra dica é criar uma ansiedade positiva na criança, falar bem da escola, dos professores, se possível, levá-la para conhecer a escola antes do primeiro dia de aula, mostrar os brinquedos, a lanchonete, a biblioteca e outros espaços interessantes.

No primeiro dia é normal a criança estranhar o espaço, o grande número de pessoas. É normal também, temer ficar sem os pais, daí seria positivo se uma pessoa da família puder ficar com a criança na escola neste primeiro dia.

Nos dias seguintes, a postura da família deve ser a de trabalhar a permanência da criança na escola sem a presença dos pais ou da babá, mas esse processo deve ser administrado respeitando o ritmo de cada criança. A professora e a família, juntas, devem ver qual o melhor processo para cada criança.

JO – Quais são as maiores preocupações dos pais e até que ponto vai a confiança deles?
MA – Creio que a maior preocupação dos pais é que seus filhos não sofram ou fiquem com algum trauma. Para tranquilizá-los é importante mostrar como a adaptação das crianças é rápida e como eles, mesmo aqueles que ficam chorando, conseguem ter momentos de alegria e participação durante o período de aula. É fundamental que os pais confiem na capacidade de adaptação das crianças e no profissionalismo dos educadores.

Importante lembrar que ficar na escola não traumatiza ninguém. Caso a criança tenha uma sensibilidade muito grande à ausência dos pais, sugere-se um afastamento gradual, a cada dia o familiar posiciona-se mais distante da sala de aula, podendo a criança ir se libertando da dependência gradativamente.

JO – Como os filhos reagem à essa separação?
MA – Grande parte das crianças, em especial aquelas criadas com muita sociabilidade, conseguem permanecer na escola sem problemas desde o primeiro dia. Algumas outras não aceitam com facilidade ficar distantes dos familiares, em especial da mãe. A grande superação deste temor se dará quando a criança criar vínculos com a professora e as pessoas da escola, a criança transfere para a professora um pouco do amor e da confiança que deposita na mãe – a professora passa a ser uma continuidade da mãe – nesse momento a criança, sem problemas, ficará na escola.

JO – Há um método para ajudar nesse processo? Que dicas o senhor daria?
MA – Creio que o melhor método é a antecipação do primeiro dia, ou seja, visitar a escola antes, conhecer a professora – tornando o espaço escolar comum, conhecido e seguro, na visão da criança.

Um outro método é o afastamento gradual da mãe, naqueles casos em que a criança é mais sensível ao afastamento dos familiares.

Uma dica importante é os pais se trabalharem, pois muitas vezes a ansiedade dos pais é o maior obstáculo a que a criança se sinta emocionalmente segura de permanecer na escola.

Leia mais:
Saiba o que levar na lancheira para se dar bem na escola
Veja dicas para evitar que a escolha do transporte escolar dê “prego”
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Redação Jangadeiro Online