Apesar dos fortes ventos de agosto, Fortaleza ainda sofre com o calor


Apesar dos fortes ventos de agosto, Fortaleza ainda sofre com o calor

“Que calor é esse?” Em Fortaleza, não há como deixar de reparar nas reclamações por conta do calor, principalmente ao meio-dia. Mesmo assim, o mês de agosto é conhecido por ter os ventos mais intensos do ano. Em 2012, a velocidade já atinge os 22 km/h, sem incluir as rajadas.

Por Jackson Cruz em Fortaleza

8 de agosto de 2012 às 09:22

Há 7 anos
Fortaleza recebe ventos de até 22km/h durante o mês de agosto, mas o calor não diminui

Mês de agosto é conhecido pelo “mês dos ventos” (FOTO: Divulgação)

Que calor é esse?” Em Fortaleza, não há como deixar de reparar nas reclamações por conta do calor, principalmente ao meio-dia. Mesmo assim, o mês de agosto é conhecido por ter os ventos mais intensos do ano. Em 2012, a velocidade já atinge os 22 km/h, sem incluir as rajadas.

O meteorologista da Funceme, Namir Melo, explica que os meses mais secos do ano, os do segundo semestre, possuem ventos mais fortes. “Na verdade, setembro e outubro são os meses com ventos mais fortes, porque é inverno no hemisfério Sul inteiro e dá tempo da região inteira esfriar. Por isso, a gente acaba sentindo melhor depois”, ressalta.

Calor na cidade

De acordo com Namir, a pressão atmosférica é inversamente proporcional a temperatura: quando a temperatura desce, a pressão aumenta, gerando vento mais forte. Dessa forma, cada região possui um comportamento específico. Segundo ele, o Ceará segue as características da Costa Norte, onde também se encontram o Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão. “Não temos as quatro estações bem definidas. O que temos são os meses de estação chuvosa, no primeiro semestre, e meses de estação seca com mais ventos, no segundo semestre”, comenta.

Em relação ao calor de Fortaleza, Namir diz que, por conta da atmosfera estar limpa, sem nebulosidade, a quantidade de radiação solar é bem maior. “No período de inverno, a temperatura máxima é quando o sol está incindindo, fazendo com que recebamos muita radiação. É por isso que esquenta muito durante o dia, principalmente no horário de 14h às 15h. Já a mínima é durante a madrugada, sendo uma temperatura bem menor. É por isso que, de noite, fica mais fresquinho”, conclui.

Ventos fortes

De acordo com os dados da Funceme, desde 2003, a média dos picos de ventos no ano é de: 18km/h no mais alto e 7km/h mais baixo. Abril é o mês com pico mais baixo e setembro com o mais alto. Segundo Namir, esse fenômeno acontece em um ciclo, conhecido como variação sazonal, por causa das quatro estações do ano. “Vai do mínimo ao máximo, do máximo ao mínimo. Na primavera, o vento é máximo e, no outono, o vento é mínimo. O verão e inverno são meses de transição”, destaca.

O meteorologista explica que o ciclo acontece a partir do movimento do Sol, que quando passa para o hemisfério Norte, esquentando, gera o o inverno no hemisfério Sul, esfriando. “Tudo isso acontece porque a Terra gira em torno Sol. Caso não girasse, onde fosse seco, seria seco sempre e, onde tivesse chuva, teria sempre”, pontua.

Publicidade

Dê sua opinião

Apesar dos fortes ventos de agosto, Fortaleza ainda sofre com o calor

“Que calor é esse?” Em Fortaleza, não há como deixar de reparar nas reclamações por conta do calor, principalmente ao meio-dia. Mesmo assim, o mês de agosto é conhecido por ter os ventos mais intensos do ano. Em 2012, a velocidade já atinge os 22 km/h, sem incluir as rajadas.

Por Jackson Cruz em Fortaleza

8 de agosto de 2012 às 09:22

Há 7 anos
Fortaleza recebe ventos de até 22km/h durante o mês de agosto, mas o calor não diminui

Mês de agosto é conhecido pelo “mês dos ventos” (FOTO: Divulgação)

Que calor é esse?” Em Fortaleza, não há como deixar de reparar nas reclamações por conta do calor, principalmente ao meio-dia. Mesmo assim, o mês de agosto é conhecido por ter os ventos mais intensos do ano. Em 2012, a velocidade já atinge os 22 km/h, sem incluir as rajadas.

O meteorologista da Funceme, Namir Melo, explica que os meses mais secos do ano, os do segundo semestre, possuem ventos mais fortes. “Na verdade, setembro e outubro são os meses com ventos mais fortes, porque é inverno no hemisfério Sul inteiro e dá tempo da região inteira esfriar. Por isso, a gente acaba sentindo melhor depois”, ressalta.

Calor na cidade

De acordo com Namir, a pressão atmosférica é inversamente proporcional a temperatura: quando a temperatura desce, a pressão aumenta, gerando vento mais forte. Dessa forma, cada região possui um comportamento específico. Segundo ele, o Ceará segue as características da Costa Norte, onde também se encontram o Rio Grande do Norte, Piauí e Maranhão. “Não temos as quatro estações bem definidas. O que temos são os meses de estação chuvosa, no primeiro semestre, e meses de estação seca com mais ventos, no segundo semestre”, comenta.

Em relação ao calor de Fortaleza, Namir diz que, por conta da atmosfera estar limpa, sem nebulosidade, a quantidade de radiação solar é bem maior. “No período de inverno, a temperatura máxima é quando o sol está incindindo, fazendo com que recebamos muita radiação. É por isso que esquenta muito durante o dia, principalmente no horário de 14h às 15h. Já a mínima é durante a madrugada, sendo uma temperatura bem menor. É por isso que, de noite, fica mais fresquinho”, conclui.

Ventos fortes

De acordo com os dados da Funceme, desde 2003, a média dos picos de ventos no ano é de: 18km/h no mais alto e 7km/h mais baixo. Abril é o mês com pico mais baixo e setembro com o mais alto. Segundo Namir, esse fenômeno acontece em um ciclo, conhecido como variação sazonal, por causa das quatro estações do ano. “Vai do mínimo ao máximo, do máximo ao mínimo. Na primavera, o vento é máximo e, no outono, o vento é mínimo. O verão e inverno são meses de transição”, destaca.

O meteorologista explica que o ciclo acontece a partir do movimento do Sol, que quando passa para o hemisfério Norte, esquentando, gera o o inverno no hemisfério Sul, esfriando. “Tudo isso acontece porque a Terra gira em torno Sol. Caso não girasse, onde fosse seco, seria seco sempre e, onde tivesse chuva, teria sempre”, pontua.