Trabalhadores da Emlurb fazem nova manifestação - Noticias


Trabalhadores da Emlurb fazem nova manifestação

Segundo o Ministério Público do Trabalho, os funcionários teriam ingressados na Emlurb sem concurso público, três anos após a promulgação da Constituição Federal de 1988 – em 1991 -, que obriga haver concurso para a contratação de servidores públicos. Os trabalhadores, portanto, estariam prestando serviços à empresa irregularmente

Por Tribuna do Ceará em Fortaleza

12 de novembro de 2009 às 09:42

Há 10 anos
Na semana passada, os trabalhadores realizaram manifestação em frente à sede da Emlurb - Foto: Repórter Edenir Gomes

Na semana passada, os trabalhadores realizaram manifestação em frente à sede da Emlurb - Foto: Repórter Edenir Gomes

Os servidores da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) e o Sindicato dos Trabalhadores da Emlurb (Sindilurb) realizam nova manifestação na próxima quinta-feira (19). Desta vez o movimento será em frente à Justiça do Trabalho, em Fortaleza.

Na quinta-feira, acontece uma audiência para definir os rumos dos 186 funcionários – a maioria de garis – contratados sem concurso público e que sofrem uma tentativa de demissão. A presidente do Sindifort, Narcélia Silva, informou ao Jangadeiro Online que os trabalhadores se concentram a partir das 6h30min no local e que é “muito difícil de os trabalhadores serem demitidos”.

O Sindicato enviou um documento à prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, ao Secretário de Administração Municipal, e ao Presidente da Emlurb, Roberto Rodrigues, considerando o comparecimento das partes na audiência e reforçando os argumentos a serem utilizados na defesa dos funcionários.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, os funcionários teriam ingressados na Emlurb sem concurso público, três anos após a promulgação da Constituição Federal de 1988 – em 1991 -, que obriga haver concurso para a contratação de servidores públicos. Os trabalhadores, portanto, estariam prestando serviços à empresa irregularmente.

Conforme Narcélia, houve uma determinação da Justiça aprovada pela Corte Suprema que dizia que o concurso só seria preciso para a contratação de funcionários a partir de 1993. Tanto é, diz ela, que “a Infraero conseguiu, em maio de 2004, assegurar o emprego de alguns funcionários que estavam na mesma situação com esta explicação”.

Apesar de ser contra a demissão dos funcionários contratados sem concurso público antes de 93, “isso não quer dizer que somos a favor da terceirização. É uma situação diferenciada”.

O presidente da Emlurb, Roberto Rodrigues, se pronunciou no último ato dos trabalhadores e disse acreditar na luta dos servidores. Roberto falou aos manifestantes que irá, inclusive, ao Supremo se for preciso para defendê-los.

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Trabalhadores da Emlurb fazem nova manifestação

Segundo o Ministério Público do Trabalho, os funcionários teriam ingressados na Emlurb sem concurso público, três anos após a promulgação da Constituição Federal de 1988 – em 1991 -, que obriga haver concurso para a contratação de servidores públicos. Os trabalhadores, portanto, estariam prestando serviços à empresa irregularmente

Por Tribuna do Ceará em Fortaleza

12 de novembro de 2009 às 09:42

Há 10 anos
Na semana passada, os trabalhadores realizaram manifestação em frente à sede da Emlurb - Foto: Repórter Edenir Gomes

Na semana passada, os trabalhadores realizaram manifestação em frente à sede da Emlurb - Foto: Repórter Edenir Gomes

Os servidores da Empresa Municipal de Limpeza e Urbanização (Emlurb), o Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) e o Sindicato dos Trabalhadores da Emlurb (Sindilurb) realizam nova manifestação na próxima quinta-feira (19). Desta vez o movimento será em frente à Justiça do Trabalho, em Fortaleza.

Na quinta-feira, acontece uma audiência para definir os rumos dos 186 funcionários – a maioria de garis – contratados sem concurso público e que sofrem uma tentativa de demissão. A presidente do Sindifort, Narcélia Silva, informou ao Jangadeiro Online que os trabalhadores se concentram a partir das 6h30min no local e que é “muito difícil de os trabalhadores serem demitidos”.

O Sindicato enviou um documento à prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, ao Secretário de Administração Municipal, e ao Presidente da Emlurb, Roberto Rodrigues, considerando o comparecimento das partes na audiência e reforçando os argumentos a serem utilizados na defesa dos funcionários.

Segundo o Ministério Público do Trabalho, os funcionários teriam ingressados na Emlurb sem concurso público, três anos após a promulgação da Constituição Federal de 1988 – em 1991 -, que obriga haver concurso para a contratação de servidores públicos. Os trabalhadores, portanto, estariam prestando serviços à empresa irregularmente.

Conforme Narcélia, houve uma determinação da Justiça aprovada pela Corte Suprema que dizia que o concurso só seria preciso para a contratação de funcionários a partir de 1993. Tanto é, diz ela, que “a Infraero conseguiu, em maio de 2004, assegurar o emprego de alguns funcionários que estavam na mesma situação com esta explicação”.

Apesar de ser contra a demissão dos funcionários contratados sem concurso público antes de 93, “isso não quer dizer que somos a favor da terceirização. É uma situação diferenciada”.

O presidente da Emlurb, Roberto Rodrigues, se pronunciou no último ato dos trabalhadores e disse acreditar na luta dos servidores. Roberto falou aos manifestantes que irá, inclusive, ao Supremo se for preciso para defendê-los.