Déficit habitacional de Fortaleza cresce 10,8% em 5 anos e se torna o 2º maior do Brasil


Déficit habitacional de Fortaleza cresce 10,8% em 5 anos e se torna o 2º maior do Brasil

Déficit habitacional é a medida das carências de moradia, não se referindo à quantidade de moradias, mas também às condições das existentes

Por Roberta Tavares em Fortaleza

25 de novembro de 2013 às 13:00

Há 6 anos

Fortaleza apresentou aumento absoluto no déficit habitacional, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No total, 120 mil domicílios estavam em situação de déficit habitacional – isto é, possuem alguma carência como coabitação ou ônus excessivo com aluguel –  em 2012, enquanto em 2007 eram 108,3 mil. O número representa aumento de 10,84% em cinco anos.

Apenas Fortaleza e o Distrito Federal tiveram elevação no déficit. Na primeira, contudo, o aumento absoluto não acarretou alta em termos relativos, já que houve um crescimento do total do número de domicílios.

De acordo com o estudo, o objetivo é mostrar a “necessidade de reposição do estoque de moradias existentes (que são incapazes de atender dignamente aos moradores, em razão de sua precariedade ou do desgaste trazido pelo uso ao longo do tempo), bem como de incrementar o esoque de moradias”.

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A Região Metropolitana de Fortaleza representa ainda 50% do déficit total do estado do Ceará. A RM do Rio de Janeiro, por sua vez, tem déficit de 73% do total do estado.

No Nordeste do país, o déficit atinge aproximadamente 1,61 milhões de domicílios concentrados principalmente nos estados do Maranhão (25% do total) e da Bahia (22%), além do Ceará e de Pernambuco, ambos com aproximadamente 15% do total da região.

Para definir o déficit habitacional foram levadas em consideração as habitações precárias (rústicos ou improvisados), coabitação familiar (famílias conviventes com a intenção de se mudar ou residentes em cômodos), ônus excessivo com aluguel e adensamento excessivo em domicílios locados (àqueles com mais de três habitantes utilizado o mesmo cômodo).

Com a finalidade de minimizar o problema no Ceará, a Secretaria das Cidades informou, por meio de nota, que tem buscado promover avanços no cenário habitacional. “O Ceará foi um dos primeiros estados brasileiros a ter um Plano Estadual de Interesse Social, aprovado pelo Ministério das Cidades”.

A meta, de acordo com a secretaria, é construir 87 mil unidades habitacionais até 2014, através do programa Minha Casa Minha Vida. O investimento será de R$ 4,2 bilhões. “Em relação ao déficit qualitativo, a meta é realizar ações de melhorias habitacionais em 20 mil unidades, com programas de reforma e ampliação de casas”.

Brasil

O estudo mostra que o déficit de 10% do total dos domicílios brasileiros registrados em 2007 caiu para 8,53% em 2012, o que representa 5,24 milhões de residências. O estado com maior número de domicílios em situação de déficit é São Paulo, com 1,12 milhões.

Segundo a análise, o déficit brasileiro é majoritariamente urbano (85% do total), restando à área rural um número aproximado de 742 mil famílias nesta condição em 2012. Enquanto o déficit urbano praticamente manteve-se estável neste período, o rural caiu em aproximadamente 25%.

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Déficit habitacional de Fortaleza cresce 10,8% em 5 anos e se torna o 2º maior do Brasil

Déficit habitacional é a medida das carências de moradia, não se referindo à quantidade de moradias, mas também às condições das existentes

Por Roberta Tavares em Fortaleza

25 de novembro de 2013 às 13:00

Há 6 anos

Fortaleza apresentou aumento absoluto no déficit habitacional, segundo levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). No total, 120 mil domicílios estavam em situação de déficit habitacional – isto é, possuem alguma carência como coabitação ou ônus excessivo com aluguel –  em 2012, enquanto em 2007 eram 108,3 mil. O número representa aumento de 10,84% em cinco anos.

Apenas Fortaleza e o Distrito Federal tiveram elevação no déficit. Na primeira, contudo, o aumento absoluto não acarretou alta em termos relativos, já que houve um crescimento do total do número de domicílios.

De acordo com o estudo, o objetivo é mostrar a “necessidade de reposição do estoque de moradias existentes (que são incapazes de atender dignamente aos moradores, em razão de sua precariedade ou do desgaste trazido pelo uso ao longo do tempo), bem como de incrementar o esoque de moradias”.

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A Região Metropolitana de Fortaleza representa ainda 50% do déficit total do estado do Ceará. A RM do Rio de Janeiro, por sua vez, tem déficit de 73% do total do estado.

No Nordeste do país, o déficit atinge aproximadamente 1,61 milhões de domicílios concentrados principalmente nos estados do Maranhão (25% do total) e da Bahia (22%), além do Ceará e de Pernambuco, ambos com aproximadamente 15% do total da região.

Para definir o déficit habitacional foram levadas em consideração as habitações precárias (rústicos ou improvisados), coabitação familiar (famílias conviventes com a intenção de se mudar ou residentes em cômodos), ônus excessivo com aluguel e adensamento excessivo em domicílios locados (àqueles com mais de três habitantes utilizado o mesmo cômodo).

Com a finalidade de minimizar o problema no Ceará, a Secretaria das Cidades informou, por meio de nota, que tem buscado promover avanços no cenário habitacional. “O Ceará foi um dos primeiros estados brasileiros a ter um Plano Estadual de Interesse Social, aprovado pelo Ministério das Cidades”.

A meta, de acordo com a secretaria, é construir 87 mil unidades habitacionais até 2014, através do programa Minha Casa Minha Vida. O investimento será de R$ 4,2 bilhões. “Em relação ao déficit qualitativo, a meta é realizar ações de melhorias habitacionais em 20 mil unidades, com programas de reforma e ampliação de casas”.

Brasil

O estudo mostra que o déficit de 10% do total dos domicílios brasileiros registrados em 2007 caiu para 8,53% em 2012, o que representa 5,24 milhões de residências. O estado com maior número de domicílios em situação de déficit é São Paulo, com 1,12 milhões.

Segundo a análise, o déficit brasileiro é majoritariamente urbano (85% do total), restando à área rural um número aproximado de 742 mil famílias nesta condição em 2012. Enquanto o déficit urbano praticamente manteve-se estável neste período, o rural caiu em aproximadamente 25%.