Fortalezenses devem comprar menos em novembro


Fortalezenses devem comprar menos em novembro

A média do último trimestre está em patamar muito inferior à média do início do ano, sinalizando queda estrutural do otimismo

Por Tribuna do Ceará em Fortaleza

13 de novembro de 2013 às 09:30

Há 6 anos
Dentre os que demonstraram maior disposição para o consumo, destacam-se os consumidores do gênero masculino (69,5%) (FOTO: Divulgação/Flickr)

Dentre os que demonstraram maior disposição para o consumo, destacam-se os consumidores do gênero masculino (69,5%) (FOTO: Divulgação/Flickr)

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza teve queda em novembro, de 0,5%, passando de 130,8, em outubro, para 130,2 neste mês.

A média do último trimestre está em patamar muito inferior à média do início do ano, sinalizando queda estrutural do otimismo, resultado do aumento da inflação, do elevado nível de endividamento das famílias e do fim de vantagens fiscais criadas pelo Governo Federal, para uma série de produtos de consumo duráveis.

O Índice de Situação Presente caiu 2,1%, ficando em 128,3 pontos (foi de 131,0 pontos em outubro), e o Índice de Expectativas Futuras teve melhora de 0,6%, atingindo 131,5 pontos.

Pretensão de compra

Alinhada ao ICC, a pretensão de compra teve redução de 7%, com 44% dos consumidores declarando disposição para a aquisição de bens de consumo duráveis. O valor está abaixo do índice de outubro último (51,0%) e de novembro do ano passado (46,8%). O valor médio das compras é estimado em R$ 305,88.

A intenção de compra mostra-se mais forte entre os consumidores do gênero feminino (45,8%), do grupo etário entre 18 e 24 anos (55,9%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (49,6%).

Os produtos mais procurados são: Artigos de vestuário, (citados por 21,1% dos entrevistados); Geladeiras e refrigeradores (17,9%); Calçados (13,4%); Televisores (13,0%), Aparelhos de telefonia celular (12,0%); Móveis e artigos de decoração (10,8%); e Automóveis (8,0%).

Expectativa dos consumidores

A maioria dos consumidores entrevistados pela Fecomércio, em novembro de 2013 – 66,7% – consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis, taxa abaixo da observada em outubro, de 70,8%, o que traz preocupações, tendo em vista estarmos no bimestre de maior concentração de vendas do varejo cearense.

Dentre os que demonstraram maior disposição para o consumo, destacam-se os consumidores do gênero masculino (69,5%), do grupo com idade entre 25 e 34 anos (66,9%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (67,6%).

A pesquisa também revela que 88,1% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 91,6% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 31,5% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento é reforçado pelos dados recentes do mercado de trabalho, que mostram o aumento da taxa de inatividade, isto é pessoas que deixam de procurar trabalho, ampliando o chamado desemprego por desalento.

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.

O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

Com informações da Fecomércio-CE

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Fortalezenses devem comprar menos em novembro

A média do último trimestre está em patamar muito inferior à média do início do ano, sinalizando queda estrutural do otimismo

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13 de novembro de 2013 às 09:30

Há 6 anos
Dentre os que demonstraram maior disposição para o consumo, destacam-se os consumidores do gênero masculino (69,5%) (FOTO: Divulgação/Flickr)

Dentre os que demonstraram maior disposição para o consumo, destacam-se os consumidores do gênero masculino (69,5%) (FOTO: Divulgação/Flickr)

Segundo pesquisa divulgada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Ceará (Fecomércio/CE), o Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza teve queda em novembro, de 0,5%, passando de 130,8, em outubro, para 130,2 neste mês.

A média do último trimestre está em patamar muito inferior à média do início do ano, sinalizando queda estrutural do otimismo, resultado do aumento da inflação, do elevado nível de endividamento das famílias e do fim de vantagens fiscais criadas pelo Governo Federal, para uma série de produtos de consumo duráveis.

O Índice de Situação Presente caiu 2,1%, ficando em 128,3 pontos (foi de 131,0 pontos em outubro), e o Índice de Expectativas Futuras teve melhora de 0,6%, atingindo 131,5 pontos.

Pretensão de compra

Alinhada ao ICC, a pretensão de compra teve redução de 7%, com 44% dos consumidores declarando disposição para a aquisição de bens de consumo duráveis. O valor está abaixo do índice de outubro último (51,0%) e de novembro do ano passado (46,8%). O valor médio das compras é estimado em R$ 305,88.

A intenção de compra mostra-se mais forte entre os consumidores do gênero feminino (45,8%), do grupo etário entre 18 e 24 anos (55,9%) e com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (49,6%).

Os produtos mais procurados são: Artigos de vestuário, (citados por 21,1% dos entrevistados); Geladeiras e refrigeradores (17,9%); Calçados (13,4%); Televisores (13,0%), Aparelhos de telefonia celular (12,0%); Móveis e artigos de decoração (10,8%); e Automóveis (8,0%).

Expectativa dos consumidores

A maioria dos consumidores entrevistados pela Fecomércio, em novembro de 2013 – 66,7% – consideram o momento atual ótimo ou bom para a compra de bens duráveis, taxa abaixo da observada em outubro, de 70,8%, o que traz preocupações, tendo em vista estarmos no bimestre de maior concentração de vendas do varejo cearense.

Dentre os que demonstraram maior disposição para o consumo, destacam-se os consumidores do gênero masculino (69,5%), do grupo com idade entre 25 e 34 anos (66,9%) e com renda familiar inferior a cinco salários mínimos (67,6%).

A pesquisa também revela que 88,1% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 91,6% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.

O consumidor de Fortaleza tem mostrado preocupações com a situação econômica nacional, com 31,5% dos entrevistados descrevendo-a como ruim ou péssima. Esse sentimento é reforçado pelos dados recentes do mercado de trabalho, que mostram o aumento da taxa de inatividade, isto é pessoas que deixam de procurar trabalho, ampliando o chamado desemprego por desalento.

Índice de Confiança do Consumidor

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é uma medida sintética de indicadores da percepção do consumidor quanto à sua situação econômica, composto do Índice da Situação Presente (ISP) e Índice das Expectativas Futuras (IEF). O ICC funciona, portanto, como um indicador do potencial de consumo, baseado na opinião dos próprios consumidores.

O índice varia no intervalo de 0 a 200, sendo o índice 100 a fronteira entre a situação de pessimismo (abaixo desse valor) e otimismo (acima desse valor). O índice zero denotaria a situação de total pessimismo, enquanto 200 pontos indicariam a situação de total otimismo.

Com informações da Fecomércio-CE