Mulheres possuem maior taxa de endividados, mas homens comprometem maior parte da renda com dívidas


Mulheres possuem maior taxa de endividados, mas homens comprometem maior parte da renda com dívidas

A pesquisa da Fecomércio também mostra que houve um crescimento de 4,2% na taxa de endividamento em relação a dezembro de 2013

Por Felipe Lima em Fortaleza

14 de janeiro de 2014 às 15:37

Há 6 anos

O sexo feminino representa 68% da taxa de endividados em Fortaleza, segundo da Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio/CE) nesta terça-feira (14). No total, 65,5% dos consumidores da Capital possuem algum tipo de dívida. O resultado está 4,2 pontos percentuais acima do verificado em dezembro (61,3%) e já era esperado após o pico de demanda do último mês.

A maioria dos endividados possui faixa etária de 25 a 34 anos, representando 69,6% do total. Além disso, a maior parte tem apenas o ensino médio (66,2%) e renda familiar com menos de 5 salários mínimos (68,2%). Confira os principais tipos de despesas que mais pesaram nas dívidas dos consumidores:

1 - Alimentação
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1 – Alimentação

A alimentação representou 51,6% das despesas que mais pesaram nas dívidas (FOTO: Marco Aurélio Furtado)

4 - Aluguel residencial
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4 – Aluguel residencial

Aluguel residencial representou 12,1% das despesas (FOTO: Divulgação)

5 - Educação
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5 – Educação

Educação representou 10,2% das despesas dos consumidores (FOTO; Diogo Almeida)

3 - Eletrodomésticos
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3 – Eletrodomésticos

Eletrodomésticos representaram 15,1% das despesas (FOTO: Divulgação)

6 - Eletroeletrônicos
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6 – Eletroeletrônicos

Eletroeletrônicos representaram 8% das despesas mais pesadas dos consumidores (FOTO: Alan D.)

9 - Móveis residenciais
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9 – Móveis residenciais

Móveis residenciais representaram 5,3% das despesas que mais pesaram nas dívidas dos consumidores (FOTO: Divulgação)

10 - Reforma residencial
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10 – Reforma residencial

Reforma residencial representou 4,6% dos gastos que mais pesaram nas dívidas dos consumidores (FOTO: Divulgação)

11 - Seguros
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11 – Seguros

Seguros representaram 1,3% nas despesas que mais pesaram nas dívidas dos consumidores (FOTO: Reprodução)

6 - Tratamento de saúde
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6 – Tratamento de saúde

Tratamento de saúde representou 8,2% das despesas que mais pesaram (FOTO: Divulgação)

2 - Vestuário
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2 – Vestuário

Vestuário representou 27,3% das despesas que mais pesaram (FOTO: Raquel Marques)

8 - Outros
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8 – Outros

Outros representaram 6,6% nas despesas que mais pesaram (FOTO: Divulgação)

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são os cartões de crédito, citados por 80,6% dos entrevistados. De acordo com diretor técnico da Fecomércio, o consumidor precisar estar atento ao uso do cartão. “O cartão substituiu o uso dos cheques. É mais prático, mas também apresenta riscos, pois possuem juros de 300% ao ano”, afirma.

valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.072 e prazo médio de sete meses, comprometendo 26,8% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Mais dívidas

A pesquisa da Fecomércio também mostra que houve um crescimento de 4,2% na taxa de endividamento em relação a dezembro de 2013. “Há uma tendência de crescimento por conta da geração de empregos. Em relação a dezembro é algo natural, pois reflete as compras de fim de ano”, explica Alex Araújo.

A ampla oferta de financiamento tem modificado o perfil do endividamento do consumidor de Fortaleza, ainda que se concentre no curto prazo, com 79% das dívidas em prazos inferiores a um ano.

Apesar das mulheres representaram a maior taxa de endividamento, o homem compromete mais sua renda com dívidas. Segundo a Fecomércio, 28,1% da renda do homem de Fortaleza é para pagar contas.

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,7% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 9,7% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,5% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

Para controlar as dívidas, o economista Alex Araújo recomenda quatro passos básicos:

Orçamento familiar: “a família precisa saber o que é realmente necessário. Planejar compras ao longo do mês, do ano para não pagar em atraso”.

Controle de despesa: “É um subgrupo do orçamento. Também é preciso ter cuidado com as compras não planejadas”.

Fugir dos juros: “Pagar impostos como IPTU e IPVA no prazo de descontos é uma boa opção para controlar o endividamento. Os juros são taxas que representam um gasto fora do previsto”.

Poupar: “O consumidor precisa criar o hábito de poupar. As pessoas têm que se acostumar a fazer reserva”.

Inadimplência

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, subiu 1,8 pontos percentuais, passando de 4,4%, em dezembro, para 6,2% em janeiro.

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do gênero feminino (7,5%), com idade acima dos 35 anos (8,0%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,1%), inspirando cuidados, principalmente nos grupos com menor renda e maior dependência do mercado de trabalho.

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Mulheres possuem maior taxa de endividados, mas homens comprometem maior parte da renda com dívidas

A pesquisa da Fecomércio também mostra que houve um crescimento de 4,2% na taxa de endividamento em relação a dezembro de 2013

Por Felipe Lima em Fortaleza

14 de janeiro de 2014 às 15:37

Há 6 anos

O sexo feminino representa 68% da taxa de endividados em Fortaleza, segundo da Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, divulgada pela Federação do Comércio do Estado do Ceará (Fecomércio/CE) nesta terça-feira (14). No total, 65,5% dos consumidores da Capital possuem algum tipo de dívida. O resultado está 4,2 pontos percentuais acima do verificado em dezembro (61,3%) e já era esperado após o pico de demanda do último mês.

A maioria dos endividados possui faixa etária de 25 a 34 anos, representando 69,6% do total. Além disso, a maior parte tem apenas o ensino médio (66,2%) e renda familiar com menos de 5 salários mínimos (68,2%). Confira os principais tipos de despesas que mais pesaram nas dívidas dos consumidores:

1 - Alimentação
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1 – Alimentação

A alimentação representou 51,6% das despesas que mais pesaram nas dívidas (FOTO: Marco Aurélio Furtado)

4 - Aluguel residencial
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4 – Aluguel residencial

Aluguel residencial representou 12,1% das despesas (FOTO: Divulgação)

5 - Educação
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5 – Educação

Educação representou 10,2% das despesas dos consumidores (FOTO; Diogo Almeida)

3 - Eletrodomésticos
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3 – Eletrodomésticos

Eletrodomésticos representaram 15,1% das despesas (FOTO: Divulgação)

6 - Eletroeletrônicos
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6 – Eletroeletrônicos

Eletroeletrônicos representaram 8% das despesas mais pesadas dos consumidores (FOTO: Alan D.)

9 - Móveis residenciais
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9 – Móveis residenciais

Móveis residenciais representaram 5,3% das despesas que mais pesaram nas dívidas dos consumidores (FOTO: Divulgação)

10 - Reforma residencial
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10 – Reforma residencial

Reforma residencial representou 4,6% dos gastos que mais pesaram nas dívidas dos consumidores (FOTO: Divulgação)

11 - Seguros
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11 – Seguros

Seguros representaram 1,3% nas despesas que mais pesaram nas dívidas dos consumidores (FOTO: Reprodução)

6 - Tratamento de saúde
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6 – Tratamento de saúde

Tratamento de saúde representou 8,2% das despesas que mais pesaram (FOTO: Divulgação)

2 - Vestuário
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2 – Vestuário

Vestuário representou 27,3% das despesas que mais pesaram (FOTO: Raquel Marques)

8 - Outros
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8 – Outros

Outros representaram 6,6% nas despesas que mais pesaram (FOTO: Divulgação)

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são os cartões de crédito, citados por 80,6% dos entrevistados. De acordo com diretor técnico da Fecomércio, o consumidor precisar estar atento ao uso do cartão. “O cartão substituiu o uso dos cheques. É mais prático, mas também apresenta riscos, pois possuem juros de 300% ao ano”, afirma.

valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.072 e prazo médio de sete meses, comprometendo 26,8% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Mais dívidas

A pesquisa da Fecomércio também mostra que houve um crescimento de 4,2% na taxa de endividamento em relação a dezembro de 2013. “Há uma tendência de crescimento por conta da geração de empregos. Em relação a dezembro é algo natural, pois reflete as compras de fim de ano”, explica Alex Araújo.

A ampla oferta de financiamento tem modificado o perfil do endividamento do consumidor de Fortaleza, ainda que se concentre no curto prazo, com 79% das dívidas em prazos inferiores a um ano.

Apesar das mulheres representaram a maior taxa de endividamento, o homem compromete mais sua renda com dívidas. Segundo a Fecomércio, 28,1% da renda do homem de Fortaleza é para pagar contas.

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,7% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. 9,7% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 11,5% dos entrevistados informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

Para controlar as dívidas, o economista Alex Araújo recomenda quatro passos básicos:

Orçamento familiar: “a família precisa saber o que é realmente necessário. Planejar compras ao longo do mês, do ano para não pagar em atraso”.

Controle de despesa: “É um subgrupo do orçamento. Também é preciso ter cuidado com as compras não planejadas”.

Fugir dos juros: “Pagar impostos como IPTU e IPVA no prazo de descontos é uma boa opção para controlar o endividamento. Os juros são taxas que representam um gasto fora do previsto”.

Poupar: “O consumidor precisa criar o hábito de poupar. As pessoas têm que se acostumar a fazer reserva”.

Inadimplência

A taxa de inadimplência potencial, ou seja, a proporção de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos, subiu 1,8 pontos percentuais, passando de 4,4%, em dezembro, para 6,2% em janeiro.

O perfil do consumidor inadimplente mostra preponderância do grupo de consumidores do gênero feminino (7,5%), com idade acima dos 35 anos (8,0%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,1%), inspirando cuidados, principalmente nos grupos com menor renda e maior dependência do mercado de trabalho.